Mato Grosso
Hospital Regional de Alta Floresta promove 68 procedimentos vasculares

O Hospital Regional de Alta Floresta, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou 68 procedimentos de cirurgia vascular na semana passada. A ação fez parte de uma iniciativa internacional da “vWIN Foundation”, que reúne especialistas de diferentes países para promover educação médica, intercâmbio científico e ações humanitárias relacionadas às doenças venosas e linfáticas.
O projeto V-Help 2026 integra uma rede global dedicada à melhoria do diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças venosas e linfáticas, fortalecendo a cooperação entre profissionais de saúde e instituições. O evento ainda contou com palestras e trocas de experiências multiprofissional, com tutores do Brasil, Itália, Romênia, Holanda, Austrália e França.
Entre os atendimentos estão tratamento cirúrgico de varizes, radiofrequência, termoablação de veia safena com técnicas minimamente invasivas, e espuma (polidocanol), além de tratamento especializado de feridas.
“Dentre os atendimentos realizados, o mutirão atendeu 42 mulheres para tratar doenças venosas e linfáticas. A iniciativa engloba uma das ações do hospital para reforçar a campanha da Secretaria de Estado de Saúde em prol da saúde da mulher, em alusão ao mês de março, reconhecido como o mês das mulheres”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
Segundo a diretora do Hospital Regional de Alta Floresta, Taniele Mechi, os procedimentos realizados no último domingo e segunda-feira (15 e 16.3) foram guiados por equipamentos de imagem de última tecnologia. Mais de dez médicos participaram de todo o processo, entre eles as cirurgiãs vasculares do próprio hospital, Bárbara Melo e Jaqueline Fernandes.
“É com muita satisfação que o Hospital Regional de Alta Floresta será o único do Brasil a receber o projeto V-Help neste ano, e que pudemos contemplar mais de 50 pacientes com cirurgias vasculares. Agradecemos a toda a equipe e, em especial, ao diretor técnico doutor Duarte Antônio Guerra, que planejou e executou a ação com maestria, eficiência e compromisso com a qualidade em assistência aos pacientes. O evento também reforça o compromisso do hospital com o ensino científico, tecnologia e humanização”, analisou.
A cirurgiã vascular Gisele Peron, do projeto V-Help 2026, que já participou de missões humanitárias na África, América e Indonésia, elogiou a receptividade das equipes do Hospital Regional de Alta Floresta.
“O hospital funcionou de forma perfeita. Nós fomos muito bem recebidos, toda a equipe, do início ao fim. Os pacientes ficaram felizes com o tratamento e a gente recebeu material pra fazer tratamento minimamente invasivo que, normalmente, não teria no sistema público. Tudo funcionou em um fluxo ótimo: as internações, a entrada dos pacientes no centro cirúrgico, a limpeza de sala, o aspecto prático também foi perfeito, além do aspecto humano de receber a gente com muito carinho”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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