Mato Grosso
“Depois de 30 anos, finalmente tenho a escritura da minha casa”, diz morador de Campo Novo do Parecis
Trabalhador de uma usina de cana de açúcar e álcool, José Lustosa da Silva, que se mudou do Maranhão para Mato Grosso em 1994, foi um dos beneficiados.
“O documento é muito importante porque garante que a casa é minha agora. O que o Governo está fazendo junto com a prefeitura é muito importante, porque muitas pessoas não têm condições de arcar com esse documento. Deram essa oportunidade para a gente”, ressaltou.
Quando chegou em Campo Novo, Márcio ganhou um terreno no bairro Boa Esperança, onde construiu a sua casa, e esse é o primeiro imóvel que tem em seu nome.
A segurança de ter o documento oficial de propriedade emocionou o taxista Valmor Simoni, ao citar a importância para ele de deixar uma escritura para os filhos.
“Agora eu sei que se eu faltar amanhã os meus filhos terão um documento garantindo que a casa é deles. Então, tenho muito a agradecer ao governador por esse trabalho”, disse.![]()
Ter os imóveis regularizados garante a organização do município, que tem um dos maiores PIB per capita do Estado, como destacou o prefeito Roberto Machado.
“Campo Novo do Parecis vai completar 35 anos de emancipação política, e é considerada ‘uma cidade jovem’, por isso, a importância desse trabalho de regularizar as titulações, desenvolvido pelo Governo do Estado. A cidade vive um bom momento de expansão imobiliária e é importante ter essa organização, com isso, sabemos que no futuro não teremos problemas”, enfatizou.
No município faltam regularizar cerca de 800 imóvies e a previsão é que isso aconteça até o próximo ano.
Campo Novo do Parecis é um dos 17 municípios mato-grossenses percorridos pelo Intermat, nesta semana, para entrega de escrituras definitivas pelo programa Semana Solo Seguro, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O mutirão começou na terça-feira (29.08) e termina nesta sexta-feira (1°.09), com entregas em Cuiabá, Santo Afonso, Apiacás e Nova Xavantina.
“São quatro dias de trabalho intenso para entregar as escrituras definitivas em Cuiabá, Várzea Grande e 15 municípios do interior do Estado. Com parceria com o TJMT, os cartórios se dedicaram a cumprir essa missão”, afirmou o presidente do Intermat, Francisco Serafim.
Esse trabalho é feito também em parceria com a MT Participações e Projetos (MT PAR), que faz o cadastramento dos moradores.
“É uma parceria entre MT Par, Intermat e os consórcios. É uma determinação do governador Mauro Mendes que a gente unisse forças para fazer a regularização fundiária urbana. O cadastramento é feito nos municípios e o título é mandado para os cartórios, sem nenhum custo à população”, explicou o presidente da MT Par, Wener Santos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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