Agro News
36ª Abertura da Colheita do Arroz: depois do caos de 2024, setor busca retomada estratégica
O principal evento da orizicultura brasileira – a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas – está marcado para 24 a 26 de fevereiro em Capão do Leão (265 km da capital, Porto Alegre), no Rio Grande do Sul, com expectativa de cerca de 21 mil visitantes e ampla participação de empresários, produtores e instituições ligadas ao agronegócio. A programação apresentada recentemente reafirma a proposta de combinar tecnologia, análises de mercado e debates sobre conjuntura econômica para preparar o produtor ao atual ambiente de complexidade e mudanças.
O evento, realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Embrapa e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com apoio institucional, vai além da apresentação de soluções tecnológicas para terras baixas. O tema “Cenário atual e perspectivas – conectando campo e mercado” reflete a necessidade de integrar decisões de campo com desafios estruturais do setor que se intensificaram nos últimos anos.
Crise de credibilidade
A orizicultura brasileira enfrentou em 2024 um episódio raro de tensão institucional que acabou por reverberar no mercado e na política agrícola nacional. Um leilão promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a compra de arroz importado – concebido como resposta à queda de oferta após enchentes no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor – foi anulado pelo governo federal em junho daquele ano por suspeitas de irregularidades e falta de transparência nos critérios de habilitação das empresas participantes.
O cancelamento do leilão, que chegou a estabelecer preços competitivos para o cereal, motivou questionamentos públicos e técnicos sobre a condução das políticas de sustentação de preços e garantias de abastecimento, além de gerar críticas sobre a forma como instrumentos regulatórios operam em momentos de crise.
O episódio teve desdobramentos relevantes na estrutura administrativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), incluindo a demissão do então secretário de Política Agrícola, Neri Geller, após questionamentos sobre potenciais conflitos em relações entre agentes públicos e intermediários envolvidos no processo de leilão.
Especialistas ouvidos à época destacaram que, ainda que a iniciativa de apoio aos produtores fosse legítima diante de uma colheita fortemente impactada, a falta de regras objetivas de seleção e fiscalização acabou comprometendo a credibilidade da ação e gerando incertezas para agentes do setor.
Mercado e preços: queda e desafios logísticos
Além do imbróglio institucional, o mercado arrozeiro enfrentou pressões de preço em 2024 e 2025, com queda significativa da saca em função da boa oferta interna e desafios logísticos decorrentes de enchentes nas áreas produtoras. Esses fatores pressionaram margens e estimularam debates sobre instrumentos de apoio ao produtor, como estoques públicos e negociações de contratos de opção de venda, que visam amortecer oscilações de preços.
Produtores e analistas ressaltam que a volatilidade de preços, combinada com custos elevados de produção e infraestrutura de escoamento ainda restrita em vários pontos da Região Sul, representa um dos grandes desafios para a sustentabilidade da orizicultura brasileira, especialmente em ciclos climáticos adversos. A necessidade de ampliar a competitividade passa tanto por mecanismos públicos mais robustos quanto por maior eficiência nas cadeias produtivas, argumentam especialistas do setor.
O papel da Abertura da Colheita no contexto atual
Nesse cenário, a Abertura da Colheita ganha dimensão além da tradicional feira de tecnologia agrícola. A programação contará com arenas temáticas, espaços de inovação e debates que colocam sob análise não apenas as tecnologias produtivas, mas as tendências de mercado, riscos climáticos e perfil de consumo – fatores que hoje impactam diretamente os resultados econômicos da cultura.
A inclusão de debates sobre mercado e conjuntura reforça a percepção de que o setor precisa de uma visão ampla e integrada para enfrentar desafios como a volatilidade de preços, barreiras comerciais e adequação de políticas públicas, em um momento no qual a produção de arroz segue sendo relevante para a economia regional e nacional.
Além das áreas técnicas e vitrines de produtos, a presença expressiva de expositores estrangeiros e a diversificação de culturas em áreas de discussão indicam um esforço crescente para conectar a produção doméstica com mercados mais amplos e cadeias globais – um movimento visto como necessário para fortalecer a posição brasileira nos fluxos comerciais de cereais.
Perspectivas e pressões por reformas estruturais
Embora a realização do evento seja encarada como positivo, produtores e instituições ligados à orizicultura ressaltam que a superação de desafios exige mais do que encontros pontuais. Questões como infraestrutura de armazenagem, mecanismos de gestão de risco de preços, integração com políticas públicas de abastecimento e maior transparência em processos de apoio ao setor são citadas como prioridades por analistas e lideranças agrícolas.
Com a colheita iniciada e perspectivas de mercado em transformação, o encontro de Capão do Leão surge não apenas como um ponto de encontro técnico, mas como um momento de reconstrução de confiança e diálogo entre produtores, indústria, governos e mercados, em um ciclo no qual a orizicultura busca se adaptar a novas exigências de competitividade, transparência e sustentabilidade.
E em 2025:
1. Produção e clima
As condições climáticas foram mais favoráveis em grande parte das regiões produtoras, especialmente no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná, levando a uma safra mais consistente em termos de volumes totais colhidos. Isso se refletiu em colheitas relativamente regulares e em recuperação da oferta, depois de perdas localizadas no ano anterior.
Apesar disso, episódios pontuais de instabilidade — típicos das transições de El Niño/La Niña e dos padrões de verão — continuaram a impor desafios de curto prazo à logística de colheita e ao manejo agrícola. A combinação de chuvas intensas em algumas macrorregiões e períodos de calor sustentado em outras manteve o setor em alerta quanto à qualidade do grão e à integridade dos estoques.
2. Preços e mercado interno
No início do ano, os preços da saca de arroz começaram o ano em níveis mais moderados do que em 2024, refletindo a maior oferta doméstica e a menor necessidade imediata de importação. A maior disponibilidade ajudou a estabilizar os preços internos, reduzindo a volatilidade que havia marcado o mercado após o imbróglio do ano anterior.
Entretanto, esse padrão também significou que o setor enfrentou margens mais comprimidas, pois os custos de produção — fertilizantes, defensivos, mão de obra e frete — permaneceram elevados. Essa combinação reforçou a percepção entre produtores de que, embora a crise institucional tenha arrefecido, os desafios econômicos continuavam presentes.
3. Mercado externo e comércio
Ainda em 2025, as exportações brasileiras de arroz mantiveram relevância, com mercados tradicionais como Venezuela e países africanos absorvendo volumes importantes do excedente.
Contudo, a pressão competitiva internacional e a expectativa ainda elevada por mecanismos de apoio — como estoques públicos, leilões ou opções de venda — ficaram no centro do debate do setor, destacando que o mercado internacional segue sendo um componente crucial para a equação de preços e renda dos arrozeiros brasileiros.
4. Políticas públicas e governança do setor
O ano também foi marcado também por uma reflexão institucional mais ampla sobre os mecanismos de suporte ao setor. A experiência de 2024 acelerou discussões em torno de:
-
maior transparência nos contratos públicos e leilões de aquisição de produtos agrícolas;
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aprimoramento de instrumentos de gestão de risco de preços;
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alternativas de sustentação de renda em situações de extremos climáticos;
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reforço de políticas de estoques reguladores que não dependam exclusivamente de grandes leilões públicos.
Entidades representativas do setor, como federações de arrozeiros e câmaras setoriais, atuaram para articular propostas de ajustes, com foco em reduzir vulnerabilidades e ampliar a previsibilidade de políticas públicas.
5. Percepção do produtor e perspectivas para 2026
Para grande parte dos produtores, 2025 foi um ano de “retomada cautelosa”: houve melhora nos indicadores de produção e colheita, mas persistem inquietações sobre preços, custos e segurança de políticas de apoio no longo prazo.
No contexto da Abertura Oficial da Colheita de 2026, a principal leitura do setor — manifestada em fóruns, reuniões e análises de mercado — é que o agronegócio precisa integrar respostas técnicas (clima, manejo e inovação) com mecanismos econômicos e institucionais capazes de reduzir riscos sistêmicos, conectando produtividade e rentabilidade de forma sustentável.
Fonte: Pensar Agro
Agro News
Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão
O 18º Encontro Técnico de Algodão acontece em Cuiabá nos dias 5 e 6 de agosto

Foto-Assesoria
A cotonicultura no Brasil será destaque no 18º Encontro Técnico do Algodão, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). O evento reunirá pesquisadores, produtores rurais, consultores, técnicos, profissionais da indústria e de toda a cadeia produtiva do algodão e tem como objetivo transformar informações relevantes em soluções e decisões, com o formato de painéis será realizado entre os dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá (MT).
O gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, explica que a cultura do algodão é extremamente estratégica para o estado de Mato Grosso, uma cultura de alta relevância também para a Fundação Mato Grosso. “Nós temos pesquisas nas diversas áreas de conhecimento voltadas para a cultura do algodão. Neste 18º Encontro Técnico de Algodão, teremos a oportunidade de mostrar grande parte dessas pesquisas. Por exemplo, nós temos pesquisas na área de solos, ensaios que envolvem adubação, nitrogênio, potássio, ensaios de longa duração de mais de 12 anos”, disse.
Os temas da programação serão distribuídos em oito painéis voltados para a difusão de conhecimento e debate em torno dos desafios da cotonicultura de alta produtividade, como detalha Luís Carlos. “Apresentaremos projetos na área de plantas daninhas, que envolve o controle de plantas daninhas de difícil controle, como caruru, pé-de-galinha, vassourinha-de-botão. Toda a parte fitossanitária da cultura: entomologia, o controle das principais pragas, mosca-branca, ácaros e um cenário da situação do bicudo no estado de Mato Grosso. Toda a parte de nematologia, como um panorama de ocorrências de nematoides na cultura do algodão, além da área fitossanitária no que diz respeito ao controle de doenças, fungicidas, onde apresentaremos informações atualizadas sobre os resultados e performance dos produtos nesses segmentos”, finalizou.
Ao longo dos dois dias, haverá ainda o painel de retrospectiva da safra de Mato Grosso e Bahia, geopolítica e desafios na tomada de decisão na cotonicultura, além de espaços dedicados às empresas parceiras, apresentação de resultados de pesquisa da Fundação MT, debates técnicos, momentos de networking e coquetéis de encerramento ao fim de cada dia. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site da Fundação MT.
Programação Oficial
05 de agosto de 2026
08h — Abertura oficial
Painel 1: Retrospectiva da Safra 2025/2026
Moderador: Eduardo Kawakami (head de Pesquisa, Melhoramento Genético e Plantas – TMG).
Relato dos Produtores:
Cid Ricardo dos Reis (Grupo Bom Futuro – Região Sudeste e Vale do Araguaia).
André Lavezo (Amaggi – Região Oeste).
Fernando Piccinini (Grupo Bom Jesus – Região Médio Norte).
Vitor Paulo Vargas (SLC Agrícola – Região Bahia).
Análise da Safra 2025/2026 e Manejo Estratégico do Algodoeiro para Ajuste aos Cenários Climáticos e Econômicos: Fábio Echer (professor e pesquisador da Unoeste).
O Que Realmente Importa Sobre o Clima da Safra 2026/2027? Paulo Etchichury (meteorologista e consultor de Clima Aplicado à Agricultura).
Debate
Painel 2: Inovação
Inovação Transformadora nos Tempos Atuais: Júnior Borneli (fundador da StartSe).
Painel 3: Atualidade e Futuro no Manejo de Plantas Daninhas no Sistema Soja/Algodão
Banco de Sementes: Estratégias para Reduzir a Pressão de Seleção de Plantas Daninhas na Sucessão Soja-Algodão: Valter Vaz (pesquisador de Plantas Daninhas na Cooperativa Comigo – GO).
Vassourinha-de-botão, Pé-de-galinha e Caruru: Resultados da Fundação MT: Vicente Pontes (Fundação MT).
Debate
Painel 4: Entomologia — Tecnologia e Manejo de Pragas Críticas
Mosca-branca e Ácaro-rajado: Pontos de Atenção para um Manejo Consistente: Marco Tamai (professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia).
Lagartas — Status das Biotecnologias e Enfrentamento ao Bicudo-do-algodoeiro: Eduardo Barros (consultor Agronômico e pesquisador da Supera Soluções Agronômicas).
Situação do Bicudo no Estado de Mato Grosso: Márcio Souza (coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias no Instituto Mato-Grossense do Algodão).
Biotecnologia no Controle do Bicudo: Perspectivas Futuras: Anderson Meda (head de Pesquisa – TMG).
Debate
06 de agosto de 2026
08h — Abertura
Painel 5: A Base da Alta Produtividade do Algodão: Manejo e Desafios
Fertilidade do Solo no Algodão: Histórico de Pesquisa da Fundação MT: Leandro Zancanaro (pesquisador e Consultor da Origens Parcerias Agrícolas).
Compactação do Solo na Cultura do Algodão: Manejo em Ano de El Niño: Guilherme Anghinoni (pesquisador e consultor da Solo Raiz).
Adubação Potássica: Estratégias para Máxima Eficiência: Patrícia Matias (Fundação MT).
Debate
Painel 6: Nematoides no Algodoeiro: Resultados e Estratégias que Transformam Dados em Produtividade
Dinâmica Populacional de Nematoides no Algodoeiro: Evidências de Campo e Resultados da Fundação MT com Drª. Rosângela Silva.
Resistência Genética de Nematoides no Algodoeiro: Tania Santos (Fundação MT).
Situação Atual de Meloidogyne enterolobii em Mato Grosso: Tania Santos (Fundação MT).
Debate
Painel 7: Cenário Fitossanitário da Cultura do Algodão: Desafios e Estratégias no Manejo de Doenças
Panorama Fitossanitário da Cultura do Algodão: Do Tombamento às Doenças Foliares: Mônica Müller (Fundação MT) e Amarildo Padilha (gerente técnico da ABC Agrícola).
Cenário de Doenças na Cotonicultura da Bahia: Desafios e Perspectivas de Manejo: Fabiano Perina (Embrapa Algodão).
Avanços e Resultados de Pesquisa no Manejo de Doenças do Algodão: Mônica Müller (Fundação MT) e Victor Porto (Fundação MT).
Debate
Painel 8 — Fechamento: Geopolítica e Desafios na Tomada de Decisão na Cotonicultura
Moderadora: Renata Maron (comunicadora e palestrante de agronegócios).
Debatedores: Marcos Jank (professor Sênior de Agronegócio Global do Insper) e Alexandre de Marco (vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão – Ampa).
Agro News
Colheita do algodão começa em Mato Grosso com expectativa de alta produtividade
A expectativa varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor

Economia de Mato Grosso no Século
Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.
O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.
A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.
Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.
Agro News
Plano Safra traz avanços em políticas para o crédito rural, mas ainda apresenta desafios estruturais, avalia Coalizão Brasil
Movimento multissetorial reforça necessidade de priorizar instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e a transição para sistemas resilientes à mudança do clima

Anunciado na última terça-feira (30) pelo governo federal, o Plano Safra 2026/2027, com recursos de R$ 610,3 bilhões, trouxe avanços importantes, como em mecanismos que aproximam a política de crédito rural da gestão de riscos, da valorização das boas práticas agropecuárias e da proteção dos recursos naturais. O plano incorporou contribuições elaboradas pela consultoria Agroicone e enviadas em março pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, como a manutenção das condições mais favoráveis de financiamento para linhas voltadas à sustentabilidade.
A nova edição do Plano Safra preservou as menores taxas de juros para o RenovAgro Ambiental e para a Recuperação e Conversão de Pastagens, em sintonia com a recomendação apresentada pela Coalizão de conferir tratamento prioritário aos investimentos alinhados à sustentabilidade. Também espera-se a implementação da restrição ao financiamento de projetos que envolvam supressão ilegal de vegetação nativa, reforçando a integração entre política agrícola e conservação ambiental a partir de 2027.
“O Plano Safra avança ao reconhecer que sustentabilidade e gestão de riscos devem fazer parte da política agrícola”, avalia Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone. “Medidas que valorizam boas práticas, priorizam investimentos alinhados à jornada de sustentabilidade e fortalecem instrumentos de mitigação de riscos caminham na direção de uma agropecuária mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios climáticos.”
Ao mesmo tempo, Harfuch alerta que o Plano Safra deve priorizar de forma mais estratégica a transição para sistemas produtivos resilientes às mudanças do clima — especialmente diante da expectativa de uma safra sob o impacto crítico de um Super El Niño.
“Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo devido ao endividamento do produtor geram um cenário de alerta. É importante assegurar que novos mecanismos de financiamento incluam todos os portes de produtores. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes.”
Na agricultura familiar, o Plano também avançou em propostas voltadas à transição sustentável. Entre elas estão a redução da taxa de juros das linhas sustentáveis do Pronaf (Agroecologia, Semiárido, Floresta e Bioeconomia), a ampliação do limite de financiamento para projetos de sistemas agroflorestais e silvicultura e o reforço dos recursos destinados à assistência técnica.
Até o momento, ainda não foram divulgadas pelo governo federal propostas relacionadas ao aprimoramento do Sistema de Informações sobre Crédito Rural (Sicor), à aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira no crédito rural, ao fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ao direcionamento mais estratégico de recursos para recuperação de pastagens e implementação do Código Florestal. As contribuições da Coalizão enviadas ao Plano Safra estão disponíveis no site da Coalizão.
Sobre a Coalizão
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento composto por mais de 400 organizações, entre entidades do agronegócio, empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia. A rede atua por meio de debates, análises de políticas públicas, articulação entre diferentes setores e promoção de iniciativas que contribuam para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
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