Mato Grosso
Obra da orla de Santo Antônio de Leverger entra na reta final; entrega anima empresários com alta do turismo e economia local

As obras da nova orla de Santo Antônio do Leverger entraram na reta final e já estão com 94% de conclusão. Com investimento de R$ 16 milhões do Governo de Mato Grosso, a estrutura vai transformar as margens do rio em um espaço moderno de lazer, convivência e turismo, beneficiando diretamente moradores e visitantes.
Para quem vive da atividade turística, a expectativa é de um salto na economia local. Marcelo Porto, proprietário de um restaurante tradicional há mais de 50 anos na beira do rio, destaca o impacto positivo que a obra deve trazer.
“Vai ser um impulso violento, uma nova etapa do turismo em Santo Antônio. Até então, a gente trabalhava mais de dia, mas agora acredito que o movimento vai ser ainda maior à noite, porque vai ser um lugar arejado, gostoso e com segurança”, afirmou.
A nova orla terá 12,8 mil metros quadrados de área urbanizada, com calçadão, dois bares, playground coberto, espaços de convivência, estacionamento, arborização e iluminação para uso também no período noturno. O projeto ainda inclui recuperação ambiental e paisagismo, garantindo integração entre a infraestrutura e a beleza do Rio Cuiabá. A previsão de entrega é ainda para este ano.
De acordo com o superintendente de Obras Civis da Sinfra, Wellington Romero, a obra já está em fase de acabamento.
“É a etapa final, com colocação de piso e paisagismo. Essa orla vai ser um cartão-postal da cidade, oferecendo lazer para a população e atraindo turistas, ao mesmo tempo em que valoriza o comércio local”, destacou.
Além de Santo Antônio, o Governo de Mato Grosso está investindo em orlas em mais cinco municípios: São Félix do Araguaia, Santa Terezinha, Luciara, Barão de Melgaço e Cáceres. No total, são R$ 68 milhões aplicados na requalificação urbana de áreas estratégicas, fortalecendo o turismo e a qualidade de vida em Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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