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Mato Grosso

Crédito da Desenvolve MT para jovens e mulheres cresce 8,14% em 2024

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A linha “Desenvolve Empreendedor”, da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, registrou um crescimento de 8,14% na liberação de crédito para jovens e mulheres em 2024.

Segundo números da agência do Governo de Mato Grosso, a linha Desenvolve Empreendedor já liberou mais de R$ 4 milhões e beneficiou 41,28% dos clientes atendidos pela Desenvolve MT.

O Desenvolve Empreendedor faz parte de uma iniciativa realizada através de políticas públicas do Governo de Mato Grosso, que busca apoiar o surgimento de novos empreendimentos e impulsionar o comércio local. Possui duas modalidades – Mulher Empreendedora e Jovem Empreendedor. O programa incentiva mulheres e jovens de até 29 anos que lançaram um negócio e decidiram encarar os desafios do empreendedorismo.

“Todos nós acreditamos no potencial de cada um que decide empreender. Eu me sinto realizada ao ver como a Desenvolve Empreendedor tem ajudado diversas mulheres e jovens a transformar seus sonhos em realidade. É gratificante assistir essa linha ser criada e evoluir da forma como tem ocorrido”, declarou a diretora-presidente da agência, Mayran Beckman.

Para desenvolver esse incentivo, o programa oferece benefícios de crédito 100% digital e de até R$ 15 mil, com juros de até 0,37% ao mês, que podem cair para 0,24% em caso de pagamentos feitos em dia. Essa iniciativa busca contribuir para a redução da desigualdade de gênero e serve de incentivo à diversidade no empreendedorismo.

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Os recursos financiados por meio da Desenvolve Empreendedor podem ser utilizados para a aquisição de insumos, móveis e utensílios novos, mercadorias para revenda, materiais de construção, entre outros itens essenciais para o crescimento do negócio. Outro processo que a linha oferece é receber 30% do Capital de Giro do total liberado ao empreendedor.

Desde seu surgimento, foram mais de R$ 11,5 milhões de créditos liberados ao todo. Com três anos de funcionamento, a linha só aumentou sua liberação a cada ano. Em 2022, foram R$ 3,5 milhões, e R$ 3,8 milhões em 2023.

Além da liberação de crédito, o número de pessoas que buscam a Desenvolve Empreendedor cresceu 7,31% em 2024 em relação ao ano anterior. O programa tem como foco o atendimento dos Microempreendedores Individuais (MEI), as Microempresas (MEs) e as Empresas de Pequeno Porte (EPPs).

Com pagamento em dia, ela também oferece redução de 30% da taxa de juros para os empreendedores que realizarem o financiamento. A linha também dá prazos de até 42 meses e carência de até seis meses para seus usuários. Esses benefícios mostram o compromisso da Desenvolve MT com seus clientes por meio da flexibilidade na hora de pagar as contas.

A empresária Rosilene Gonçalves Pereira Vilela, dona da marca Rose Bolos e Doces, comentou que o crédito do programa Desenvolve Empreendedor foi essencial para a expansão do seu negócio.

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“Eu peguei o primeiro crédito na Desenvolve MT para comprar material, mesa, fogão, geladeira, comprar insumos no geral. O segundo foi na linha Mulher Empreendedora. Peguei para terminar a obra de separação da cozinha do trabalho da minha casa, além de refrigerar o ambiente. O apoio da agência foi fundamental para o crescimento da minha empresa”, conta a empreendedora.

*Com supervisão de Clara Campos

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso

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Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria

A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).

Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.

As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.

Trecho crítico com histórico de acidentes

A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.

Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.

Locais das intervenções

As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:

  • Primeira curva – Km 1102+447
  • Segunda curva – Km 1103+387
  • Terceira curva – Km 1109+334
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A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.

Sinalização e segurança durante as obras

Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.

Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.

Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.

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Mato Grosso

Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

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Carlos Garcia aponta como alternativa um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano
 
A eletrificação total da economia ainda está longe de ser realidade em Mato Grosso. A limitação da infraestrutura elétrica e o alto custo de expansão impedem que o estado dependa apenas de energia elétrica, o que abre espaço para o uso combinado de diferentes fontes energéticas.

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.

Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.

“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.

A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.

“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.

A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.

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“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.

O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.

Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.

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Mato Grosso

Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais

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Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.

A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.

A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.

Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.

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À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.

Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.

Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.

“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.

A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.

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