Saúde

Varíola: caso suspeito está isolado e apresenta dores e lesões na pele

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Foto: Centro de Controle de Doenças/Divulgação – 20/05/2022

Vírus da ‘varíola dos macacos’

O paciente com diagnóstico suspeito para varíola dos macacos em São Paulo passa bem, apesar das dores no corpo e nas juntas, além das lesões características para os quadros típicos da doença. Os especialistas que entram no quarto, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, seguem a cartilha da proteção: usam roupas especiais, luvas, máscaras do tipo N95, óculos e faceshield.

Trata-se de uma medida de cautela, mesmo diante de uma doença que não é grave. A ideia do aparato de proteção é manter isolamento de contato e de respiração com o paciente. O isolamento se dá de maneira muito semelhante a de outros pacientes com doenças contagiosas no centro de saúde.

Informações de pessoas envolvidas no caso indicam que análises de laboratório preliminares já atestaram positivamente e negativamente para varíola dos macacos. O tira-teima, portanto, se dará com o resultado apresentado pela análise do Adolfo Lutz. Até aqui, a identificação do diagnóstico se deu justamente pelas evidências clínicas — os sintomas característicos da doença — somado aos fatores epidemiológicos, a exemplo da viagem do paciente. Para interlocutores do Palácio dos Bandeirantes, o caso já é considerado confirmado.

O que diz o secretário de Saúde

Em entrevista ao GLOBO, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn afirmou que o laudo laboratorial do paciente internado no Emílio Ribas e de um outro quadro semelhante também na capital paulista devem sair até o final de semana. Até lá, o infectologista diz que classifica ambos os quadros de saúde como “suspeitos”.

Gorynchtein explicou que tanto o paciente internado no Emílio Ribas quanto o outro caso suspeito em São Paulo, o de uma mulher, apresentam a mesma sintomatologia: dores no corpo e nas juntas, além de lesões na pele. Ele diz que caso o exame no Adolfo Lutz dê negativo, os casos serão considerados “indeterminados”.

— As amostras coletadas para esse tipo de análise são de secreções. Como havia lesões de pele, será sequenciado o conteúdo dessas lesões. São 72h, ao menos, para a análise. Os pacientes estão bem, isolados. Os contactantes dessas pessoas também estão sendo monitorados — diz Gorinchteyn.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil registra 51,6 mil casos de covid-19 e 127 óbitos em 24 horas

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Teste rápido para Covid-19 aponta resultado positivo
Nathaniel Hafer e Apurv Soni – The Conversation*

Teste rápido para Covid-19 aponta resultado positivo

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira, 27, os novos números sobre a pandemia de covid-19 no Brasil. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou 51,6 mil casos e 127 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas.

O país acumula 32,1 milhões de casos confirmados da doença e 670,5 mil mortes registradas. O número de recuperados da doença é de 30,6 milhões, equivalente a 95,5% dos casos.

O Estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia. Foram registrados 5,6 milhões e 170,6 mil. Em seguida estão Minas Gerais (3,5 milhões de casos e 62 mil óbitos), Paraná (2,6 milhões de casos e 43,6 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (2,5 milhões de casos e 39,9 mil óbitos).

Vacinação De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, já foram aplicadas 450 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178 milhões de primeira dose e 160 milhões de segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,9 milhões de pessoas. Outras 93,2 milhões de pessoas receberam a dose de reforço.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Duas crianças de até 5 anos morrem todo dia por covid-19 no Brasil

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Crianças de até 5 anos de idade ainda não pode tomar vacina contra o coronavírus no Brasul
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Crianças de até 5 anos de idade ainda não pode tomar vacina contra o coronavírus no Brasul

Desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, em fevereiro de 2020, a infecção pelo novo coronavírus vem matando, em média, duas crianças de até 5 anos de idade por dia no país . Ao todo, 1.439 crianças dessa faixa etária morreram, sendo 599 no ano de 2020, 840 em 2021. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, houve 291 mortes de crianças abaixo de 5 anos. Os dados são de um levantamento realizado pela Observa Infância . Segundo a instituição, os números do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação para Mortalidade (Sim) indicam que a média se mantém a mesma em neste ano.

“A análise dos dois primeiros anos de pandemia no Brasil mostra que crianças de 29 dias a 1 ano são as mais vulneráveis”, diz o documento. Para um dos coordenadores da Observa Brasil, Patricia Boccolini, os bebês dessa faixa etária totalizam quase metade do total de mortes. “É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra a Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde duas crianças”, afirma a pesquisadora.

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A pesquisa leva em conta todos os casos em que a Covid-19 agravou algum outro quadro de saúde já pré-existente na criança. “Embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, aponta o segundo coordenador do levantamento, Cristiano Boccolini.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Gravidez ectópica: principal causa de mortalidade materna na gestação

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Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações
Pixabay

Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorre em cerca de 2% das gestações

Em uma gestação natural, o óvulo e o espermatozoide se encontram e se combinam dentro de uma das tubas uterinas. O óvulo fecundado se desloca então pela tuba até o útero, onde se implanta no revestimento uterino e cresce até ser retirado após nove meses.

Entretanto, às vezes, o óvulo fecundado não chega ao útero e permanece na tuba, ou em um ovário, no colo do útero, no abdômen, ou até mesmo em cicatrizes de cesarianas anteriores ou outras cirurgias. Essas anomalias no processo de gestação são chamadas de gravidez ectópica.

Apesar de ser uma condição pouco frequente, ocorrendo em cerca de 2% das gestações, ela é a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação. Cerca de 90% das gestações ectópicas são tubárias, ou seja, que ocorrem nas tubas, o que acaba resultando em um perigo ainda maior para a mulher.

O embrião implantando continua crescendo na estreita tuba uterina. Depois de três semanas o tamanho do embrião é o suficiente para causar uma pressão por dentro da tuba, capaz de rompê-la, resultando em uma hemorragia que pode ser fatal se não for tratada com cirurgia.

Os principais sintomas enquanto o embrião cresce na tuba são dores abdominais unilaterais, sangramento vaginal e desmaios. Quando há o rompimento, os sinais se intensificam: a paciente sente uma dor aguda ou dilacerante em um lado do abdômen, perto da virilha, e apresenta queda da pressão arterial e outros sintomas de choque.

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As mulheres que têm mais risco de gravidez ectópica são aquelas que já passaram por uma anteriormente, mas também há uma grande possibilidade naquelas com infecções pélvicas ou cirurgias uterinas prévias. A fertilização in vitro também aumenta as chances de se ter uma gravidez ectópica. Entretanto, em metade dos casos, as mulheres eram saudáveis e não possuíam nenhum fator de risco.

O tratamento para este tipo de alteração também vai depender do histórico de saúde da grávida e os riscos de uma possível ruptura do tubo uterino. Geralmente, as mulheres saudáveis recebem uma injeção de metotrexato, que é também usado para tratar certos tipos de câncer e distúrbios autoimunes e dificulta a formação de DNA ou a multiplicação das células. Com este medicamento, o embrião para de crescer, e o organismo acaba por reabsorvê-lo.

Caso haja o rompimento da tuba, a gestante precisa passar por uma cirurgia de emergência, onde é retirado o embrião. Nos dois casos, tanto com a cirurgia ou com a injeção, o processo de gestação é interrompido, o que faz muitas pessoas acreditarem ser um aborto.

Entretanto, com ou sem intervenção, gestações ectópicas não sobrevivem além dos primeiros meses. Dificilmente um óvulo fecundado sobrevive por muito tempo fora do óvulo, visto que outras estruturas do corpo não são capazes de proteger ou nutrir um embrião.

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Fonte: IG SAÚDE

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