Economia

Relatório mundial prevê desemprego massivo e tensões políticas no pós pandemia

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Brasil Econômico

O Relatório de Riscos Globais do FEM ( Fórum Econômico Mundial ) de 2021 indicou que as consequências da pandemia de Covid-19  serão sentidas até a próxima década . Anualmente, o relatório traz as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias: curto prazo (até dois anos), médio prazo (até 5 anos), e longo prazo (em até 10 anos).

De acordo com o parecer, os desdobramentos da crise do novo coronavírus vão da economia das nações  as suas relações geopolíticas , passando pela questão ambiental e pelas desigualdades sociais. Tendências atuais como agitação social, fragmentação política e tensões internacionais tendem a se agravar, enquanto estouro de bolhas de ativos, instabilidade de preços e crises de dívida são as maiores preocupações. 

Instabilidade econômica 

Uma pesquisa que serve de base para o Relatório de Riscos Globais deste ano demonstrou que a economia global está em sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. O resultado disto são milhões de pessoas desempregadas no mundo inteiro e a descida de muitas delas para baixo da linha da pobreza . Esse processo é ainda mais evidente em países em desenvolvimento, onde as desigualdades sociais de acentuaram. 

“Interações sociais interrompidas e mudanças abruptas nos mercados podem levar a consequências terríveis e oportunidades perdidas para grande parte da população global”, diz o relatório.

O confinamento fez com que governos, universidades, empresas, alguns setores da indústria e do comércios aderissem massivamente às tecnologias digitais para minimizar a interrupção devida ao isolamento social. Esse movimento de crescente dependência tecnplógica escancarou as diferenças de acesso à internet entre os países e dentro deles, com muitas crianças impossibilitadas de assistir às aulas virtuais, com comércios fechando por dificuldade de se adaptar e com trabalhadores autônomos incapazes de aderir a uma forma de trabalho “virtual”

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As expectativas são que ainda sintamos esses efeitos na economia por três a cinco anos. 

Tensões políticas

O levantamento recomenda que os Estados tenham cautela ao lidar com as tensões sociais dentro e fora de suas fronteiras. Além de disputas por territórios, o FEM prevê o agravamento da polarização política e dos discursos extremistas intensificados pelas redes sociais . Os resultados podem ser drmáticos, desde insurreições até terrorismo com cyber ataques.

“À medida que governos, empresas e sociedades começam a emergir da pandemia, eles devem agora moldar com urgência novos sistemas econômicos e sociais que melhorem nossa resiliência coletiva e capacidade de responder a choques enquanto reduzem a desigualdade, melhorando a saúde e protegendo o planeta”, reforça o Fórum.

O relatório também destaca a preocupação com os  tratados nucleares e armas controladas por inteligência artifical. 

Riscos ambientais 

Pelo terceiro ano consecutivo, as mudanças climática aparecem no levantamento como as maiores ameaças a longo prazo. Desta vez, devido a “falhas na ação climática”.

Ainda que o inicio do isolamento social tenha sido responsável pela diminuição da emissão de gases estufa e pelo reaparecimento de espécies nátivas em várias regiões do mundo, 2020 segue como o ano mais quente registrado. Uma forte guinada econômica e a retomada das atividades previstas para 2021 e 2022 podem acelerar o aquecimento global e a emição dos gases. 

O relatório observou que as respostas à atual pandemia, que causou novas “tensões domésticas e geopolíticas que ameaçam a estabilidade”, podem atrapalhar a luta global contra as mudanças climáticas. Os consultados para o levantamento classificaram o “colapso do multilateralismo” como uma ameaça crítica de longo prazo.

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iFood no WhatsApp não é golpe; empresa recomenda cautela

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iFood é um dos principais aplicativos para pedir comida e se diferencia por possuir mais formas de pagamento e restaurantes
Divulgação/iFood

iFood é um dos principais aplicativos para pedir comida e se diferencia por possuir mais formas de pagamento e restaurantes


O iFood tem surpreendido alguns usuários com mensagens no WhatsApp em que oferece descontos e promoções exclusivas. O mesmo acontece via e-mail. Alguns clientes desconfiados suspeitam de golpes virtuais ou fraudes, como tem ocorrido com cada vez mais frequência nos últimos meses.

A página institucional da empresa esclarece que as mensagens enviadas por WhatsApp e E-mail são verídicas, mas os únicos remetentes confiáveis são o endereço de email tal e, pelo zap, o telefone tal, que já terá o contato do iFood seguido por uma certificação verde. 

O site ainda reforça que a empresa nunca vai solicitar dados bancários ou de cartões de crédito, e que está comprometida com a  segurança digital e a disseminação de informação confiável. 

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Qualquer outro número ou endereço que te mande mensagem dizendo ser o iFood é golpe , alerta a foodtech. 


Privacidade e segurança


O portal iG contactou o iFood para esclarecer o meio de obtenção dos dados dos seus usuários e as medidas de segurança com estas informações, mas recebemos resposta até a publicação desta matéria.

iFood
Brasil Econômico / Ludmilla Pizarro

Se o remetente da mensagem for verdadeiro, o nome da empresa estará ao lado de uma verificação verde, como no print.

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Economia

Em investimentos, “ser impulsivo é o principal pecado capital”, diz Werner Roger

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Werner Roger foi o entrevistado do Brasil Econômico ao vivo desta quinta-feira (25).
Brasil Econômico / Guilherme Naldis

Werner Roger foi o entrevistado do Brasil Econômico ao vivo desta quinta-feira (25).


Entrevistado na live do  Brasil Econômico desta quinta-feira (25), o sócio fundador da Trígono Capital e especialista no mercado de ações  Werner Roger afirmou que quem pretende aprender a investir deve ter paciência, diversificar e não apostar. Para ele, o investidor deve evitar ser impulsivo. 

“Aposta é algo curto, como uma corrida de cavalo, a mega-sena ou um cassino. As apostas são de muito curto prazo e podem dar um lucro muito grande, mas com chances pequenas. No investimento, você tem controle e ele funciona a longo prazo, no mínimo dois ou três anos no futuro”, explicou.

Sobre a diversificação, ele apontou que é importante começar com ações de empresas em diversos setores, o que garante certa segurança para o acionista que está começando, além de certeza de retorno a longo prazo.

O especialista ainda destacou que o mercado de ações “é um investimento racional, e no longo prazo, isso se traduzirá em retorno. Não é uma expectativa de algo que não está no seu controle, mas uma certeza”. 

Roger é atualmente um dos principais especialistas em ‘small caps’ empresas que estão na bolsa de valores com valor de mercado abaixo de R$ 5 bilhões. Ele explicou porque elas podem ser uma boa alternativa para pequenos investidores e iniciantes. 

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“As small caps são mais estáveis que empresas grandes por não chamarem tanta atenção”, disse durante a entrevista. “Além disso, a recuperação das small caps, diante de uma crise, é consideravelmente mais rápida do que as grandes”, completou.

Estatais

Werner aponta que algumas empresas são mais fáceis de privatizar do que outras. Tanto pelo interesse da população e do governo, quanto pelo interesse do mercado. “A Eletrobrás , além de uma companhia de energia, é responsável por muitas usinas, como a nuclear de Angra. É muito complicado vender uma empresa para o setor privado gerir”, contou.  

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Ele avalia ainda que o mercado agiu por impulso durante a troca de presidente da Petrobras. Em investimentos, “ser impulsivo é o principal pecado capital” , frisa

“As empresas que continuam estatais têm um desempenho muito inferior às que foram privatizadas. Na mão do setor privado, essas empresas se dão muito bem e são voltadas para a eficiência e o lucro dos acionistas, e não para o lucro político”, relata. 

O baixo rendimento  e as intenções políticas das estatais diminuem o atual interesse de investimento nestas empresas, avalia. Suas privatizações, entretanto, podem torná-las mais atraentes. 

Ainda assim, Roger ressalta que o mercado tem pouco interesse em privatizar estatais comprometidas com questões binacionais, como a hidrelétrica de Itaipu, ou com interesses políticos diretos, como a Petrobras. 

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Lives Brasil Econômico

Semanalmente, a equipe do Brasil Econômico traz um entrevistado diferente para discutir assuntos relevantes da economia atual, sempre às quintas, 17h. 

Werner Roger, CIO (Chief Investment Officer) da Trígono Capital e colunista do Brasil Econômico, foi entrevistado pela editora do portal iG, Ludmila Pizarro e pelo repórter João Victor Redevilho. 

Roger ainda falou sobre os benefícios do dividendos, sobre a escolha de empresas para investir e a retomada de serviços que envolvam o público.

Assista na íntegra!


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Economia

Petrobras: Em tom de despedida, presidente exalta resultados e manda recado

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, durante call com analistas
Reprodução / internet

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, durante call com analistas


Em sua primeira aparição pública após o anúncio de que será destituído do cargo , o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, se apresentou em uma videoconferência com analistas do mercado usando uma camisa com os dizeres “Mind the gap”. E mandou seu recado: disse que a Petrobras de hoje é melhor do que a de um ano atrás e que os preços dos combustíveis estão abaixo da média global.

Castello Branco, que está em home office, usou como pano de fundo na videoconferência uma foto do edifício sede da Petrobras, na Avenida Chile. A “call” com analistas na manhã desta quinta-feira era para comentar o lucro recode da empresa, divulgado na véspera. E os dizeres na camisa traziam uma mensagem subliminar.

A expressão “mind the gap” em inglês, usada nos avisos sonoros do metrô de Londres para alertar os passageiros sobre o vão entre o trem e a plataforma, pode ser traduzida também para “atenção à defasagem”. Em inglês, “gap” é o termo usado para se referir à distância entre dois preços.

E foi justamente a polêmica sobre a defasagem entre os preços dos combustíveis aqui e no exterior um dos principais motivos para a demissão de Castello Branco. Pressionado pelos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro se queixava de os preços do diesel e da gasolina terem subido muito no Brasil este ano – o último reajuste foi na sexta-feira passada, mesmo dia em que o presidente da República anunciou a destituição de Castello Branco.

A frase “Mind the gap” vem sendo repetida por Castello Branco em apresentações ao longo dos últimos dois anos. Ontem, a estatal apresentou lucro líquido recorde de R$ 59,9 bilhões no quatro trimestre de 2020, com uma política de preços que segue a paridade internacional.

Para Castello Branco, é surpreendente que, em pleno século XXI, o país esteja discutindo os preços dos combustíveis. Segundo ele, o petróleo é uma commodity como outros produtos, que são cotados em dólar e seguem a lei de oferta e demanda global.

“Fugir da regra da paridade de preço de importação, a Petrobras já provou que foi desastrasosa. A Petrobras perdeu US$ 40 bilhões. E tem outro impacto. Reduzimos a dívida em US$ 36 bilhões em dois anos e a empresa ainda é muito endividada. Devemos US$ 75,5 bilhões. Nossa dívida é majoritariamente em dólares e como você vai conciliar obrigações em dólares com receita em reais? Outro efeito perverso do descolamento da paridade dos preços de importação”, disse.


Política de preços


Castello Branco frisou que a média dos preços do Brasil estão abaixo dos preços globais, embora alguns impostos aqui sejam altos, pressionando os valores para cima.

“O preço não é barato nem caro. O preço é o preço de mercado. Se o Brasil quiser ser uma economia de mercado tem que ter preço de mercado. Preços abaixo do mercado geram muitas consequências, algumas previsíveis outras imprevisíveis, mas todas negativas” acrescentou.

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