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Valor da Produção Agropecuária para 2020 é estimado em R$ 674,10 bilhões

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O resultado do levantamento da safra de grãos impactou favoravelmente no Valor da Produção da Agropecuária (VBP) deste ano, estimado em R$ 674,10 bilhões, e representa um acréscimo real de 6,7% em relação a 2019. As taxas de crescimento previstas são de 6,4% para as lavouras e 7,3% para a pecuária. 

As informações de safras divulgadas nesta semana pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam desempenho favorável para a safra de grãos. Até o momento, não tem havido problemas climáticos nas principais regiões produtoras e as previsões são de uma safra de 251 milhões de toneladas segundo a Conab, e 246,7 milhões de toneladas segundo levantamento do IBGE. Esses números são recordes para a produção brasileira de grãos.

“Soja, milho e café são os principais estimuladores do crescimento do VBP e contribuem com 59% do valor total das lavouras analisadas”, avalia o coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques.

Os aumentos de valor em relação ao ano passado devem ser de 25,7% no café, 13,5 % no milho, e 14,3% na soja. “Deve-se destacar a relevância das exportações para os resultados do milho e soja”, salienta Gasques.

No informativo de fevereiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que na safra 2019/2020, os embarques da soja brasileira devem ser de 77 milhões de toneladas e as dos Estados Unidos, 49,77 milhões de toneladas. A produção de soja prevista é de 125 milhões de toneladas para o Brasil, e de 96,8 milhões de toneladas para os Estados Unidos, conforme levantamento do USDA.

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Outra importante contribuição vem sendo dada pela pecuária, especialmente, bovinos, com aumento de 12,4% no VBP, suínos, 24% e frango, 3,1%. O leite e os ovos, em situação desfavorável, mostram retração do VBP neste ano.

De acordo com o estudo coordenado por Gasques, um grupo de produtos vem apresentando redução real de valor da produção, como o algodão, banana, batata inglesa, cana-de-açúcar, feijão, laranja, tomate e trigo. “Como, em geral, não são retrações fortes, é possível que as posições negativas mudem no decorrer do ano”, alerta o pesquisador.

Os resultados regionais mostram, como em relatórios anteriores, que Centro-Oeste, Sul e Sudeste lideram as contribuições ao VBP de 2020, com taxas de 31,95%, 26,9% e 25%, respectivamente.

De acordo com o estudo da secretaria, um dos destaques neste mês é que o estado do Paraná, grande produtor de grãos e pecuária, especialmente frangos, superou São Paulo. A cana-de-açúcar perdeu relevância ao longo dos anos nesse estado.  

Participação dos Estados no Valor Bruto da Produção

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Fonte: DFI/SPA/Mapa

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal. 

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>> Veja aqui resumo do VBP 2020

>> Veja aqui VBP por região

>> Veja aqui VBP por produto

 

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Inez De Podestà
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Aprosoja apoia Projeto Monitor do Seguro Rural lançado pelo Mapa

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Política Agrícola e Logística

Aprosoja apoia Projeto Monitor do Seguro Rural lançado pelo Mapa

Entidade participará do encontro online no dia 21 de agosto

12/08/2020

Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) é uma das apoiadoras do Projeto Monitor do Seguro Rural lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Objetivo da ação é avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras, propor melhorias na ferramenta de mitigação de riscos e disseminar a cultura do seguro rural.

Aprosoja Mato Grosso participará do encontro online no dia 21 de agosto, às 15h (horário de Brasília) e debaterá sobre temas relativos aos seguros para as culturas de soja, milho e milho 2ª safra – Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A videoconferência será na plataforma TEAMS e poderá ser acessada pelo computador, tablet ou smartphone.

Conforme o consultor de política agrícola da entidade, Thiago Rocha, a atividade rural é altamente exposta a riscos decorrentes tanto das condições climáticas, quanto das oscilações de preços dos produtos, fatores que podem comprometer substancialmente sua renda e patrimônio. Por isso, a gestão de riscos por parte do produtor representa um “valioso instrumento para a mitigação de perdas, sendo o seguro rural uma importante alternativa para minimizar prejuízos ao recuperar o capital investido na lavoura, contribuindo para a estabilidade da renda e permanência na atividade”, pontuou.

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O consultor afirma que o seguro rural tem sido uma das prioridades na política agrícola do governo federal, a exemplo do Plano Agrícola 20/21, em que fora anunciado R$ 1,3 bilhão para subvenção ao prêmio das apólices, o maior montante desde a criação do programa, num aumento de 30% com relação ao plano anterior.

“A tendência é de ampliação do orçamento para os próximos anos, em vista da evolução do mercado de seguro rural no país. Dados recentes do Mapa mostram que a área coberta passou de 4.5 milhões de hectares em 2018 para 6.9 milhões em 2019”, pontuou Rocha.

Produtor rural e vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore, afirma que para que o seguro rural atenda os produtores da Região Centro-Oeste é necessário que os seguros sejam personalizados. “Cada região tem suas particularidades e vemos que a maioria das seguradoras estão mitigando os riscos das regiões que tem mais frustração, com as regiões que tem mais estabilidade, mas a equalização dos preços é a mesma”, pontua.

Ainda segundo Cadore, outro fator essencial é que o seguro cubra efetivamente a renda do produtor rural. “O que vemos hoje são seguros que amparam somente as instituições financeiras que alavancaram esses produtores e a renda fica a ver navios. Então os produtores precisam que os seguros cubram os custos e que garanta sua renda numa possível frustração, seja ela climática, por fogo ou outras situações”, asseverou o vice-presidente.

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Além de outras entidades representativas dos produtores e cooperativas, estarão presentes as revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras. “Será uma oportunidade de o produtor entender mais sobre os aspectos relativos ao seguro rural, propor alternativas e colaborar com a construção de soluções de acordo com aspectos ligados à região e área a ser segurada”, finalizou Thiago Rocha.

As reuniões acontecem todas as sextas-feiras com as discussões voltadas as mais variadas culturas. Veja cronograma clicando aqui.

 

 

Fonte: Ascom

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Agronegócio representou mais da metade das exportações brasileiras em julho

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As vendas externas do agronegócio em julho representaram 51,2% no valor total exportado pelo país, somando US$ 10 bilhões no mês passado, alta de 11,7% em relação ao valor exportado em julho de 2019. 

De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado nesta quarta-feira (12) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), as importações, por outro lado, tiveram diminuição de 16,3% atingindo US$ 982 milhões em julho. O saldo da balança ficou em US$ 9 bilhões.

Produtos importantes da pauta brasileira de exportação agropecuária tiveram considerável aumento de volume comercializado: soja em grão (+39,4%), açúcar (+92,3%), celulose (+35,1%), algodão (+64,4%), carne suína (+45,0%) e carne bovina (+20,9%).

As exportações de soja em grão chegaram a 10,4 milhões de toneladas em julho deste ano e geraram US$ 3,61 bilhões em receitas para o Brasil. A China foi o principal país importador da soja em grão brasileira, registrando aquisições de 7,9 milhões de toneladas ou 75,8% da quantidade exportada pelo grão.

As vendas externas de açúcar subiram de US$ 526 milhões em julho de 2019 para US$ 964 milhões em julho de 2020. Um incremento de 83,4% no período em análise. O aumento de 92,3% na quantidade exportada, que atingiu 3,5 milhões de toneladas no mês de julho de 2020, contribuindo para o aumento das exportações.

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As exportações de celulose aumentaram 35,1% em quantidade, mas a queda de 37,2% no preço médio do produto fez com que houvesse redução no valor de exportação, que ficou em US$ 480 milhões em julho de 2020 (-15,2%). Já o algodão, não cardado nem penteado, totalizou US$ 107 milhões, com vendas de 77 mil toneladas.

Entre as carnes, a suína e a bovina foram as de melhores desempenhos nas exportações. A expansão da carne bovina de 23%, subiram de US$ 631 milhões (julho de 2019) para US$ 776 milhões em julho deste ano. O aumento ocorreu principalmente em função das vendas de carne bovina in natura à China, que cresceram 143,3%, atingindo US$ 375,50 milhões.

As exportações de carne suína tiveram incremento de 34,2% em valor, atingindo a cifra de US$ 202 milhões em julho de 2020. A China também foi o país responsável pelo aumento das exportações brasileiras, tendo adquirido US$ 106,68 de carne suína in natura brasileira em julho de 2020 (+90,3%). Já as exportações de carne de frango tiveram decréscimo no período de análise, passando de US$ 673 milhões em julho de 2019 para US$ 490 milhões em julho de 2020 (-27,2%). 

Países compradores

Quanto aos mercados compradores, o crescimento de quase US$ 1 bilhão nas exportações para a China explica a expansão das vendas externas em julho deste ano.

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As vendas ao país asiático atingiram US$ 3,85 bilhões (aumento de 34,3%) ou uma participação de 38,4% de todo o valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio.

 

>> Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do 

>> Confira o Agrostat – Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro    

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Webinar irá orientar os produtores rurais sobre o uso de plataformas de reclamação contra venda casada

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), realizam na próxima quinta-feira (13), às 10h, o  Webinar Produtor Rural: como utilizar as plataformas de reclamação contra venda casada”Será o segundo encontro para discutir o tema, dando continuidade ao lançamento da plataforma de reclamação do Mapa contra a venda casada no crédito rural. 

No evento, MAPA, MJSP e CNA irão apresentar suas plataformas de denúncia contra venda casada na oferta de serviços financeiros, fornecendo as orientações necessárias para o uso de cada uma. 

O objetivo é esclarecer as diferenças entre cada uma das plataformas disponíveis, orientar como acessá-las e realizar a reclamação da forma mais simples e direta possível.  

Webinar também irá esclarecer as principais dúvidas sobre a  ocorrência da venda casada na liberação do crédito rural, bem como a forma correta de sua identificação, diferenciando as  práticas que podem ser adotadas pelas instituições financeiras daquelas iminentemente ilegais e criminosas. 

Plataformas de denúncia e reclamação 

A plataforma de denúncia do Mapa foi lançada no dia 20 de julho, durante o Webinar “O produtor rural e o combate à venda casada”, também realizado em parceria com o Ministério da Justiça, a CNA e a Contag.

Neste segundo Webinar, o secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Jr., irá explicar o passo-a-passo de como utilizar a plataforma do Mapa para fazer uma reclamação de forma anônima e segura. 

Veja Mais:  Webinar irá orientar os produtores rurais sobre o uso de plataformas de reclamação contra venda casada

A coordenadora-geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor do MJSP, Daniele Correa Cardoso, irá orientar como o produtor rural deve utilizar a plataforma consumidor.gov.br para a realização de denúncias sobre venda casada, abordando a importância de sua identificação pessoal para a resolução do problema. 

A Assessora Técnica da CNA, Gabriela Coser, fará a apresentação dos resultados alcançados com a plataforma Nada Além do que Preciso, criada pela entidade em 2019,  além de explicar o seu uso e falar sobre as ações em curso no combate à venda casada lançadas recentemente como consequência das denúncias recebidas. 

Venda Casada 

A prática ocorre quando a instituição financeira condiciona a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros, como títulos de capitalização, consórcios e seguros estranhos à atividade financiada. Para o consumidor, é importante entender e identificar as formas de venda casada, além de saber como e onde denunciar a ação.  

Em outubro do ano passado, Mapa e Ministério da Justiça já tinham firmado um acordo de cooperação técnica para prevenir a ocorrência da venda casada no momento que o produtor rural toma financiamento agrícola nos bancos.  

A iniciativa conta também com o apoio de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Central Regional das Organizações da Agricultura Familiar (Ceaf), a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Brasil (Confetraf), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil) e a Confederação Nacional da Agricultura Familiar do Brasil (Conaf).

Link de transmissão do Webinar no YouTube: bit.ly/vendacasada-2

Veja Mais:  Campanha de iniciativa da Aprosoja arrecada donativos para Hcan

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