Economia

Venezuela coletará impostos em criptomoedas em algumas cidades do País

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Venezuela pretende coletar impostos em criptomoedas em algumas cidades do país

O Conselho Bolivariano de Prefeitos da Venezuela assinou o chamado “Acordo Nacional de Harmonização Tributária” para 305 municípios do país. O acordo inclui a Petro ( PTR ), tipo de criptomoeda, como forma de arrecadação de tributos e sanções.

Segundo o governo, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez , ficará encarregada de implantar um cadastro único de contribuintes por meio de uma ferramenta de consulta digital.

“É a simplificação de procedimentos, tornando mais eficiente a actividade administrativa do Estado ao serviço da população, dos sectores económicos que estimulam a actividade económica nas áreas produtivas e comerciais, enquadrada nesta semana de flexibilização que começou segunda-feira (10)”, afirmou Rodríguez.

O acordo estipula que as prefeituras utilizarão a criptomoeda como unidade de conta para cobrar impostos. Atualmente essa função é desempenhada pelo bolívar, moeda oficial do país.

Ela também ficará encarregada de criar um sistema de troca de informações e monitoramento para que as empresas registrem os pagamentos na criptomoeda.

Uso da Petro aumenta em meio à crise na Venezuela

O governo de Nicolás Maduro tem promovido uma campanha para disseminar o criptomoeda. Por conta disso, ela está se tornando cada vez mais amplamente usada.

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Na Venezuela, existem 335 prefeituras, sendo que 91% delas apoiam o Partido Socialista Unido da Venezuela, PSUV. Apenas 30 cidades são liderados por adversários do regime de Nicolás Maduro.

Segundo o governo, quase 15% de todos os pagamentos de combustível em postos de gasolina em todo o país foram feitos com Petro . Esse aumento ocorre durante a primeira semana do novo plano apoiado pelo estado para promover o uso generalizado do token.

Segundo relatos da mídia local, 40% das transações de Petro passaram por postos de gasolina estrangeiros.

Além da criptomoeda oficial, o governo faz testes com outras criptomoedas. Recentemente, o país cogitou a possibilidade de aceitar Bitcoin como pagamento para emissão de passaportes. O uso da Dash também tem ganhado força no comércio do país vizinho.

Os governos municipais não apoiados por Maduro continuam a cobrar impostos na moeda fiduciária venezuelana, Bolívar. A moeda sofre uma inflação severa que pode chegar a 13.000% em 2020.

Economia

Evento online e gratuito oferece cursos e palestras a jovens de escolas públicas

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Brasil Econômico

Na imagem está escrito Summit Êxito de Empreendedorismo online 2020 de 24 a 29 de novembro
O Dia

Evento promove imersão no universo do empreendedorismo e nas perspectivas do mundo pós-pandemia


De 24 a 29 de novembro, acontece a segunda edição do Summit Êxito de Empreendedorismo , online e gratuito, em todas as plataformas digitais. O evento, conta com mais de 130 palestrantes, sendo o maior congresso de empreendedorismo do Brasil. Neste ano, o tema principal será “Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação em uma sociedade disruptiva” .


Promovido pelo Instituto Êxito de Empreendedorismo, instituição sem fins lucrativos que oferece cursos onlines e gratuitos para jovens de escolas públicas, o evento contará com palestras, painéis e debates com o objetivo de ajudar os participantes em uma autoanálise pessoal e profissional . O Summit também irá analisar as questões do mundo durante a pandemia e o pós-pandemia.

Janguiê Diniz , presidente do Instituto, disse “o objetivo do evento é debater o empreendedorismo com pessoas que atuam em diversas áreas e são especialistas em diversos segmentos. Reunimos um time de palestrantes que realmente entendem e vivem na prática os dilemas, os desafios e as vantagens de ser um empreendedor”.

Janguiê fará a abertura do evento ao lado do presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol . Além deles, também palestrarão Eduardo Volpato, presidente da Volpato, e João Appilinário, fundador e CEO da Polishop. Confira a lista completa de palestrantes e faça sua inscrição no site: www.summitexito.com.br .

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Economia

Esquerda pode se aproveitar da crise para incendiar o Brasil, diz Bolsonaro

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Brasil Econômico

bolsonaro diz que esquerda pode incendiar o brasil se aproveitando da crise
Reprodução/Twitter

Presidente disse que oposição pode se aproveitar da crise e cobrou soluções de críticos

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (29) que a projeção para janeiro de 2021 é que haja 20 milhões de brasileiros “quase sem renda”, devido aos impactos da pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro defendeu as ações do governo e alertou para a importância de tentar se antecipar à crise social e econômica, pois, segundo ele, a esquerda pode “aproveitar-se disso [crise] e incendiar o Brasil. Temos que ter alternativas”, defendeu.

“Milhões de empregos e rendas foram destruídos com a política do “fica em casa, a economia a gente vê depois”. Chegou a fatura: a previsão é para que janeiro do ano que vem nós termos 20 milhões de pessoas entre pessoas informais, os invisíveis, o pessoal do Bolsa Família também que vive uma situação complicada, quase sem renda”, disse Bolsonaro em vídeo publicado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP), que é apontado como “grave alerta”.

O presidente se defendeu das críticas que o governo está sofrendo após anunciar que o Renda Cidadã , programa social elaborado para substituir o Bolsa Família , seria financiado com parte dos recursos que estavam reservados para o pagamento de precatórios e novas verbas do Fundeb .

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“Nós temos que ter uma alternativa para isso, porque senão os problemas sociais serão enormes, mas tudo que o governo pensa, ou gente ligada ao governo, ou líderes partidários pensam, isso aí transformam-se em críticas monstruosas contra nós”, lamentou.

O plano de usar esses recursos para financiar o programa, no entanto, não foi bem recebido. No mercado financeiro, até o termo “pedalada” foi usado, em alusão às manobras fiscais do governo de Dilma Rousseff (PT) . Já os especialistas em contas públicas criticaram bancar um programa social com recursos de pagamento de dívidas já reconhecidas.

“Se esperar chegar em 2021 para ver o que vai acontecer, podemos ter problemas sociais gravíssimos no Brasil. Eu estou falando problemas sociais que é uma forma educada para falar distúrbios sociais, que a esquerda pode aproveitara-se disso e incendiar o Brasil”, alertou Bolsonaro no vídeo publicado por Zambelli.

“Alguns falam, pega dos precatórios, vende as estatais… Vender estatal não é de uma hora para a outra assim não. É um processo enorme, e você tem que ter um critério para isso, você não pode queimar estatais, você tem que vender a estatal por uma finalidade”, disse o presidente.

“Para o pessoal do mercado [financeiro], não estou dando recado para vocês não. Se o Brasil for mal, todo mundo vai mal. Aquele ditado “estamos no mesmo barco” é o mais claro que existe no momento. O Brasil é um só. Se começar a dar problema, todos sofrem. Nós queremos obviamente estar de bem com todo mundo. Nos ajudem com sugestões, e não com críticas. Quando tiver que criticar alguém, não é o presidente: é quem destruiu o emprego de mais de 20 milhões de pessoas. Não queiram estar em meu lugar, agora eu vou fazer o possível para buscar a solução, e digo mais, eu vou com uma máxima militar: pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Eu não vou ficar indeciso”, garantiu.

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Renda Cidadã: relator diz que não vai desistir de usar precatórios e Fundeb

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Brasil Econômico

renda cidadã
Agência Senado

Márcio Bittar é o relator do Renda Cidadã

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial que vai criar o Renda Cidadã , disse que não vai desistir do uso de precatórios e Fundeb para financiar o programa . Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que não se assusta “assim tão fácil” diante da recepção negativa ao modelo. 

Na segunda-feira (28), o programa Renda Cidadã , que substituirá o Bolsa Família , foi apresentado . Seu financiamento será feito a partir do adiamento de precatórios (valores devidos pela União) e do uso de parte do Fundeb, o fundo que financia a educação básica brasileira. 

Depois de receber críticas, Márcio Bittar disse ao Estado que a proposta vai ter medidas de corte de gastos, garantindo o cumprimento do teto. Além disso, ele classificou como fofoca os rumores de que desistiria da proposta.

Segundo o senador, essa foi a opção menos danosa que o governo encontrou de solucionar o problema da falta de renda enfrentado por milhões de brasileiros. “Eventuais sugestões serão consideradas. Mas para abrirmos espaço fiscal para atender o Renda Cidadã serão imprescindíveis os precatórios e o Fundeb”, disse Bittar.

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Em declaração a apoiadores na manhã desta terça-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro comentou a questão dos precatórios. “Sabemos que não tem recurso, então está buscando alternativa. Alguns falam: pega dos precatórios, vende algumas estatais. Vender estatal não é de uma hora para a outra assim, não”, disse ele, complementando que, para auxiliar a população, é possível estudar a venda de estatais .

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