Saúde

“Vacinas não equivalem a zero Covid”, alerta diretor-executivo da OMS

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Michael Ryan, da OMS.
Reprodução/Yotube

Michael Ryan, diretor executivo da OMS.

Nesta sexta-feira (4), o diretor-executivo e especialista em emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) , Mike Ryan, afirmou que as vacinas são muito importantes para combater o novo coronavírus (Sars-Cov-2), mas não vão acabar com a pandemia sozinhas. As informações foram dadas pelo jornal O Globo .

“Vacinas não equivalem a zero Covid “, afirmou Mike Ryan. Ele também lembrou que há dados indicando que a proteção das vacinas pode não ser vitalícia.

O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que “o progresso nas vacinas nos dá um impulso e agora podemos começar a ver a luz no fim do túnel”.

“No entanto, a OMS está preocupada com a crescente percepção de que a pandemia da Covid-19 acabou”, complementa ele.

Tedros pontuou que a pandemia ainda tem um longo caminho a percorrer e que as decisões dos cidadãos e dos governos influenciam quanto tempo ela ainda vai durar.

Ele reconhece que 2020 foi um ano difícil e que as pessoas estão cansadas, mas reitera a gravidade da situação.

“A verdade é que atualmente muitos lugares estão testemunhando uma transmissão muito alta do coronavírus, o que está colocando uma enorme pressão sobre hospitais, unidades de terapia intensiva e profissionais de saúde”, destacou o diretor geral da OMS.

Veja Mais:  Avião que buscaria vacinas na Índia levará 80 cilindros de oxigênio para Manaus
Fonte: IG SAÚDE

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Anvisa rejeita documentos para uso emergencial da vacina Sputnik V, da Rússia

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Divulgação/Sputnik Vaccine

Anvisa rejeita documentos para uso emergencial da vacina Sputnik V, da Rússia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, neste sábado (16), que rejeitou os documentos apresentados pelo laboratório União Química que solicitavam a aprovação para o emergencial da vacina  Sputnik V, no Brasil. De acordo com o órgão, as informações não cumpriram os requisitos para aprovação e análise. 

“A solicitação foi restituído à empresa por não atender os critérios mínimos, especialmente pela falta de autorização para a condução dos ensaios clínicos fase 3, a condução em andamento no país e questões relativas às boas práticas de fabricação”, diz um dos trechos da nota.

A Anvisa ressaltou ainda que, além do pedido de autorização de estudo clínico na fase 3, é necessário que os estudos estejam em andamento no Brasil.

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“Um pedido de autorização de uso emergencial para a Anvisa deve incluir estratégias que serão implementadas pela requerente de forma a garantir que os ensaios clínicos em andamento da vacina sejam capazes de avaliar a segurança e a eficácia a longo prazo”.

Testes no Brasil 

A solicitação fazer os testes com o imunizante no país foi feito em 31 de dezembro. Durante o processo de análise, a Anvisa identificou a ausência de documentos e pediu para que o laboratório apresentasse as informações.

No dia 6 de janeiro, de acordo com a agência, a empresa teria respondido que “tão logo consiga cumprir com a exigência farei os apontamentos para tornar a análise mais célere.”

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil registra mais de mil mortes por Covid-19 pelo 5° dia consecutivo

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NIAD/Creative Commons

Brasil registra mais de mil mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas; veja

O Brasil registrou, neste sábado (16), 1.163 vidas perdidas pela Covid-19 apenas nas últimas 24 horas. Este é o quinto dia seguido com mais de mil mortes por dia pela doença. Ao todo, desde o início da pandemia, a doença já fez 209.296 vítimas em território nacional. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Além disso, o país notificou mais 64.718 casos da doença no último período, o que eleva a média móvel de casos para 54.152 casos por dia durante a semana. O país também aponta 952 mortes por dia durante esta semana, número bastante próximo do pico registrado em julho de 2020.

O estado mais atingido pela Covid-19, em números de mortes e casos, é São Paulo, com 1.619.619 diagnósticos de infecção. Minas Gerais está em segundo lugar, com 636.797 casos positivos desde o início da pandemia. Ao todo, o Brasil já notificou 8.455.059 casos da doença.

Amazonas

O estado do Amazonas, que vive uma crise por conta do aumento no número de internações e pela falta de oxigênio, registrou, apenas nas últimas 24 horas, 6007 casos da doença, com 193 mortes.

No total, o estado já acumula 6.123 óbitos pela doença e 229.367 casos. A taxa de letalidade no estado é maior que a média geral também. Por lá, o número é de 2,7%, enquanto a média nacional é de 2,5%.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Em Manaus, familiares relatam dificuldades por transferência de pacientes

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Ministério da Saúde/Divulgação

Em Manaus, familiares relatam dificuldades por transferência de pacientes

Familiares de pacientes com Covid-19 transferidos do Amazonas para outros estados relatam desinformação por parte dos órgãos governamentais e apreensão diante da possibilidade de ficarem longe dos seus parentes. O Amazonas vive, segundo o governo do estado, a pior crise sanitária de todos os tempos por conta do aumento no número de casos do novo coronavírus e a falta de oxigênio hospitalar para atender aos pacientes.

A transferência de pacientes com Covid-19 do Amazonas para sete estados e o Distrito Federal foi organizada às pressas e anunciada na semana passada pelo Ministério da Saúde como uma forma de diminuir o caos nos hospitais da capital amazonense.

Os primeiros voos operados pela Força Aérea Brasileira (FAB) começaram a sair da cidade na sexta-feira. A medida visa abrir leitos para novos pacientes e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde do estado, mas a forma como ela vem sendo conduzida causou revolta entre familiares de alguns doentes.

Eles relatam que receberam informações desencontradas do governo estadual sobre o destino dos seus parentes ao longo de toda a sexta-feira.

“Disseram que meu tio ia pra São Luís, mas não confirmaram. Agora, estão dizendo que vai pra Teresina. A gente nem comprou passagem porque não sabemos ao certo para onde eles vão levar o meu tio”, afirmou o motorista Elias Alves, 22. Preocupado, ele disse que não a família só poderá enviar um integrante para acompanhar o tio.

“Eles falaram que só iam mandar o meu tio que está doente. Não tem previsão de recurso para custear os acompanhantes. É muito difícil pra gente”, disse.

Silvani Damasceno, 44, está em situação semelhante. Seu cunhado estava na lista de pacientes que transferidos na sexta-feira. O problema é que informaram à sua família que ele iria para Teresina, o que levou seus familiares a quase comprarem uma passagem para o lugar errado, porque depois informaram que seu cunhado seria transferido, de fato, para São Luís.

“A informação está desencontrada. Não deram a informação pra gente correta. A gente quase comprou passagem errada. Ficamos até meia-noite sem informação nenhuma. Agora, estamos esperando ele viajar, de verdade, pra gente tomar uma decisão”, afirmou.

Procurado, o Ministério da Saúde, que está coordenando a operação de transferência dos pacientes, não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM), disse que, por conta do risco de contaminação, familiares de pacientes com Covid-19 não poderão acompanhar os seus parentes. O governo não respondeu se fará o custeio de despesas dos acompanhantes dos pacientes transferidos.

A SES-AM negou mudança nos destinos dos pacientes. “A SES-AM também informa que não houve mudança nos destinos definidos para receber os pacientes”, disse.

Fonte: IG SAÚDE

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