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Mato Grosso

CGE ressalta o papel da Ouvidoria no controle interno da gestão

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A importância da atividade de Ouvidoria para o alcance da eficiência, eficácia e efetividade do controle interno da gestão pública foi ressaltada pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) no Encontro Anual da Rede de Ouvidorias do Poder Executivo Estadual. O evento começou na terça-feira (01.12) e segue até esta quarta-feira (02.12), em Cuiabá.

Na oportunidade, o secretário-controlador geral do Estado, Ciro Rodolpho Gonçalves, destacou que no Governo de Mato Grosso o papel da Ouvidoria vai além da missão “originária” de receber e responder as demandas do cidadão. Isso porque a Ouvidoria integra o ciclo de controle interno (pela economicidade, qualidade e agilidade da gestão pública), que compreende também as funções de auditoria e corregedoria e está organizado dessa forma com base na premissa de articulação entre as atividades.

“Há uma ideia estigmatizada de que o controle é somente auditoria. Na verdade, a auditoria é apenas uma das atividades de controle. Nesse contexto, destaco que a gestão enxerga os ouvidores como controladores, como uma das engrenagens fundamentais do que a gestão e o cidadão esperam do controle”, afirmou o secretário-controlador.

No ciclo de controle interno, uma demanda que chega à Ouvidoria pode, de maneira célere e qualificada, desencadear ações de auditoria e controle, bem como apurações de responsabilidade administrativa em desfavor de servidores e de fornecedores, com reflexos, inclusive, no âmbito judicial.

Exemplo de apuração originária de registro na Ouvidoria foi o caso da “Conta Única”. Em setembro de 2011, chegou à Ouvidoria denúncia de que uma empregada doméstica estava sendo utilizada como “laranja” em um esquema de desvio de recursos da Conta Única do Estado.

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A CGE procedeu à apuração e constatou o pagamento indevido de R$ 101 milhões via sistema BB PAG no período de 2003 a 2011. Além da auditoria, o caso resultou na abertura de processos administrativos disciplinares em desfavor de servidores, em tese, envolvidos nas irregularidades, além de investigação da Polícia Civil (Delegacia Fazendária) e do Ministério Público Estadual.

Instrumento de gestão

Para reforçar a importância da Ouvidoria para a gestão pública, o secretário-controlador acrescentou que, além de auxiliar na resolução de demandas individuais apresentadas pelo cidadão, ela atua como instrumento de gestão.

Nesse contexto, Gonçalves salientou que, em 2016, o uso dos registros do cidadão na Ouvidoria será reforçado para servir de termômetro à liderança acerca da gestão nas secretarias e entidades, tendo em vista a filosofia da atual gestão do Governo do Estado de austeridade e fortalecimento da transparência e do diálogo com a sociedade.

“Usaremos ainda mais os dados da Ouvidoria como indicadores de gestão baseados nos registros do cidadão. Por isso, investiremos ainda mais na profissionalização e padronização da atividade”, afirmou o secretário.

Nesse sentido, o secretário-adjunto da Ouvidoria Geral do Estado, Christian Pizzatto de Moura, salientou que outra diretriz é que a Ouvidoria seja ativa, no sentido de auxiliar a gestão na proposição de soluções para os problemas apontados pelo cidadão. “A Ouvidoria é uma instância de controle e de apoio à gestão”, destacou.

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Integração

Para a eficiência, eficácia e efetividade da atividade de Ouvidoria no contexto do controle interno, as secretárias-adjuntas de Auditoria (CGE), Kristianne Marques, e da Corregedoria Geral (CGE), Cristiane Souza, ressaltaram a necessidade de que as ouvidorias das secretarias e entidades busquem o auxílio das Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis) e das Corregedorias Setoriais/Unidades de Correição das pastas, áreas setoriais subordinadas administrativamente à CGE.

Rede

A Ouvidoria do Estado de Mato Grosso está organizada em rede, ou seja, as ouvidorias de cada órgão e entidade estão interligadas pelo mesmo sistema eletrônico (denominado Fale Cidadão) para registro das manifestações da sociedade e seguem diretrizes comuns de atuação estabelecidas pela CGE, por meio da Ouvidoria Geral.

Além disso, está estruturada para receber críticas, sugestões ou denúncias acerca de qualquer área de competência do Poder Executivo Estadual pelos mesmos canais de contato. São eles: discagem gratuita pelo 0800-647-1520, ligação local pelo número 162 e registro pelo endereço www.ouvidoria.mt.gov.br/falecidadao (redirecionamento está disponível em todos os sites dos órgãos).

Além dos canais já mencionados, as Ouvidorias das secretarias e entidades também realizam atendimento presencial, por postal e e-mail (específico e divulgado nos sites de cada pasta).

O Encontro Anual segue até esta quarta-feira (02.12). A programação inclui assuntos como: Lei de Acesso à Informação, controle social, combate à corrupção e desafios da Ouvidoria.

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Mato Grosso

Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso

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Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria

A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).

Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.

As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.

Trecho crítico com histórico de acidentes

A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.

Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.

Locais das intervenções

As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:

  • Primeira curva – Km 1102+447
  • Segunda curva – Km 1103+387
  • Terceira curva – Km 1109+334
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A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.

Sinalização e segurança durante as obras

Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.

Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.

Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.

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Mato Grosso

Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

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Carlos Garcia aponta como alternativa um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano
 
A eletrificação total da economia ainda está longe de ser realidade em Mato Grosso. A limitação da infraestrutura elétrica e o alto custo de expansão impedem que o estado dependa apenas de energia elétrica, o que abre espaço para o uso combinado de diferentes fontes energéticas.

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.

Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.

“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.

A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.

“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.

A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.

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“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.

O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.

Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.

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Mato Grosso

Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais

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Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.

A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.

A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.

Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.

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À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.

Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.

Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.

“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.

A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.

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