Política MT
CFAEO aprova projetos que promovem transparência e exigem avaliação de incentivos fiscais
Foto: Helder Faria
A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) aprovou proposta que condiciona a concessão de benefícios fiscais ao alcance de metas fiscais orçamentárias em reunião na tarde dessa quarta-feira (16).
De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), o Projeto de Lei nº 810/2019 pretende “estabelecer a avaliação periódica dos impactos ecônomos-sociais na concessão de incentivos fiscais e benefícios de natureza tributária ou financeira”. O texto coloca indicadores como base para as metas, como o incremento na receita estadual, geração de novos empregos e regularidade tributária da empresa beneficiada.
Os parlamentares ainda deram parecer favorável a outras nove matérias e rejeitaram 14 projetos de lei. Duas das propostas aprovadas buscam promover transparência de dados. É o caso do Projeto de Lei nº 691/2019 e do Projeto de Lei nº 925/2019. O primeiro prevê a divulgação da prestação de contas do uso do dinheiro arrecadado com multas de trânsito, enquanto o segundo tem objetivo de dar publicidade do cronograma de utilização de recursos de operação de crédito no estado.
No encontro apenas um veto foi analisado, o Veto Parcial nº 89/2019 referente ao Projeto de Lei Complementar nº 53/2019, que trata da restituição dos incentivos fiscais no estado. O relator da matéria, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), votou pela sua manutenção e foi acompanhado pelos pares. De acordo com o parlamentar, já era de entendimento dos deputados que alguns pontos acrescentados poderiam ser vetados por causarem prejuízos para a restituição dos incentivos.
Ele adianta ainda que a matéria será regulamentada pelo Poder Executivo a partir de contribuições da Casa Civil, Assembleia e Secretaria Estadual de Fazenda. "Vamos debater o decreto regulamentador e isso deve sair essa semana com o novo modelo tributário [diferenciado]. A partir de janeiro de 2020 já muda o modelo de incentivos fiscais e de cobrança dos impostos do estado", garante Dal Bosco.
O presidente da CFAEO, deputado Nininho (PSD), explica que o colegiado tem buscado fazer uma avaliação criteriosa das matérias. “Uma grande parte foi relatado pela rejeição porque não podemos a todo momento criar novas leis. Temos de analisar e os projetos tem de ser bem fundamentados para não criar transtornos para a sociedade”, pontua o parlamentar.
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Pivetta afirma “pular para dentro e resolver” falta de água em VG
O governador citou que escassez do recurso revela omissão e falta de humanismo das gestões anteriores

Foto-Assessoria
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (13) nas suas redes sociais, afirmou que irá “pular para dentro e resolver” o problema da falta de água em Várzea Grande.
Pivetta acrescentou que o recurso é indispensável para os várzea-grandense viverem com dignidade e, por isso, não aguardará soluções externas serem apresentadas.
“Não admito que nos dias de hoje, com tudo que temos, alguém ainda em Mato Grosso não tenha esse bem básico para viver com o mínimo de dignidade. Nós vamos procurar em vez de criticar ou esperar. Vamos pular para dentro e ajudar a resolver”, pontuou.
Recentemente, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que precisa receber ajuda do governo estadual para melhorar a distribuição da água. Ela relatou que a prefeitura não tem recursos para regularizar as pendências do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Pivetta, então, classificou as gestões anteriores do município como omissas e sem humanismo por não solucionarem a escassez da água.
“É muito difícil estar governando e aceitar isso como algo normal. Eu não aceito. Vamos trabalhar para resolver a saga desse povo mato-grossense. Nosso plano está sendo elaborado. Muito em breve, faremos a aliança pela água. Considero omissas as gestões que deixaram essa situação durante muito tempo. Falta de humanismo, porque água é necessidade primária, ninguém vive sem água”, avaliou.
O governador concluiu dizendo conhecer os transtornos causados pela falta de água, porque enfrentou a falta do recurso quando chegou em Cuiabá. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e mudou-se para a capital mato-grossense no ano de 1982.
“Eu sei, porque experimentei o que é não ter casa sem água. Chegamos em Mato Grosso e, durante os dez primeiros dez anos, nós pegávamos água de balde, de poço e levávamos para casa fazer comida, tomar banho. Sei o que é viver sem água”, completou.
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