Mato Grosso
Secretaria Estadual de Saúde apoia 1º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apoia o 1º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso, evento promovido pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MT) e realizado entre os dias 19 e 21 de março em Cuiabá. A solenidade de abertura do congresso ocorreu na noite desta terça-feira (19.03), no Centro de Eventos do Pantanal, e reuniu gestores da Saúde Pública do Estado.
O tema central do congresso é o “fortalecimento das gestões municipais de saúde para efetivar a universalidade, a equidade e a integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS)”.
“De forma convergente, nós trabalhamos muito ao longo desses cinco anos para melhorar a assistência em saúde em Mato Grosso. Estamos completando 62 meses consecutivos de rigorosa adimplência com os repasses municipais. Pagamos a dívida que tínhamos com os municípios e ainda repassamos, em recursos complementares, mais de R$ 1 bilhão às gestões municipais para ajudá-las na assistência em saúde desse Estado. São dezenas de unidades de saúde sendo construídas com o apoio deste Governo, entre hospitais, policlínicas e pronto atendimento”, disse Gilberto durante a solenidade de abertura do congresso.
“Não apenas para a realização deste, que é o 1º Congresso a reunir todos os municípios em função da gestão da saúde e de serviços, mas também nas ações cotidianas de saúde, nas pactuações, esse diálogo entre Estado e municípios precisa acontecer. Nós temos vivenciado nos últimos anos essa proximidade que, em outros governos, ficou fragilizada. Agora nós conseguimos caminhar, tanto que é nítido o avanço que se tem obtido na saúde municipal e estadual”, avaliou o presidente.
O secretário municipal de Saúde de Pirenópolis (GO) e presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, ressaltou a importância do evento.
Durante a solenidade de abertura do congresso, também houve a entrega oficial de certificações do Ministério da Saúde a sete salas de apoio à amamentação em Mato Grosso.
Serviço![]()
Nos três dias de evento, serão realizadas atividades como oficinas, mesas-redondas, exposição de 182 banners, apresentação oral de 32 trabalhos, estandes, lançamentos e entrega de premiações. Os assuntos vão desde a Nova Lei de Licitação, até o Imuniza SUS, as Políticas de Saúde, o Financiamento do SUS e a Saúde Mental.
A programação completa está disponível no site www.cosemsmt.org.br
*Com informações da assessoria de comunicação do Cosems-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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