Mato Grosso
3º Encontro de Coordenadores de Defesa Civil reforça integração na gestão de riscos e desastres

A Defesa Civil de Mato Grosso realizou, entre os dias 1º e 5 de setembro, o 3º Encontro de Coordenadores Municipais, reunindo mais de 50 gestores para uma programação técnica, voltada ao fortalecimento da rede de proteção em Mato Grosso e à melhoria da gestão de riscos e desastres.
O evento ocorreu no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, e envolveu, também, visitas técnicas ao Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, à Sala de Situação Descentralizada do Pantanal e à Estrada Parque Transpantaneira, em Poconé, e ao Centro de Monitoramento da Defesa Civil estadual.
Durante as visitas, os participantes puderam conhecer de perto a estrutura utilizada pelo Governo do Estado para monitoramento, prevenção e resposta aos desastres ambientais.
Para o coordenador municipal de Defesa Civil de Vila Rica, Eleandro Kovalski, o encontro representou uma oportunidade de atualização técnica e troca de experiências com outras cidades.
“Esse momento de troca, aprendizado e integração fortalece o nosso trabalho local e amplia nossa capacidade de proteger e servir nossa população. Vamos levar daqui não apenas informações técnicas, mas também experiências que farão diferença no dia a dia da gestão de riscos e desastres”, afirmou.
O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Tangará da Serra, Paulo de Jesus, também ressaltou a importância da capacitação para aprimorar as atividades diárias.
“Adquirimos mais conhecimento, trocamos experiências e isso nos dá mais condições para que a gente possa desenvolver nossas ações com mais tranquilidade e assertividade. Os ensinamentos serão refletidos em benefício da sociedade”, disse.
Durante cinco dias, os coordenadores municipais participaram de palestras e atividades práticas que abordaram temas estratégicos, como emissão de alertas, decretos de emergência, captação de recursos federais, elaboração de planos de contingência, segurança de barragens, além do mapeamento de áreas de risco e a estruturação dos sistemas municipais.
A programação também contou com a participação do tenente-coronel BM Guilherme Moraes, secretário de Defesa Civil de Petrópolis (RJ), que compartilhou a experiência da cidade na resposta às fortes chuvas que atingiram a região serrana fluminense.
Ainda, foram apresentadas experiências da Defesa Civil em municípios mato-grossenses, como Sorriso, Primavera do Leste, Rio Branco e Salto do Céu.
Robson Luis Barbosa, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Chapada dos Guimarães, avaliou positivamente o encontro e ressaltou a importância da capacitação: “Foi um momento de grande aprendizado, no qual recebemos informações fundamentais e que nos permitirão trabalharmos de maneira ainda mais efetiva e objetiva em favor da nossa sociedade. Saímos do encontro ainda mais motivados”.
O 3º Encontro de Coordenadores Municipais faz parte das ações estratégicas da Defesa Civil estadual para fortalecer a rede de proteção em todo o Estado e apoiar os municípios na estruturação dos seus sistemas locais.
“O objetivo do encontro foi fortalecer a articulação da Defesa Civil do Estado com as Coordenadorias Municipais, bem como capacita-los para o desenvolvimentos das ações de Proteção e Defesa Civil em todas as fases de atuação, garantindo prevenção de desastres e uma resposta a eficiente, destacou o superintendente de Proteção e Defesa Civil do Estado, tenente-coronel BM Luís Cláudio Pereira da Cruz.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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