Mato Grosso
TCE inicia por Primavera do Leste auditoria na gestão de frota dos municípios
(foto: Secom PVA) |
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| Ônibus para o transporte de estudantes no município de Primavera do Leste |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso realizará auditorias de conformidade ao longo de 2019 para verificar se os municípios mato-grossenses implantaram novas rotinas de controle interno na gestão de suas frotas. A ação fiscalizatória é consequência de levantamento feito pelo TCE-MT em 2017 sobre o controle realizado nessa área por 122 municípios. À época, foram realizadas diversas recomendações às prefeituras municipais. Primavera do Leste foi a cidade escolhida para receber a primeira auditoria, o que resultará na fiscalização de recursos públicos na ordem de R$ 6.238.206,55, utilizados com manutenção de veículos.
As auditorias serão realizadas pela Secretaria de Controle Externo de Administração Municipal, que instruirá processos para posterior julgamento. A linha de trabalho será a de checar se houve melhora na gestão das frotas, confrontando a situação atual com aquela encontrada durante o levantamento feito em 2017. O levantamento constatou inúmeras fragilidades, desperdício de recursos públicos e resultados negativos no transporte escolar, atendimento de urgência e emergência por meio de ambulâncias, no recolhimento de lixo e patrulhamento de ruas e avenidas, entre outros.
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| GESTÃO DE FROTAS | CLIQUE E VEJA O RESULTADO DA AVALIAÇÃO |
O levantamento foi feito por meio do Programa de Aprimoramento do Sistema de Controle Interno dos Fiscalizados – Aprimora, do TCE-MT. O resultado mostrou que, na metade dos municípios, o controle interno na gestão de frotas era incipiente e nenhum deles atingiu a meta de 70% do nível de maturidade.
Do total de municípios avaliados, 52,46% alcançaram nível de maturidade inicial, 43,44% dos municípios apresentaram nível de maturidade básico e apenas 4,10% alcançaram o nível intermediário. Em nenhum deles o controle interno na gestão de frotas é efetivamente positivo. Ver mais informações AQUI.
O secretário da Secex de Administração Municipal, Francisney Liberato Batista Siqueira, explica que a auditoria já em andamento na cidade de Primavera do Leste está verificando o gerenciamento do abastecimento de frota, o processo de aquisição de veículo, combustíveis e acessórios, regulamentação das rotinas pertinentes à gestão de frotas, estado de conservação dos veículos e observância das normas técnicas quanto ao armazenamento de óleos e combustíveis.
O trabalho está sob a supervisão do auditor Dyego de Jesus Barbara e coordenação do auditor Benedito Francisco Leite Filho. Tem ainda a participação do auditor Clóvis de Almeida Godoi Junior.
| •RESULTADOS POSITIVOS | Melhor prestação de serviços na área da Educação e alimentação escolar |
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| Alimentação escolar infantil | Horta da Escola de Ipiranga do Norte |
O programa foi criado em 2015 pelo TCE-MT com objetivo de melhorar a gestão de riscos e os controles internos nas prefeituras municipais, oferecendo subsídio aos gestores públicos do Estado no processo de aperfeiçoamento da gestão pública, estimulando, inclusive, o enfrentamento da corrupção, além de contribuir para a construção de bases sólidas para o Sistema de Controle Interno da Administração Pública.
O coordenador do programa, Richard Maciel de Sá, registra que foram feitas oficinas e treinamentos para os controladores internos de 122 municípios e identificados os pontos de controle que deveriam ser melhorados. Os resultados foram encaminhados aos prefeitos e estes deveriam ter produzido um Plano de Ação para implantarem novas rotinas de controle.
O Programa Aprimora foi apresentado como case de sucesso no Fórum Nacional de Controle, ocorrido em Brasília em 2018, em evento organizado pelo Tribunal de Contas da União. Contou com a parceria da Controladoria-Geral da União (CGU) no desenvolvimento de materiais e metodologias a fim de desenvolver o Sistema de Controle Interno das Organizações Públicas mato-grossenses.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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