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Simpatias com alface: veja como usar essa folha a seu favor

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Simpatias com alface: veja como usar essa folha a seu favor
Redação João Bidu

Simpatias com alface: veja como usar essa folha a seu favor

As verduras estão quase sempre presentes nas refeições, principalmente por conta do valor nutricional que elas têm, trazendo assim diversos benefícios para a saúde humana . Mas, sabia que existem simpatias que também utilizam essas hortaliças?

As simpatias com alfaces são exemplos disso: é possível acabar com o cansaço , melhorar a situação no trabalho e até afastar aquela rival da relação. Confira então cinco simpatias com alface para resolver todos esses problemas da sua vida!

Veja cinco simpatias com alface para melhorar sua vida:

Simpatia para acabar com cansaço

Ferva três folhas de alface, pétalas de uma rosa vermelha, de uma rosa branca e um punhado de camomila com três litros de água e espere amornar. Depois, tome um banho, despeje a mistura do pescoço para baixo e espere o corpo secar naturalmente. Jogue os restos do banho no lixo e lave a vasilha do ritual, que deve ser usada normalmente.

Ritual cigano para ter mais lucros

Coloque oito folhas de alface e oito moedas em uma travessa. Por cima, jogue um pouco de azeite e, em seguida, três colheres (sopa) de mel. Deixe por dois dias, bem coberto, em um local de seu estabelecimento onde ninguém possa ver. Depois disso, lave as moedas e as dê de presente a primeira criança carente que você encontrar. Jogue o que restou na travessa no lixo e lave-a para que possa utilizá-la como de costume.

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Simpatia para não perder o emprego

Com uma agulha, escreva (furando) em uma folha de alface grande e lavada, o seu nome e o do seu patrão. Depois, misture a folha na salada, tempere como de costume e coma. Depois, acenda uma vela branca sobre um pires, com cuidado para não se queimar, e reze um Pai-Nosso. É aconselhável que esta simpatia seja feita numa quarta-feira na hora do almoço. Os restos da vela devem ir para o lixo. O pires pode ser usado normalmente depois de lavado.

Simpatia para ter paciência com colegas e superiores

Você viu?

Escreva o seu nome e os dos seus superiores em uma folha de alface. Para isso, pode usar uma caneta. Dobre bem a folha, coloque em um saquinho costurado à mão e guarde com você por três dias. Nesse período, uma vez por dia, pegue o saquinho nas mãos e reze a São José, protetor dos trabalhadores, pedindo para ele abrir cada vez mais os seus caminhos. Peça também para que seus colegas e superiores respeitem seu trabalho e para que você também saiba respeitá-los. Peça ainda para que nunca ocorram brigas entre vocês. Depois dos três dias, jogue o saquinho no lixo.

Simpatia para ter um namoro sem rivais

Escreva o nome da pessoa que quer roubar seu namorado em uma folha de alface em forma de cruz usando um palito de dentes. Dobre a alface em quatro partes, pingue três gotas de vinagre por cima, jogue um pouco de sal grosso e diga: “Não venha tirar de mim aquilo que Deus me deu com amor”. Enterre a alface em um local fora de sua casa e saia sem olhar para trás.

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Fonte: IG Mulher

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Gabriela Pugliesi inicia congelamento de óvulos

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Gabriela Pugliesi irá congelar óvulos
Reprodução: Alto Astral

Gabriela Pugliesi irá congelar óvulos

Depois da separação com Erasmo VianaGabriela Pugliesi decidiu adiar os planos de ser mãe. Apesar disso, a influenciadora fitness, que revelou que está tentando engravidar a um ano, deixou claro que não desistiu do sonho de ser mãe. Ela iniciou o processo de congelamento de óvulos na manhã desta sexta-feira (26).


“Logo cedo na minha médica amada, que virou amiga e um anjo na vida”, escreveu ela em uma foto da ginecologista, que é especializada em reprodução humana.

Você viu?

“Estamos no processo de congelar meus óvulos, porque daí vivo tranquila e entrego a Deus (se informem sobre isso!)”, disse. “Meu sonho era ter congelado com 20 e poucos anos, se eu soubesse”, completou a influenciadora, de 35 anos. 

Separação polêmica

As postagens de Pugliesi vem em meio a um momento conturbado na vida pessoal. No último fim de semana, o agora ex-marido Erasmo, confirmou que os dois se separaram. 

Ele diz que o fim do casamento foi por conta de um “erro grave” dele . Apesar de não entrarem em detalhes, ele negou ter traído a influenciadora. Já na segunda-feira (22), Pugliesi se pronunciou e confirmou que deu um ponto final na relação após um erro de Erasmo, mas disse que ele não é “má pessoa”. 

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Pugliesi também disse pela primeira vez sobre a luta contra a infertilidade, confessando que sofreu com hormônios para fertilização in vitro e que tentaria mais uma inseminação, mas que foi cancelada por conta do fim do casamento. 

Fonte: IG Mulher

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Testamos todos os produtos da Sallve, a marca de Julia Petit

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Sallve, marca de skincare
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Sallve, marca de skincare

Após todas as influencers que sigo e minha bolha de amigos usarem os produtinhos da Sallve (e postarem nos seus stories), decidi ver qual é. A badalada marca de skincare foi criada pela publicitária Júlia Petit, uma das primeiras e mais famosas produtoras de conteúdo de beleza do país, do portal Petiscos. Fundada em 2019, a marca já tem oito produtos e lançou neste ano suas aguardadas máscaras faciais. 


Será que os produtos realmente valem a pena ou o sucesso da marca é por conta do marketing e das pelas embalagens coloridas em tons pastéis? Confira como foi minha experiência ao testar os dez produtos durante duas semanas.

Lançamento: as máscaras faciais

Antes de tudo, vale lembrar que a marca é cruelty free, não faz teste em animais, vegana e os cosméticos são hipoalergênicos — ou seja, ponto positivo! 

O ano começou com o lançamento das Máscara Antirressaca (R$ 59,90) e a Máscara Purificante (R$ 59,90). Por enquanto o estoque é limitado. Quando terminar o estoque a marca irá avaliar se a linha será definitivamente incorporada ao catálogo de produtos. 

A Máscara Antirressaca , como o nome diz, foi desenvolvida para curar os sinais de cansanço da pele e tem na sua fórmula taurina, extrato de café e aloe vera. Eu tenho uma pele mista e sensível, com alguns pontos de rosácea e acne. Quando coloquei a máscara logo senti a refrescância da aloe vera, que logo se transformou em uma ardência muito intensa. Foi difícil permanecer com a máscara no rosto, fiquei com pontos de vermelhidão na pele e parecia que minha acne ficou mais ressaltada e irritada.

Máscara Antiressaca deixou minha pele irritada (último foto)
Divulgação/ Arquivo Pessoal

Máscara Antiressaca deixou minha pele irritada (último foto)



Já a Máscara Purificante , com argila verde, pantenol e prebióticos desobstruiu os meus poros e auxiliou na limpeza sem deixar aquela sensação de “secura” de uma máscara convencional de argila verde. Minha pele ficou limpa, os poros do nariz deram uma diminuída e até a acne parece que deu uma aliviada. 

Máscara Purificante desobstuiu os polos sem ressecar
Divulgação/ Arquivo Pessoal

Máscara Purificante desobstuiu os polos sem ressecar



Outros produtos da marca

Além das máscaras usei os demais produtos da Sallve. Vamos começar pelo básico da minha rotina de produtinhos da marca que fiz durante estas duas semanas: Limpador Facial (R$ 54,90) e Esfoliante Enzimático (R$ 59,90).

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Você só precisa de uma gota do sabonete para lavar todo o rosto. O cheiro é agradável, senti minha pele limpa e o melhor: não repuxa a pele. Senti que o produto controlou a oleosidade da minha pele e troquei produto que usava normalmente pelo da Sallve. 

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O Esfoliante Enzimático , que combina três ações (enzimática, física e química), utilizei no máximo duas vezes na semana, como recomenda a marca. Senti a pele macia e as partículas abrasivas não agridem a pele. A fama do produto também não é das melhores devido um recall de lotes em 2019. Além do mais, não é uma limpeza que você sente de imediato, os efeitos em meus poros apareceram depois de algumas vezes de uso.

Julia Petit e o Antioxidante Hidratante, primeiro produto da Sallve
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Julia Petit e o Antioxidante Hidratante, primeiro produto da Sallve



Sobre os  hidratantes, o primeiro produto da Sallve, o Antioxidante Hidratante (R$ 89,90) — preferido pelas blogueiras e pelos meus amigos — é um sérum-gel que combina ácido hialunôrico, nano vitamina C, niacinamida e cafeína. A textura é uma delícia e o produto não tem cheiro forte como outras vitamina C no mercado.

A pele fica macia e com viço, entretanto, minha pele ficou mais oleosa e senti que os poros entupiram. Buscando na Internet vi que não estava sozinha. Li alguns relatos de que o produto deu espinhas. Já minha mãe, de 58 anos, que tem uma pele mais madura, amou e disse que sentiu um efeito positivo nas linhas de expressão e clareamento das manchas da pele.

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O Hidratante firmador (R$ 99,90), com oito formas de ácido hialurônico, funcionou bastante na minha pele. A textura é bem levinha e se assemelha a uma “aguinha”. Senti minha pele hidrata, conseguindo respirar e sem os poros entupidos . Acredito que funcione para peles mais oleosas ou mistas. 

Por fim da linha dos hidratantes, a Sallve tem o Hidratante Labial (R$ 24,90), uma das embalagens mais instagranáveis da marca. O produto deixou meus lábios macios, entretanto, não compraria.

O Bálsamo Demaquilante (R$ 69,90) é óleo-gel e por isso achei ele bem oleoso para a minha pele, permanecendo a sensação mesmo lavando com água e sabonete facial. Mas cumpre muito bem o seu papel em tirar a maquiagem pesada (o famoso reboco) à prova d’água. 

Para peles oleosas e com acne

O Tônico Renovador (R$ 54,90) foi minha maior surpresa dentre os produtos da marca Sallve. O cosmético, com AHA 7%, uma combinação dos ácidos glicólico 4%, málico 2% e lático 1%, e extratos de alcaçuz, hamamélis e physalis, controlou minha oleosidade e reduziu minha acne.

Já usei ácido glicólico antes e funcionou bem para minha pele acneica, além do mais a hamamélis acalmou minha pele sensível. Entretanto é necessário passar em pouca quantidade, da primeira vez coloquei muito e fiquei com uma irritação na pele. Dosando na quantidade certa, com certeza é um produto que acrescentarei na minha rotina.

Tônico da Sallve: meu produto preferido
Divulgação

Tônico da Sallve: meu produto preferido



O Sérum Antiacne (R$ 59,90), que contém ácido salicílico 2%, melaleuca e extrato de bambu, conteve um pouco minha acne sem ressecar. 

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Conclusão

As embalagens são lindas e instagramáveis e podem ser uma forma das pessoas se aproximarem da marca. No entanto, a qualidade dos ingredientes e as fórmulas não ficam para trás: são excelentes. Alguns produtos não funcionaram na minha pele, como a Máscara Antiressaca, que me deu uma vermelhidão e ardência. O queridinho Antioxidante Hidrantante acabou deixou minha pele oleosa depois de alguns usos.

Por outro lado, o Tônico Renovador, o Limpador Facial e a Máscara Purificante de argila verde me surpreenderam positivamente, combatendo a oleosidade e limpando a pele, sem deixar a sensação de repuxado. Os produtos, em um geral, são agradáveis no sensorial e não tem cheiro forte.

Limpador Facial: limpeza profunda utilizando pouco produto e sem sensação de
Arquivo pessoal

Limpador Facial: limpeza profunda utilizando pouco produto e sem sensação de “repuxar”



Fonte: IG Mulher

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Mulata, mãe preta, mucama e raivosa: os estereótipos ligados às mulheres negras

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Valeria Valenssa ficou muito conhecida por ter sido a Globeleza; ao evocar sensualidade e pela hiperssexualização, é um exemplo do estereótipo de mulata
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Valeria Valenssa ficou muito conhecida por ter sido a Globeleza; ao evocar sensualidade e pela hiperssexualização, é um exemplo do estereótipo de mulata


Maiara Maria, 18, é  modelo e usa o Instagram para divulgar seus trabalhos. Por isso, ela recebe diversos comentários de pessoas a elogiando, mas afirma que se incomoda com a maneira como alguns homens falam dela. “ Gostosa ”, “Meu desejo de todos os dias” e “Essa pretinha é demais” são algumas frases na qual percebe má-intenção.

“Isso gera um desconforto emocional e faz com que minha autoestima fique lá embaixo”, afirma. Maria diz que sente que pessoas com esse tipo de pensamento a veem como um objeto sexual, “não como alguém que tem sentimentos e merece respeito”.

A pesquisadora, mestra e doutora em antropologia social Edilma Monteiro, 35, também notou que a relação de outros homens em relação ao seu corpo era de sexualização, desde quando ela era criança. Aos 9 anos, ela sofreu uma tentativa de estupro . “Naquela tentativa de estupro já dava para perceber a forma que meu corpo era idealizado ou visto”, diz.


Esse tipo de atitudes, que estão diretamente vinculadas ao racismo e ao machismo , é em diversos momentos experienciadas por mulheres que, assim como Maria e Monteiro, têm a  pele negra e estão ligadas a estereótipos que estão no imaginário da sociedade em relação a essas mulheres. Devido a essa ótica, elas são vulneráveis a encarar situações de constrangimento e de violências simbólicas e físicas. 

Monteiro explica que os  estereótipos foram criados por pessoas brancas como uma maneira de construir seus próprios imaginários em relação às pessoas negras. “Esses pensamentos acabam norteando e trazendo para a sociedade uma ideia de que a mulher é uma coisa. Ela é colocada no lugar pejorativo das relações, até mesmo no campo profissional”, afirma.

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Em 1933, o escritor Gilberto Freyre lançou o livro ‘Casa Grande e Senzala’, em que defende a manutenção da estrutura escravocrata na sociedade moderna e vê com “fraternidade” a relação entre senhores e pessoas escravizadas.

Em passagens do livro, também foram difundidos os principais estereótipos ligados às  mulheres negras no Brasil. Em uma das passagens do livro, ele descreve a relação com mulheres por meio da seguinte hierarquia: “Branca para casar,  mulata para f*der, preta para trabalhar”, ditado que se perpetua até os dias atuais.

Anos mais tarde, em 1989, esses estereótipos foram analisados pela autora e feminista negra brasileira Lélia Gonzales, em seu artigo ‘Racismo e Sexismo na Sociedade Brasileira’. Nele, a pensadora diz que a mulher negra é vista por três perspectivas principais: a mulata; a doméstica (também chamada de mucama) e a mãe preta.

A mulata, a mucama e a mãe preta

Os episódios narrados acima pela modelo e pela pesquisadora indicam o estereótipo da mulata, que é uma mulher hiperssexualizada, considerada fervorosa, quente e vista meramente como um objeto de prazer. De acordo com Monteiro, é uma visão muito comum sobre as mulheres negras .

“As tentativas de estupro e outros episódios de  abuso sexual que sofri na infância, sempre me fizeram ter medo de certas questões, além de muita culpa. Demorei muito até entender que isso está muito ligado ao nosso corpo, que é visto como objeto de uso e como se qualquer um pudesse tomar posse dele”, explica a pesquisadora.

A personagem Tia Anastácia (Jacira Sampaio), de Sítio do Pica-Pau Amarelo, tinha o papel de cuidadora da casa e características comuns ao estereótipo, calcadas no período da escravidão no Brasil
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A personagem Tia Anastácia (Jacira Sampaio), de Sítio do Pica-Pau Amarelo, tinha o papel de cuidadora da casa e características comuns ao estereótipo, calcadas no período da escravidão no Brasil


Você viu?

Quando essas mulheres não são consideradas “bonitas o suficiente” para entrar no estereótipo da mulher desejada, elas tendem a ir para as duas outras categorias analisadas por Lélia. A mãe preta, explica Monteiro, se refere às mulheres cuidadoras. “É aquela que cozinha, que está sempre nesse movimento do cuidado, do envolvimento afetivo, fraterno”.

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Já a mucama, ou doméstica, possui raízes do período da escravidão e diz respeito ao imaginário de que  mulheres negras são muito mais aptas ao serviço doméstico e de limpeza. “Nós somos a todo tempo feridas pelas ações desses pensamentos, que reforçam a relação de poder que nos exclui de ter direitos e nos proporciona medo de falar, mesmo que seja narrando nossas próprias histórias”, afirma Monteiro.

Em novelas e filmes brasileiros, o papel mais representado mulheres negras é o de empregada doméstica; na foto Samantha Schmütz como Valdeia, em 'Minha Mãe É Uma Peça'
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Em novelas e filmes brasileiros, o papel mais representado mulheres negras é o de empregada doméstica; na foto Samantha Schmütz como Valdeia, em ‘Minha Mãe É Uma Peça’


Raiva e arrogância

Atualmente, mulheres que falam em tons assertivos são vistas como “mal-humoradas” ou “arrogantes”. No caso das mulheres negras, a situação é ainda mais complicada. “Algumas de nossas expressões são lidas como se estivéssemos sempre com raiva”, diz Monteiro. Por esse motivo, o estereótipo da “negra barraqueira” é conhecido como angry black woman (ou mulher negra com raiva, em tradução livre).

A personagem Brenda Meeks (Regina Hall), do filme 'Todo Mundo em Pânico', faz uma sátira ao estereótipo de angry black woman
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A personagem Brenda Meeks (Regina Hall), do filme ‘Todo Mundo em Pânico’, faz uma sátira ao estereótipo de angry black woman


Esse tipo de estereótipo está muito relacionado à representação de  mulheres negras na mídia, principalmente nos Estados Unidos, que têm fortes raízes de como eram vistas mulheres escravizadas: pessoas hostis, agressivas, “barulhentas” e consideradas masculinas. 

“Sempre somos vistas como pessoas que estão causando problemas, em conflito, muito briguentas”, afirma Monteiro. Ela afirma que esse tipo de visão é muito perpetuada às mulheres negras que trabalham em ambientes científicos, acadêmicos e intelectuais.

“A filósofa Sueli Carneiro fala muito sobre os epistemicídios [significa a morte de um tipo específico de conhecimento] e sobre o quanto os trabalhos de  mulheres negras são descredenciados e, quando denunciamos, é assim que somos vistas”, diz.

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Sempre no mesmo lugar

Nay Teodoro, 25, empreendedora, sentia que era colocada em um lugar diferente, mas igualmente incômodo. Na época da faculdade, quando começou a estudar sobre raça, ela era considerada menos importante ao falar sobre negritude por não ser uma mulher pobre.

Quando começou a entender sobre pautas relacionadas ao racismo no Brasil, Teodoro diz que chegou a sentir vergonha de sua classe social. “Fiquei mal por não ter sofrido tanto racismo e opressão, por ser privilegiada. Acho que eu fui muito protegida pela minha família e minha condição financeira me protegeu”, diz.

“Eu era a pretinha patricinha, como se fosse muito ruim você ser uma mulher preta e ter uma condição social diferente de algumas pessoas pretas”, afirma. De patricinha, ela passou a ser denominada como uma mulher raivosa. Monteiro afirma que esse tipo de ação por parte de pessoas brancas é muito recorrente.

“Se uma mulher negra que vem de uma classe social superior fala dos acessos que ela tem, as pessoas brancas a veem como arrogante. Com pessoas brancas, são vistas como ‘uma pessoa difícil de lidar’”, explica a pesquisadora. Isso, segundo ela, se dá pelo fato de que a sociedade age com complacência e normalidade quando pessoas brancas ascendem financeira e socialmente. No entanto, isso é visto como uma afronta se quem fala é uma mulher negra.

“É uma ofensa para o branco escutar uma mulher preta se dando bem. Parece que a narrativa que eles querem que a gente construa é sempre a de tristeza, escassez e pobreza”, afirma.

Desmontando caixinhas

Monteiro explica que é preciso se lembrar que não existem apenas três ou quatro formas de existência de mulheres negras no mundo, mas uma multiplicidade muito grande. “Não somos só a mulher que cuida, nem a fogosa e nem a trabalhadora. Somos intelectuais, gostamos de dormir, queremos ser mães, sonhamos, queremos estabilidade financeira… Cada uma tem sua realidade e sua trajetória de vida”, diz a pesquisadora.

Pantera Negra se tornou exemplo de representação ampla de mulheres negras na mídia; na foto, Lupita Nyong'o (Nikia) e Letitia Wright (Shuri) com Chadwick Boseman
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Pantera Negra se tornou exemplo de representação ampla de mulheres negras na mídia; na foto, Lupita Nyong’o (Nikia) e Letitia Wright (Shuri) com Chadwick Boseman


Para que mulheres negras não sejam mais sujeitas a serem vistas por esses estereótipos, ela afirma que é preciso reconhecer essas várias formas de existência e dissolver ideias pré-criadas. “A sociedade tem que se engajar numa luta antirracista e compreender todo proesso histórico de opressão que é preciso desconstruir para, assim, nos recolocarmos nessa sociedade como já deveriamos estar”, afirma Monteiro.

Fonte: IG Mulher

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