Mato Grosso
Seciteci e Unemat projetam verticalização de cursos técnicos a partir de 2027

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) vêm discutindo a verticalização dos cursos técnicos. A ideia é que, a partir de 2027, os alunos das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) passem do terceiro ano direto para o curso tecnólogo sem vestibular ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
De acordo com o secretário da Seciteci, Allan Kardec, o projeto determinado pelo governador Mauro Mendes é aproveitar disciplinas e conteúdo estudado pelos alunos no Ensino Médio nas ETECs.
“Vai ser uma revolução social através do estudo. Queremos que esses jovens tenham condições de aprofundar os estudos, ter um diploma considerado de nível superior em dois anos ou dois anos e meio e acessar o mercado de trabalho para ajudar financeiramente suas famílias”, afirmou o secretário Allan Kardec nesta quarta-feira (23.7).
Na terça-feira (22), o Secretário Adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim, e a reitora da Unemat, Vera Maquêa, estiveram reunidos para debater a verticalização dos cursos técnicos e aprofundar os procedimentos para viabilizar a parceria.
O projeto de verticalização refere-se à proposta de, a partir de 2027, direcionar alunos das 17 Escolas Técnicas Estaduais para a Unemat sem a necessidade de vestibular ou ENEM, priorizando o aproveitamento de competências adquiridas durante a sua formação no ensino médio técnico.
A iniciativa visa uma integração maior entre a educação profissionalizante e o ensino superior, além de facilitar o acesso dos estudantes a uma formação de ensino superior.
De acordo com o projeto, um aluno do curso técnico em Edificações da Seciteci, por exemplo, poderá entrar direto no curso de Engenharia Civil da Unemat, e com o aproveitamento dos conhecimentos e habilidades prévias poderá terminar o curso em um tempo menor que os cinco anos exigidos pela Engenharia.
“Com isso, diminuímos o tempo de ingresso no mercado de trabalho desses jovens e se economiza dinheiro público. É algo maravilhoso para todo mundo, para o Estado, para a família, para o aluno e para o setor produtivo”, afirmou o secretário adjunto Dimorvan.
Segundo ele, a proposta é pioneira e será de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. “Com certeza os profissionais serão extremamente bem formados e vão ajudar no desenvolvimento da economia e na ocupação dos empregos que o estado de Mato Grosso gera”, completou.
Mais detalhes sobre o projeto deverão ser divulgados em breve. Além de Dimorvan e da reitora Vera, participaram do encontro a Superintendente de Regulação e Supervisão da Educação Profissional e Superior da Seciteci, Albéria Cavalcanti, e o vice-reitor da Unemat, Alexandre Porto.
Escolas Técnicas Estaduais (ETECs)
“Com a atuação das 17 ETECs administradas pela Seciteci, o Governo do Estado tem ofertado cursos técnicos na modalidade concomitante intercomplementar, voltados a jovens matriculados em escolas parceiras do Ensino Médio, além de cursos na modalidade concomitante para estudantes com 17 anos ou mais que estejam cursando, no mínimo, o 2º ano do Ensino Médio em qualquer instituição. Também são oferecidos cursos na modalidade subsequente, destinados a jovens e adultos que já concluíram o Ensino Médio e buscam uma certificação técnica.”.
Os cursos são realizados através das ETECs localizadas em: Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Campo Verde, Cuiabá, Cáceres, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Juara, Tangará da Serra e Várzea Grande.
As capacitações são estrategicamente pensadas para atender os arranjos produtivos de cada região mato-grossense. Saiba mais sobre as ETECs e os cursos ofertados clicando aqui.
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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