Mato Grosso
Corpo de Bombeiros extingue três incêndios florestais e combate quatro neste sábado (9)

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, três incêndios florestais e segue atuando, neste sábado (9.8), no combate a outros quatro focos ativos no estado.
Os focos extintos foram registrados em uma propriedade no município de Alto Paraguai e outro em Jauru. Um incêndio florestal também foi combatido em uma região conhecida como Fião, localizada no Pantanal mato-grossense, em Poconé.
O incêndio no bioma teve início neste sábado e foi controlado com o apoio de três equipes. A rápida resposta foi possível graças à instalação da Sala de Situação Descentralizada em Poconé, que permite o monitoramento contínuo e mais eficiente das ocorrências na região pantaneira.
As equipes do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas no combate a um incêndio florestal em uma fazenda localizada às margens da MT-326, no município de Cocalinho. A operação teve início na quinta-feira (7) e conta com o apoio de maquinário e um caminhão-pipa, além da equipe. Até o momento, cerca de 20 mil litros de água já foram utilizados para conter a propagação das chamas.
Além disso, os bombeiros também atuam no combate a queimadas irregulares nos municípios de Maringá, União do Sul e Itaúba. As operações contam com o trabalho direto das equipes em campo, de forma ininterrupta, com foco na contenção das chamas e na preservação de propriedades rurais e de vidas.
Fiscalização e Monitoramento
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 18 focos de calor ativos em todo o estado. Desse total, oito são classificados como incêndios florestais em terras indígenas, enquanto um ocorre em uma fazenda em Campo Verde. Os outros nove focos restantes correspondem a queimadas irregulares.
As ocorrências em terras indígenas incluem: três focos na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia; dois na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; um na Terra Indígena Parabubure em Campinápolis; um na Terra Indígena Marãiwatsédé em São Félix do Araguaia, e um na Terra Indígena Capoto/Jarina em Peixoto de Azevedo.
Por serem áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros não foi acionado.
Já os outros nove focos de calor ocorrem em várias regiões do Estado e são decorrentes de uso irregular do fogo e estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 51 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desses, 37 estão na Amazônia e 14 no Cerrado. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro.
Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal no bioma, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 ou 190.
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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