Saúde

Sorvete liberado e sem maionese: Idoso que subiu o Everest dá receita

Publicado

Joel Kriger
Divulgação

Joel Kriger

Ao chegar no cume do Everest (8.848 metros), o curitibano Joel Kriger, de 68 anos, não se tornou apenas o brasileiro mais velho a conquistar o topo do mundo. Ele mostrou que é possível ampliar — e muito — os limites humanos.

Mesmo para quem, como ele, foi sedentário por boa parte da vida. Exemplo de extremos da performance física, a trajetória de Kriger mostra que, se parar o tempo é impossível, é viável reduzir dramaticamente as marcas da passagem dele e reinventar aquilo que se costuma chamar de velhice.

Kriger até os 50 anos era sedentário. Hoje personifica o poder da atividade física. Também é a imagem da determinação, da perseverança e do foco. Em pouco mais de 18 anos, o empresário de Curitiba se tornou montanhista, maratonista aquático, triatleta e ultramaratonista de montanha.

E tudo porque, em 2003, aceitou o convite do amigo João Carlos Angelini de fazer uma caminhada até o Everest. Não só gostou, como ampliou o desafio.

Do Homem de Ferro ao Aquaman

Ao conquistar o Everest em 15 de maio, se tornou também o brasileiro mais velho a completar a escalada dos sete cumes mais altos do planeta. Mais um dos pontos altos — que no caso dele não é mero trocadilho — de uma trajetória que inclui provas de corrida de 100 quilômetros nos Andes e disputas de Ironman (prova de triatlo que consiste em nadar 3,8 Km, correr 42,195 metros ou uma maratona e ainda pedalar 180 Km).

Após subir no lugar mais alto do planeta, Kriger almeja ampliar seus horizontes no mar. Tentará no ano que vem atravessar a nado o Canal da Mancha, um percurso de 33,3 Km da França à Inglaterra, em águas geladas, um dos desafios mais icônicos da natação de longa distância. Já tentou duas vezes e numa delas teve que parar a 800 metros da chegada. Desistiu da tentativa, mas não do desafio e ano que vem estará de volta. O Everest também só foi alcançado na terceira tentativa, sob um frio de -30°C.

A carreira de recordes no esporte não significou deixar de lado o trabalho. Numa idade em que a maioria das pessoas está aposentada, ele, que é profissional de computação por formação, continua a trabalhar oito horas por dia, à frente de sua empresa de importação em Curitiba.

Veja Mais:  Jovem antivacina que processou escola após ser banido pega catapora nos EUA

Tampouco resultou em negligenciar a família e os amigos. São seu apoio e segurança, frisa.

— Vou e volto para a minha família. A montanha e o mar sempre vão estar lá. Sou uma pessoa confiante, mas não sou temerário — diz.

O expediente começa às 8h, depois de quatro horas de treinamento: duas de natação, uma de ciclismo e outra de corrida. Kriger toma um banho e começa a trabalhar.

— Tenho uma rotina bem definida. Sou disciplinado e não costumo desistir das minhas metas e isso faz diferença — acredita. A maior viagem do mundo

Empresário da área de importação, Kriger passou boa parte de sua vida adulta viajando. Mas sua maior jornada foi a descoberta de que transformar o corpo e a cabeça é possível. Mudou o modus operandi de empresário sedentário para o de atleta dedicado, daqueles que nadam, pedalam, correm e — coisa para poucos — ainda escalam as montanhas mais altas do mundo.

— Eu só sabia nadar e fui parar nos Himalaias. Foi uma longa jornada pelo planeta e, sobretudo, de autoconhecimento — afirma.

Quando jovem, Kriger havia praticado natação. Filho do técnico e ex-campeão de natação paranaense Berek Krieger, ele chegou a competir até os 18 anos. Depois parou totalmente e foi estudar no Rio de Janeiro. Em sua volta aos esportes, já aos 50, descobriu que estava muito, muito fora de forma.

— O meu primeiro treinador achava que eu estava velho para os meus sonhos. Troquei de treinador. E segui — afirma Kriger.

Seguiu porque não havia nada que doses ainda maiores de determinação e treino não resolvessem. Foi melhorando e tomou gosto pelo treinamento. Descobriu nele prazer e alegria.

— Levei 19 anos para chegar ao cume do Everest. Tive êxito este ano, na terceira tentativa. Consegui porque aprendi a conhecer o meu corpo, a persistir, mas também a reconhecer quando é preciso desistir e o melhor momento para avançar — destaca.

Sorvete sim, maionese não

Kriger diz que é meticuloso com o treinamento e a saúde. Faz check-up regular, segue com rigor planilhas de treino.

— À medida que envelhecemos, perdemos massa óssea, muscular. Eu treino muito porque uma pessoa mais velha precisa treinar mais justamente para procurar amenizar essas perdas — observa. Mas há vantagens na maturidade, salienta:

Veja Mais:  10 dicas para diminuir a queda de cabelo

— A experiência nos ensina a ouvir o corpo e conhecer suas possibilidade e limites. Não ouvir o corpo mata — enfatiza.

Também cuida com zelo da alimentação. Porém, não se priva de prazeres da mesa. Magro — tem 66 kg e 1,73m —, ele luta agora para engordar. Precisa acumular alguma gordura para suportar as longas horas nadando nas águas geladas da Mancha.

— Estou com o mesmo peso que tinha aos 18 anos. Engordar não é fácil para alguém que não é particularmente guloso e precisa treinar muito, como eu. Minha nutricionista me manda tomar sorvete — diverte-se.

Sorvete, por ora, está liberado. Mas há cinco coisas banidas para sempre da vida de Kriger: refrigerantes, frituras, manteiga, margarina e maionese.

— É bem tranquilo. Na verdade, só sinto saudade do pastel — comenta.

O segredo

Acostumado a tomar decisões e levá-las adiante, Kriger só hesita quando perguntado o que lhe move:

— É difícil. Mais do que só força física, força de vontade. Sou focado e do tipo ‘acorda e vai’. Mas o fundamental mesmo é não deixar que a idade lhe consuma. As pessoas se resignam a ouvir coisas como “você está velho”, “está desmontando”, e se acomodam. Existem até médicos, ainda muito conservadores em relação à atividade física. Cada pessoa tem seus limites, mas é preciso conhecê-los e quase sempre eles são mais amplos do que se imagina — salienta.

O poder das proteínas

 Pessoas que se mantém atléticas em idade avançada, correndo maratonas e competindo em provas esportivas até os 100 anos; um grupo de 800 proteínas e estruturas celulares que funcionam como usinas de energia são elementos de um quebra-cabeças que, quando completo, promete revelar um retrato de mecanismos fundamentais da longevidade. O que a ciência busca é compreender os mecanismos bioquímicos que permitem a algumas pessoas não apenas viver mais, mas ter uma idade biológica menor do que a cronológica. Os desdobramentos são potencialmente imensos como, por exemplo, impedir ou reverter a perda de força associada ao envelhecimento.

Cientistas americanos descobriram que as células de músculos de atletas mais velhos produzem níveis diferentes pelo menos 800 proteínas em relação às de idosos sedentários. A maioria está aumentada nos atletas e há 176 que só eles têm, segundo um estudo publicado na revista científica eLife.

Veja Mais:  STF começa a julgar fornecimento de remédios de alto custo pelo SUS; assista

É gente como o britânico de origem indiana Fauja Singh, que, em 2011, aos 100 anos de idade completou os 42 quilômetros de uma maratona em Toronto em apenas oito horas.

Singh começou a correr maratonas aos 89 anos. Agora, aos 111 anos, está aposentado das maratonas, mas ainda pratica atividade física. Ele é extraordinário, mas têm se multiplicado os casos de pessoas que conseguem manter níveis altos de performance atlética em idade avançada.

Os pesquisadores suspeitam que as mitocôndrias, as usinas de energia das células, estejam relacionadas a pelo menos metade dessas proteínas.

Já se sabe que as mitocôndrias estão ligadas à atividade física. Uma série de estudos revelou que as pessoas que se exercitam pelo menos 30 minutos por dia produzem mais proteínas associadas às mitocôndrias do que sedentárias. Os pesquisadores, porém, não sabem como essas proteínas ajudam idosos ativos.

Russel Hepple, da Universidade da Flórida, está à frente do estudo que identificou as 800 proteínas. O estudo é pequeno, teve apenas 15 voluntários, mas seus resultados foram considerados significativos.

Os voluntários eram pessoas com mais de 80 anos que ainda competiam em provas esportivas. Foram analisados dados como equilíbrio, eficiência do uso de oxigênio e velocidade. Também se analisou tecido muscular. Os dados foram comparados aos de idosos sedentários. Muitas das 800 proteínas com níveis diferentes entre atletas e sedentários estavam aumentadas nos primeiros. Porém, Hepple disse à revista Science que algumas estavam reduzidas. Nesse caso, estão proteínas associadas a uma estrutura celular chamada spliceossoma, cuja função é limpar trechos sem função de material genético e que se acredita ajudar a amenizar os efeitos de alguns processos do envelhecimento.

Os pesquisadores se viram à frente de um dilema como o do ovo e da galinha. Não sabem se os atletas idosos têm níveis diferentes de proteínas porque são ativos ou se conseguem se manter ativos justamente porque possuem essas alterações.

Hepple e seus colegas supõem que a resposta possa estar no meio do caminho. Uma possibilidade é que o retardamento dos efeitos da velhice seja resultado de uma combinação de genes com intensa atividade física.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

Monkeypox: EUA alertam que crianças têm mais risco para casos graves

Publicado

Um dos sintomas da varíola dos macacos
OMS/Divulgação

Um dos sintomas da varíola dos macacos

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertam para o risco de quadros mais graves da  varíola dos macacos em pessoas com problemas de pele, como eczema, imunossuprimidas e crianças menores de 8 anos.

Segundo o comunicado do CDC, embora consideradas raras, complicações da infecção pelo vírus monkeypox podem envolver quadros de encefalite – inflamação no cérebro que provocou os óbitos registrados na Espanha e na Índia –, pneumonia, sepse (infecção generalizada), entre outros.

Segundo o comunicado, existem evidências de que “a doença é mais provável de provocar casos graves em crianças com menos de 8 anos de idade. Além disso, qualquer pessoa com condições imunocomprometidas ou certas condições de pele, como eczema, corre o risco de doença grave da varíola dos macacos”.

Entre as doenças de pele, o CDC acrescenta ainda dermatite tópica, queimaduras, impetigo, varicela-zoster (vírus causador da catapora e da herpes-zóster), herpes simples, acne grave, psoríase ou doença de Darier. Isso porque a varíola dos macacos causa lesões na pele, chamadas de pústulas, o que prejudica a saúde da região.

Para pessoas que já têm problemas na região, e portanto, a barreira cutânea é danificada, isso se torna um agravante para a contaminação pelo vírus, que acontece por contato de pele, e para uma piora no desenvolvimento das erupções. É o que explica o dermatologista e professor da Universidade Northwestern, nos EUA, Peter Lio, ao site The Healthy.

“Não há necessidade de pânico, é importante lembrar que a varíola geralmente é leve e autolimitada. Mas se você faz parte de um grupo de alto risco e tem histórico de eczema ou dermatite atópica e/ou pessoas com eczema em sua casa, é importante tomar precauções para evitar a propagação da varíola dos macacos”, orienta o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

Publicado

Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres
Viktor Forgacs / Unsplash

Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

As autoridades de saúde da cidade de Nova York informaram, nesta sexta-feira, ter encontrado amostras do poliovírus, causador da poliomielite, no esgoto do município. A identificação foi quase duas semanas depois de o Estado de Nova York ter detectado a presença do patógeno no esgoto de Rockland, outra cidade da região.

Segundo os órgãos oficiais, isso indica que o vírus está circulando nesses locais. Em meados de julho, foi confirmado o primeiro caso da doença no país em quase uma década, em um homem adulto não vacinado e que desenvolveu um quadro de paralisia.

Londres, no Reino Unido, também vive um alerta para a disseminação da pólio, também conhecida como paralisia infantil. A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) disse ter encontrado um total 116 vírus da doença em 19 amostras coletadas do esgoto da capital entre fevereiro e julho.

A preocupação com a transmissão do patógeno levou o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização britânico a orientar uma dose de reforço da vacina para todas as crianças entre 1 e 9 anos de idade.

“Isso garantirá um alto nível de proteção contra a paralisia e ajudará a reduzir a propagação do vírus”, disse a agência em comunicado Israel, que apresentou uma série de infecções no início do ano, também direcionou esforços para ampliar a baixa imunização no país.

Veja Mais:  Jovem antivacina que processou escola após ser banido pega catapora nos EUA

Em Nova York, as autoridades pediram que todas as pessoas, adultos ou crianças, que não tenham se vacinado, busquem postos de saúde para se proteger da doença.

No estado americano, quase 80% das pessoas foram vacinadas. A propagação do vírus representa um risco para pessoas não vacinadas, uma vez que a vacina contra a poliomielite é quase 100% eficaz em pessoas que foram totalmente imunizadas.

“O risco para os nova-iorquinos é real, mas a defesa é tão simples: vacinar-se contra a pólio. Com a poliomielite circulando em nossas comunidades, simplesmente não há nada mais essencial do que vacinar nossos filhos para protegê-los desse vírus, e se você é um adulto não vacinado ou vacinado incompletamente, escolha agora para receber a vacina. A pólio é totalmente evitável e seu reaparecimento deve ser um chamado à ação para todos nós”, afirma o secretário de Saúde da cidade de Nova York, Ashwin Vasan.

Brasil também em alerta

O combate à pólio é considerado uma emergência internacional de saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é erradicada no Brasil desde 1994, mas ameaça retornar devido às baixas coberturas vacinais. Segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), apenas cerca de 47% do público-alvo foi imunizado neste ano. O percentual não atinge os 95% desejados pelo Ministério da Saúde desde 2015. No ano passado, alcançou apenas 70% das crianças.

Veja Mais:  Mulher é diagnosticada com câncer de pele após achar que estava com espinha

O esquema de imunização no Brasil é composto de cinco doses, as três primeiras com a vacina de vírus inativada aos 2, 4 e 6 meses de idade, aplicadas por injeção. Depois, entre os 15 e os 18 meses de idade, é feito o primeiro reforço com a vacina de vírus atenuado, a famosa gotinha. Aos 4 anos de idade, é realizado o segundo, e último, reforço, também por via oral.

Na última segunda-feira, o ministério deu início à campanha de vacinação contra a doença para incentivar que os pais levem seus filhos para se proteger do vírus. A mobilização vai até o dia 9 de setembro, e envolve ainda um esforço para aplicar as demais vacinas que compõem o calendário da criança e do adolescente, como tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e HPV.

“Faço um apelo a todos os pais e mães, avós e avôs para que levem as crianças da sua família para as mais de 38 mil salas de vacinação do país. Não faltam vacinas, elas estão aí e elas só têm um dono: o povo brasileiro. Temos que imunizar 15 milhões de crianças contra a pólio”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento de lançamento da campanha em São Paulo, no último domingo.

Veja Mais:  Nota oficial 'Fiocruz'

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Diabético pode ter filho?

Publicado

Tom e a seguidora Esther, de 5 anos
Arquivo pessoal

Tom e a seguidora Esther, de 5 anos

Conviver com diabetes requer cuidado e planejamento em vários momentos da vida. Quando uma mulher decide engravidar já diagnóstica com diabetes, a doença é considerada um fator de risco tanto para ela, quanto para o bebê. No caso dos homens, pouco se fala sobre como o diabetes pode interferir nesse processo para ser pai .

Eu conversei com dois endocrinologistas , a Dra. Denise Franco e o Dr. Rodrigo Siqueira, ambos são referência no tratamento do  diabetes no Brasil e alertaram para a necessidade dos cuidados para homens e mulheres que sonham em ter filho e convivem com diabetes.

No caso da mulher, a recomendação é para que a gestação seja “ planejada ”. Isso porque durante os meses de gestação é necessário manter um controle mais rigoroso da glicose no sangue. O diabetes oferece risco tanto para o bebê, quanto para a mãe. A falta de controle glicêmico, por exemplo, pode causar má formação dos bebês, além de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia ou parto prematuro.

É recomendado que a mulher com diabetes e gestante seja acompanhada também pelo médico especialista em diabetes, no caso, o endocrinologista. Caso esse cuidado e planejamento aconteçam, a mulher pode realizar esse sonho de filhos.

Já no caso dos homens com diabetes, o importante é saber que o controle da glicose é fundamental para evitar a impotência sexual causada pelo diabetes descontrolado.

A glicose alta pode resultar em uma neuropatia no pênis, que impede a ereção.

Portanto, se você é homem, convive com diabetes e sonha em ser pai, controle a glicemia para não perder a chance de ser pai.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana