Mato Grosso
Servidores comprovam regularidade em diárias e RNE é julgada improcedente
| Assunto: REPRESENTACAO (NATUREZA EXTERNA) Interessado Principal: CAMARA MUNICIPAL DE GUARANTA DO NORTE |
![]() |
| JOÃO BATISTA CAMARGO CONSELHEIRO SUBSTITUTO |
DETALHES DO PROCESSO |
| INTEIRO TEOR |
| VOTO DO RELATOR |
| ASSISTA AO JULGAMENTO |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso julgou improcedente Representação de Natureza Externa em desfavor da Câmara Municipal de Guarantã do Norte, tendo em vista não terem sido constatadas irregularidades nos fatos apontados. O caso trata de supostas diárias concedidas indevidamente pelo ex-presidente do Legislativo, Celso Henrique Batista da Silva, ao secretário-geral Nabson Natan Lourenço Pires e ao diretor legislativo Cleberson Antônio Brandão. A decisão, que ocorreu na sessão ordinária da 2ª Câmara de Julgamentos do dia 1/08, teve como relator o conselheiro interino João Batista Camargo.
Ficou constatado que a concessão de diárias a Cleberson foi regular, haja vista ser de sua atribuição o acompanhamento em atividades parlamentares que envolvam assuntos de interesse do Município, como as que foram objeto de seu deslocamento até Cuiabá: regularização fundiária. Tal atribuição está prevista expressamente em lei (Lei Municipal nº1.622/2017), não tendo o que se falar em irregularidade.
De acordo com o relator também não constam dos autos quaisquer informações ou documentos capazes de comprovar que houve irregularidade na concessão de diárias aos servidores Nabson Lourenço Pires e Cleberson Antônio Brandão. “Pelo contrário, restou demonstrado que as diárias foram concedidas de forma regular e em consonância com a Legislação Municipal. Em vista disso, assiste razão à equipe técnica, motivo pelo qual entendo pela improcedência deste processo”, afirmou Camargo, em voto.
Outro item do processo que foi analisado pelo Ministério Público de Contas (MPC), mediante parecer do procurador William de Almeida Brito Júnior, foi a possível ocorrência de litispendência, que é o ajuizamento de duas ações que possuam as mesmas partes. O MPC alegou que a representação possui as mesmas partes (Celso Henrique Batista da Silva, Nabson Natan Lourenço Pires e Cleberson Antônio Brandão) e o mesmo objeto (suposta concessão indevida de diárias) do Processo nº 23.244-0/2018.
De fato, ambos os processos possuem as mesmas partes e tratam de concessão supostamente indevida de diárias. Contudo, tratam de diárias distintas, de modo que não assiste razão dizer que o objeto destes processos é idêntico. Assim, foi rejeitada a litispendência, uma vez que tal instituto não se aplica ao caso analisado..
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Política MT18/07/2026 - 14:49“Pivetta tem conceito de bom administrador e provou isso”, diz Mendes
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:40CONSEMMA aprova até R$ 60 mil por mês para custear horas delegadas dos Bombeiros no combate às queimadas em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:10Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:14Reunião entre organização da Cavalgada da Exposul e Juvam renova ações de conduta para a 38ª edição
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:46Sistema Fiemt realiza nos próximos dias várias ações em Rondonópolis
-
Mato Grosso21/07/2026 - 19:29Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado









