Mato Grosso
9ª Jornada Científica da Unemat ocorrerá em setembro
A 9ª Jornada Científica da Unemat será realizada de 9 a 11 de setembro, no Câmpus Universitário de Cáceres e na Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Meio Ambiente e Turismo (Sicmatur).
Este é o maior espaço de divulgação científica da Universidade do Estado de Mato Grosso e congrega sete eventos: 12º Congresso Interno de Iniciação Científica (Conic), 8º Seminário de Extensão (Semex), 6º Seminário do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), 4º Seminário do Programa de Formação de Células Cooperativas (Focco), 3º Encontro de Representantes Acadêmicos da Unemat (Erau), 2º Seminário de Pós-graduação (Sepos) e 1º Programa de Residência Pedagógica (RP).
Datas importantes
O período de inscrições com envio de trabalho vai de 14 de junho a 15 de julho. Já para participação (sem envio de trabalho), de 16 de julho a 15 de agosto. A taxa é de R$ 20,00. Todos os eventos da 9ª Jornada Científica são abertos ao público em geral, na condição de participante, e só receberá certificado quem estiver inscrito.
As vagas são limitadas a 1.000 participantes. A inscrição deverá ser feita exclusivamente no site do evento. Basta acessar a área reservada para a 9ª Jornada Científica e seguir as telas autoexplicativas.
Os trabalhos serão aceitos sob duas modalidades: resumo simples e expandido. Os trabalhos inscritos como resumo expandido serão apresentados em comunicação oral e os encaminhados como resumo simples, em pôster. Com exceção do Semex, em que os resumos serão enviados somente na modalidade expandido e a comissão organizadora selecionará o modo de apresentação.
Normas e procedimentos
Os autores devem submeter o trabalho durante a inscrição online, inserido em campo próprio no formulário. Não será recebido por e-mail.
O material enviado não pode conter nenhum tipo de identificação, em texto ou imagens, dos nomes do autor, coautor, orientador, colaborar, eventual marca d’água de fundo com nome ou logotipo da Instituição de Ensino Superior.
Os pôsteres deverão ser feitos de acordo com o modelo disponível no regulamento.
Os trabalhos da 9ª Jornada Científica serão publicados nos Anais, em mídia eletrônica, com todos os pré-selecionados, em conformidade com os dados do formulário de inscrição. Será disponibilizada uma cópia eletrônica dos Anais no site do evento: https://eva.faespe.org.br/.
Alojamento e transporte
O acadêmico de graduação que for bolsista Pibic, Probic, Pibiti, Pibid, RP, Focco, ou convocado para o Erau, que tiver seu trabalho aprovado e não for do câmpus de Cáceres poderá solicitar ajuda de custo à PRAE e ainda serão disponibilizadas 450 vagas para transporte e alojamento.
Se o número de inscritos com trabalho superar o quantitativo de vagas para transporte e alojamento disponível será feito o ranqueamento, utilizando as notas atribuídas na primeira etapa de avaliação.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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