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Saúde

Da cozinha à luta contra a pandemia: Usado como barreira contra a Covid-19, plástico filme ganhou diversas aplicações além da doméstica

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Plástico PVC, normalmente usado na cozinha, tem sido essencial na proteção contra o vírus

A rotina de proteção e higienização diária contra a proliferação do coronavírus envolve o uso de materiais como máscaras, álcool em gel e também o plástico. O material filme PVC, produto que sempre foi mais utilizado em cozinhas para fechar recipientes e conservar alimentos, agora vem sendo aplicado amplamente em diversos produtos e superfícies de usos compartilhados a fim de evitar contaminação e, assim, auxiliar no combate à pandemia.

Segundo informações do Instituto de Pesquisa Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), embora o coronavírus ainda seja novo para a ciência, já se sabe que a transmissão se dá por secreções contaminadas através do contato com pessoas contaminadas ou com objetos e superfícies contaminados, seguido do toque na boca, nariz ou nos olhos.

Para ajudar a combater essa que se tornou a maior crise sanitária de todos os tempos, a empresa de plástico filme, Alpfilm, desenvolveu o Alpfilm Protect contra o Sars Cov 2 , um material específico com formulação que inativa o novo vírus. O plástico foi testado e teve sua eficiência comprovada através da empresa QuasarBio, referência em ensaios com SARS-Cov-2 que tem laudos protocolados pelo Professor Lucio Holanda Gondim de Freitas, especialista no assunto. Os ensaios foram realizados no laboratório Nível de Biossegurança 3 (NB3) – especializado na manipulação de microrganismos com alto grau de patogenicidade e que oferecem risco à vida humana e ao meio ambiente.

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O produto, que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas – graças à presença de micropartículas de prata – passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus. O resultado foi um produto que apresenta respostas positivas que chegam a 79,9% de inativação nos primeiros três minutos, chegando a 99,99% de eficácia em até 15 minutos.

“Desde 2014 a nossa linha de produtos AlpFilm Protect conta em sua composição com uma solução que evita a proliferação de fungos e bactérias, oferecendo uma barreira de proteção eficaz para a conservação de alimentos e outros produtos embalados com o plástico filme. Diante dos desafios impostos pela Covid-19, decidimos voltar nossas atenções para a pesquisa e desenvolvimento dessa evolução do produto para a inativação do novo coronavírus por contato”, explica Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior e Marketing da Alpes.

Segurança extra em diversos ambientes

A partir da comprovação de sua eficácia contra o coronavírus, o material plástico filme vem sendo utilizado em diversos materiais de uso comum e que requerem o contato frequente das mãos. Dentre eles, as maquininhas de pagamento e celulares são alguns exemplos de equipamentos que não permitem a limpeza com álcool em gel direto nos produtos, já que a água presente na formulação pode oxidar e danificar as peças do produto. Por isso, para mantê-los higienizados é ideal envolvê-los no plástico filme.

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O material também é utilizado em ambientes residenciais. No estado de Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Sanitária definiu uma série de medidas de prevenção e combate ao vírus nos condomínios da região. Com isso, um dos critérios do órgão é de que trabalhadores que atuam nas portarias de condomínios residenciais devem utilizar o plástico filme sobre os teclados e mouses dos computadores e, substituindo a proteção a cada turno.

“Como o vírus é invisível e ainda não temos o controle da doença atual, é impossível ter o domínio total de higienização dos produtos e superfícies. Por isso, o Alpfilm Protect é fundamental neste momento, já que contribui no combate à proliferação do vírus nos objetos mais comuns do cotidiano e, salvando vidas”, comenta.

O plástico filme PVC também inativa o vírus em diversos ambientes públicos – que possui grande tráfego de pessoas – como em superfícies de maçanetas, corrimãos, controles remoto, botões de elevadores e telas sensíveis ao toque.

A proteção está presente, inclusive, dentro de carros. Nesta pandemia, o plástico filme pôde ser encontrado em volantes e marchas de vans escolares, – no período de aulas presenciais- já que transportam grande fluxo de pessoas por dia e também em carros que se encontram em oficinas mecânicas, uma vez que o contato das mãos com outras pessoas é frequente.

Outro exemplo é o carro de auto-escola, que também abrange um grande fluxo de motoristas no mesmo veículo. Por isso, o uso do plástico filme é amplamente recomendado em diversos estabelecimentos.

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Carrinhos e cestas de mercado também já passaram a utilizar o produto como forma de combate à pandemia.

“No combate à pandemia, o plástico tem se mostrado um grande aliado. Afinal, a higiene e a descartabilidade são características dos produtos de ‘uso único’, que contribuem para a prevenção não só do coronavírus, mas de diversas outras doenças. Contudo, para evitar impactos negativos ao meio ambiente, esses materiais devem ser descartados de forma adequada: em coleta seletiva ou em postos de reciclagem específicos para o plástico filme PVC.”, finaliza a profissional.

Saúde

Não é Só Futebol: é Estresse, Álcool e Risco Cardíaco

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Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista

A Copa do Mundo costuma ser tratada como uma grande festa coletiva. Reúne família, amigos, churrasco, cerveja, emoção, gritos, tensão e, em muitos casos, noites mal dormidas. Para a maioria das pessoas, tudo termina em comemoração ou frustração. Para algumas, porém, esse conjunto pode se transformar em um gatilho real para o coração.

A ciência já observou esse fenômeno em diferentes países. Um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que, após a derrota da Inglaterra para a Argentina nos pênaltis na Copa de 1998, houve aumento de 25% nas admissões hospitalares por infarto agudo do miocárdio no dia do jogo e nos dois dias seguintes.

Na Copa de 2006, na Alemanha, pesquisadores publicaram no New England Journal of Medicine que os jogos da seleção alemã estiveram associados a aumento importante de eventos cardiovasculares, especialmente nas primeiras duas horas após o início das partidas. O risco foi maior em homens e em pessoas que já tinham doença coronariana conhecida.

No Brasil, o tema também foi estudado. Uma análise publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia avaliou internações por síndrome coronariana aguda entre 1998 e 2010 e encontrou aumento na incidência de infarto durante o período da Copa, especialmente nos dias de jogos da seleção brasileira.

Mas há um ponto que precisa ser mais discutido: o problema não é apenas o futebol. É o ambiente que se cria em torno dele.

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Durante grandes jogos, o corpo pode entrar em estado de alerta. A frequência cardíaca sobe, a pressão arterial pode aumentar, há liberação de adrenalina e cortisol, e o sistema cardiovascular é colocado sob maior demanda. Em alguém saudável, isso geralmente é bem tolerado. Em quem tem hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, apneia do sono, placas nas artérias ou histórico familiar importante, o mesmo estímulo pode ser mais perigoso. E é aí que o álcool entra como um personagem central.

O consumo excessivo de bebida alcoólica pode favorecer arritmias, desidratação, aumento da pressão arterial, piora da qualidade do sono e alterações eletrolíticas. Existe inclusive uma condição conhecida como holiday heart syndrome, ou “síndrome do coração festivo”, descrita em situações de consumo exagerado de álcool, fins de semana, feriados e comemorações. Ela costuma se manifestar como palpitações, taquicardia ou fibrilação atrial, mesmo em pessoas que não bebem com frequência.

A Associação Americana do Coração publicou alerta recente sobre esse fenômeno, destacando que episódios de consumo pesado de álcool podem provocar alterações no ritmo cardíaco nas horas seguintes e até nos dois dias posteriores.

A Mayo Clinic também chama atenção para a combinação de álcool em excesso, comida muito salgada, pressão mais alta e estresse emocional como um cenário propício para arritmias, especialmente fibrilação atrial.

Ou seja: o risco não está apenas no pênalti perdido, no gol nos acréscimos ou na eliminação inesperada. O risco pode estar no “combo” completo: jogo tenso, bebida demais, pouca água, comida salgada, cigarro, sono ruim, sedentarismo e a falsa sensação de que, por ser festa, o corpo aguenta qualquer coisa.

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Para o coração, a Copa não é apenas um evento esportivo. Pode ser um teste de estresse sem esteira.

Isso não significa que as pessoas devam assistir aos jogos com medo. Significa que precisam entender que entusiasmo não combina com negligência. Quem já tem pressão alta, diabetes, colesterol alterado, histórico de infarto, stent, AVC, obesidade, apneia do sono ou dor no peito aos esforços deve redobrar a atenção.

Alguns sinais não devem ser ignorados: dor ou aperto no peito, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, desmaio, palpitações persistentes, sensação de batimento irregular ou dor que irradia para braço, mandíbula, costas ou estômago. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

A prevenção, porém, começa antes da emergência.

Durante os jogos, vale adotar medidas simples: evitar o consumo excessivo de álcool, alternar bebida alcoólica com água, não exagerar no sal, manter o uso correto das medicações, não fumar, evitar energéticos associados ao álcool e tentar preservar o sono, especialmente em dias de jogos noturnos.

Também é importante não transformar a emoção da Copa em desculpa para abandonar a rotina. O coração não entende feriado, tabela de jogos ou semifinal. Ele responde ao que fazemos repetidamente: sono, alimentação, pressão controlada, atividade física, hidratação, exames bem indicados e acompanhamento médico quando necessário.

A Copa pode ser uma celebração. Mas, para quem tem fatores de risco, também deve ser um lembrete: o infarto raramente começa no dia em que acontece. Ele costuma ser construído silenciosamente durante anos — e, em alguns momentos, apenas encontra o gatilho certo.

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Torcer faz parte. Vibrar faz parte. Comemorar faz parte.

Mas cuidar do coração também precisa fazer parte do jogo.

Dr. Max Wagner de Lima — Cardiologista | Cardiometabolismo e Medicina de Precisão

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Como tratar infecção urinária de repetição em mulheres?

Publicado

Dr. Walid Khalil

Muitas mulheres têm infecção urinária de repetição que é quando o fato ocorre mais do que três vezes em um ano ou mais do que duas vezes num período de seis meses.
Pode acometer homens, mas geralmente as mulheres que mais são afetadas por conta da uretra que é mais curta que a do homem facilitando a proliferação de bactérias.
Mas o que causa isso? Fatores como :
Menopausa, por causa do ressecamento vaginal e da diminuição dos hormônios;
Períodos de maior frequência de relações sexuais;
Constipação intestinal recorrente;
Bexiga caída
Uso de espermicidas;
Incontinência urinária;
Diabetes;
Passar horas sem urinar, segurando a urina.

SINTOMAS
Dor na região inferior do abdome (pélvica), ardência ao urinar, urgência miccional e aumento na frequência das micções com pouco jato de urina.
Mas vale um alerta, se com esses sintomas o paciente tiver febre pode significar uma infeção grave, ou seja que chegou aos rins(pielonefrite).
DIAGNÓSTICO
Além dos sintomas identificáveis é necessário fazer exames de sangue, de urina simples e a cultura de urina para avaliar a infecção e a bactéria causadora. Assim é feito o tratamento com o antibiótico adequado.
Mulheres na menopausa com infecção urinária de repetição devem tratar o ressecamento vaginal para regular a flora vaginal, o que ajuda na redução das infecções recorrentes.

Em caso de infecções urinárias pós relações sexuais é importante o médico avaliar a necessidade de se usar  antibiótico profilático para evitar as infecções de repetição.
Também é indicado uso de probióticos para melhorar a flora vaginal e intestinal. A  imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater bactérias como a Escherichia coli, reduzindo a frequência das crises e a necessidade de uso contínuo de antibióticos e que potencializa o funcionamento do sistema imunológico o que ajuda impedir novas infecções por bactérias.

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ATITUDES PREVENTIVAS
Higienização correta da região genital após urinar, evacuar e depois das relações sexuais;
Tomar bastante água;
Não segurar a urina por muito tempo;
Tratar adequadamente condições como o ressecamento vaginal após a menopausa;
Manter uma alimentação equilibrada rica em frutas e legumes para garantir o funcionamento do intestino;  beber bastante água, evitar relação vaginal após anal;
Fazer profilaxia com antibiótico após relação sexual.
Vale lembrar que a qualquer sintoma, é importante procurar um médico para relatar o que está acontecendo para fazer o diagnóstico certo e indicar o tratamento adequado.
Dr. Walid Khalil é Doutor em Urologia e especialista em Andrologia e Urologia Clínica e Cirúrgica – CRM-MT 5689 – RQE 26526, atende na Clínica UROLASER em Cuiabá

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Saúde

No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção

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Dr.Felipe Rodrigues

O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.

Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.

Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.

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Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.

Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.

Os três tipos de Escoliose:

Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.

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Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.

Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.

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