Mato Grosso
Seduc participa do Seminário Municipal do Alfabetiza MT em Peixoto de Azevedo

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) está fortalecendo o diálogo com as comunidades escolares por meio do projeto Giro pelas Escolas MT, que nesta semana chegou ao Polo Regional de Matupá. A iniciativa percorre, ao longo de 2025, todas as 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) do Estado para ouvir gestores, professores, estudantes e demais profissionais da educação.
Nesta sexta-feira (19.9), o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, participa da abertura do Seminário Municipal do Alfabetiza/MT de Peixoto de Azevedo, na Escola Municipal Dom Helder Câmara. A programação prossegue com visitas as escolas 19 de Julho, Kreen Akarorê, Luciene Cardoso de Oliveira e a Militar Tiradentes 2º SGT PM Luciano José Queiroz.
No polo de Matupá, que reúne municípios como Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte, a equipe da Seduc participa de reuniões de trabalho, visitas técnicas a 12 escolas e encontros com coordenadores pedagógicos, secretários escolares e representantes da comunidade.
Segundo o secretário de Educação, Alan Porto, a escuta ativa é o eixo central da ação. “O objetivo é claro, que é abrir espaço para que quem vive a rotina escolar tenha voz e seja parte da construção das soluções para os desafios do ensino”.
Segundo ele, o giro é uma oportunidade para identificar, junto a quem está no dia a dia das escolas, os obstáculos reais à aprendizagem e buscar soluções coletivas. “Esse processo fortalece o sentimento de pertencimento e valoriza os profissionais da educação”, afirma.
Outro ponto de destaque é o espaço dado aos estudantes. O secretário avalia que, ao abrir canais para que jovens expressem suas necessidades e sonhos, a Seduc contribui para o protagonismo juvenil e cria condições para projetos pedagógicos mais conectados à realidade das novas gerações. “Em tempos de desmotivação e evasão escolar, ouvir o aluno é também um ato de prevenção”.
Durante esta etapa, Alan Porto participa de ato cívico na Escola Estadual Cívico-Militar Albert Einstein e da abertura do projeto SAEB Altas Horas na Escola Estadual União, ambos em Matupá. Questões como alfabetização, transporte escolar e o projeto Muxirum também estão na pauta de discussões.
Para a diretora regional de Educação do polo matupá, Maríndia Becker, em Matupá e municípios vizinhos, a equipe da Seduc está presente não apenas para fiscalizar ou orientar, mas para sentar à mesa, ouvir histórias e acolher demandas, muitas vezes urgentes, de quem convive diariamente com os desafios do ensino. Essa postura, segundo ele, rompe a lógica verticalizada das políticas públicas, em que decisões são tomadas longe das salas de aula, e traz a escola para o centro das soluções.
“Com quase 12 mil estudantes matriculados somente na região de Matupá, a iniciativa representa um passo essencial para tornar as políticas públicas de educação mais conectadas às necessidades locais e fortalecer o Regime de Colaboração entre Estado e municípios”, conclui Maríndia Becker.
O Giro pelas Escolas já passou por polos como Barra do Garças, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Rondonópolis, Confresa, Alta Floresta e Juína. As próximas etapas ocorrerão em Sinop, Diamantino, Primavera do Leste, Cáceres e na Direção Metropolitana de Educação, em Cuiabá, garantindo que todas as regiões do Estado sejam contempladas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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