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Remição de pena pela leitura deve ser normatizada em MT

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Foto: Ronaldo Mazza

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Secretaria de Comunicação Social

Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 222/2018 ( http://www.al.mt.gov.br) que institui a remição de pena pela leitura, aos estabelecimentos carcerários das comarcas de Mato Grosso. A iniciativa é do deputado Sebastião Rezende (PSC) e encontra-se na Consultoria Técnico-Jurídica para análise e despacho. 

Conforme consta, o benefício visa proporcionar aos custodiados, e alfabetizados, a possibilidade de dirimir parte do tempo de cárcere pela leitura mensal de uma obra literária clássica, científica, filosófica ou religiosa, dentre outras, de acordo com as obras disponíveis na unidade prisional. É importante frisar que o direito do condenado de abreviar o tempo imposto em sua sentença penal pode ocorrer mediante trabalho, estudo e, de forma mais recente, pela leitura, conforme disciplinado pela Recomendação nº. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A remição de pena, prevista na Lei nº. 7.210/84 de Execução Penal (LEP), está relacionada ao direito assegurado na Constituição Federal de individualização da pena. Dessa forma, as penas devem ser justas e proporcionais, além de particularizadas, levando em conta a aptidão à ressocialização demonstrada pelo apenado por meio do estudo ou do trabalho. Ademais, as possibilidades de remição de pena foram ampliadas pela Lei nº. 12.433, de 2011, que alterou a redação dos artigos 126, 127 e 128 da Lei de Execução Penal e passou a permitir que, além do trabalho, o estudo contribua para a diminuição da pena.

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O autor da matéria destacou que Mato Grosso já implantou o sistema em algumas unidades prisionais. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que o Estado trabalha dessa forma há alguns anos. Entretanto,  Mato Grosso ainda não regulamentou por lei estadual a atividade, uma vez que de mesmo escopo consta a legislação federal no que tange ao sistema penitenciário. As unidades que têm o projeto "Remição pela Leitura" regulamentaram a atividade via portaria interna, em consonância com o que estabelece a Lei de Execução Penal, e a recomendação do Conselho Nacional de Justiça. A Sejudh está elaborando uma portaria conjunta com a Secretaria de Estado de Educação para unificar as diretrizes da atividade.

Atualmente, 360 presos participam desse sistema, divididos em nove unidades com o projeto em execução, e uma em organização para aderir em atividade: Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto (Cuiabá), Cadeia de Aripuanã, Cadeia de Barra do Garças, Cadeia de Barra do Bugres, Cadeia Feminina de Colíder, Cadeia de São Felix do Araguaia, Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra, Cadeia Feminina de Cáceres, Cadeia Feminina de Rondonópolis (em instalação).

“Importante frisar que a ressocialização do preso é uma preocupação constante do CNJ, que incentiva iniciativas voltadas à redução da reincidência criminal”, explicou o deputado. De acordo com Rezende, o objetivo é estimular o conhecimento, a educação, a cultura e o desenvolvimento da capacidade crítica do reeducando. 

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A seleção dosinteressados em aderir ao projeto e a orientação das atividades literárias serão feitas por uma comissão, nomeada e presidida pelo diretor da unidade carcerária. O resultado da análise da comissão será enviado ao juiz de ofício, instruído com a resenha sobre a obra lida, a declaração de sua fidedignidade (ou de plágio), assinada por todos os membros da comissão, e os atestados da acusação oral e do tempo de leitura. Consta também que o governo do estado poderá firmar convênios, termos de cooperação, ajustes ou instrumentos congêneres com órgãos e entidades da administração pública direta e indireta para a execução dessas ações.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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