Mato Grosso
“Estamos aprendendo e exercitando a cidadania, indo além do pedagógico”, afirma estudante da rede estadual
Para o estudante Joaquim Junior Mendes de Andrade, de 18 anos, participar de uma ação escolar que objetiva o bem do próximo, sobretudo pessoas carentes, vai além do que se aprende em sala de aula.
“Estamos aprendendo e exercitando a cidadania no dia a dia da nossa escola, indo além do pedagógico, e isso é muito bom, principalmente para o estudante mais jovem, que está construindo a sua personalidade”, afirma.![]()
Gabriela Louredo: “É a minha escola e curto muito estudar aqui e aprender mais sobre cidadania”
Gabriela Louredo e Silva, de 17 anos, é do 3º ano do Ensino Médio e também participou das olimpíadas. Para ela, a atividade desenvolvida pela escola é motivo de orgulho. “Curto muito estudar aqui. Tenho muito orgulho da minha escola, que nos ensina também sobre cidadania”, comenta.
A estudante ainda afirma estar satisfeita com os avanços da escola neste ano. “O ambiente nos oferece o que precisamos em termos de tecnologias em sala de aula. Nossa quadra poliesportiva foi regormada, tem um novo piso que reduz os impactos nas atividades esportivas e isso nos dá mais segurança para as atividades”, observa.
“Recebemos com alegria todos os avanços entregues pela gestão da escola. O ambiente melhorou muito, ficou mais moderno e nos anima estar aqui todos os dias. Uma das coisas que mais gosto, são as práticas esportivas. Ficou muito mais interessante jogar bola e até passar na quadra o tempo do intervalo”, completa Fernando Pereira da Costa Assunção, 17 anos, também do 3º ano do Ensino Médio.
De acordo com ele, “a escola une a sua bela história com a modernidade do presente, tornando o ambiente desejado pelos novos estudantes”.![]()
“A Escola Adalgisa de Barros une a sua história com a modernidade, tornando o ambiente desejado pelos novos estudantes”, diz Fernando Pereira
Na avaliação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, os investimentos do Governo de Mato Grosso em educação integral refletem as diretrizes das 30 políticas educacionais que compõem o Plano Educação 10 Anos.
“Os depoimentos dos estudantes da Escola Adalgisa de Barros comprovam que estamos no caminho certo e que vamos atingir o nosso objetivo, que é colocar a educação pública estadual entre as cinco mais bem avaliadas no país até 2032”, afirma.
Segundo a diretora da unidade, professora Valdelice de Oliveira Holanda, o objetivo dessas ações é realizar a integração entre as turmas e fomentar o espírito de equipe e o da competição saudável, com respeito as diferenças e ao próximo. “Além disso, nossos estudantes também exercitam a cidadania, ao arrecadar alimentos para entidades filantrópicas”, completa.
Ela analisa que a escola desenvolve vários projetos nesse sentido, além de fomentar a participação dos jovens na banda de música e nos jogos da Adalpíadas, que divide o seu sucesso com a feira cultural. Além das modalidades esportivas tradicionais como futsal, basquete e vôlei, a Adalpíadas contou com partidas de Bozó, Uno e Tênis de Mesa.
Em relação à feira cultural, Valdelice conta que cada sala de aula representou um estado brasileiro, dando oportunidades à comunidade estudantil de aprender um pouco mais sobre a cultura e costumes de cada região. “São eventos que reúnem todos os 1.346 estudantes matriculados em prol da unidade e do bem coletivo no ambiente escolar, além de ampliar o conhecimento cultural”, analisa.
Para a diretora, a união dos estudantes em torno das ações da escola se deve uma série de fatores, como apoio irrestrito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), da Diretoria Regional de Educação (DRE), do Grêmio e dos estudantes, além dos pais e de todos os servidores.
“A nossa unidade sempre foi orgulho dos várzea-grandenses e, agora, esse sentimento está ainda mais forte com os investimentos no pedagógico, em recursos humanos e na infraestrutura”.
“Recentemente, fizemos uma reforma na estrutura física, no paisagismo e na rede elétrica. Uma melhoria que se completa em sala de aula com Chromebooks para os estudantes, SmartTVs, amplo auditório, laboratório de biologia, biblioteca e todos os demais recursos tecnológicos e pedagógicos disponibilizados pela Seduc”, completa.
A diretora pontua ainda que, desde que assumiu a direção, em fevereiro deste ano, focou os esforços em melhorar os indicadores de aprendizagem garantindo 100% de participação dos estudantes nas avaliações do Sistema Estruturado de Ensino, CAED e SAEB. “Todas essas ações foram possíveis graças ao apoio que tivemos. Entregar os alimentos arrecadados nesse período natalino consolida esse espírito de equipe que temos”, finaliza.
A escola
Fundada em 1965, a instituição tem desempenhado um papel fundamental na formação de milhares de estudantes ao longo de sua história. Por mais de cinco décadas, tem se mostrado um verdadeiro celeiro de histórias de sucesso, proporcionando oportunidades educacionais para jovens e adultos.
A unidade atende estudantes do centro da cidade e de outros 50 bairros, com 14 salas de aula divididas em dois pisos, demais dependências e quadra poliesportiva.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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