Mato Grosso
Abril fecha com 3.005 reclamações junto ao Procon estadual
A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor registrou no mês abril 3.005 atendimentos. No Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) foram 1.813 registros e outros 1.192 pela plataforma de atendimento online – www.consumidor.gov.br.
No Sindec, a campeã de reclamações ainda é a categoria “Serviços Essenciais”, com 1.041 registros. Liderando o setor está “Energia Elétrica” com 504 atendimentos, seguido por “Água e Esgoto”, 299 registros. Na terceira posição aparece “Telefonia Celular”, com 170 reclamações.
O segundo lugar do ranking é ocupado pelo setor de “Assuntos Financeiros”, que teve 327 reclamações. “Cartão de Crédito” e “Financeira” estão empatados com 71 procedimentos cada. Em seguida aparecem “Banco Comercial”, com 68, “Cartão de Loja”, com 39
A área “Serviços Privados” ficou em terceiro lugar no ranking, com 196 registros: 57 para “TV Por Assinatura (Cabo, Satélite, Etc.)”, 22 para “Agências e Operadoras de viagens (pacotes turísticos)” e 18 para “Escola (Pré, 1º, 2º Graus e Superior)”.
Já “Produtos”, com 195 registros, ocupa a quarta posição, com: 26 procedimentos para “Combustível Automotivo (Gasolina, Álcool, Diesel, Gás)”, 14 para “Internet” e “Telefone (Convencional, Celular, Interfone, Etc.)” e 10 para “Móveis para Quarto”.
A área “Saúde” ocupa o quinto lugar do ranking com 34 reclamações, seguido por “Habitação”, que tem 13 registros. A última posição do ranking de abril é ocupada pela área “Alimentos”, com sete registros.
Atendimento Online
Pela plataforma www.consumidor.gov.br o Procon estadual registrou 1.192 reclamações, sendo que neste caso a área de “Telecomunicações” é que lidera o ranking de reclamações, com 445 registros. Em segundo lugar está ”Serviços Financeiros”, com 346 reclamações, seguido de ”Transportes”, com 135 registros.
A quarta posição aparece com “Produtos de telefonia e informática”, que teve 101 reclamações. Já na quinta posição, a categoria “Demais Serviços” registrou 50 reclamações. O sexto lugar é ocupado pela área de “Produtos Eletrodomésticos e Eletrônicos”, com 43 registros, e o sétimo por “Demais Produtos” – 40 registros.
Em oitavo lugar, com 21 reclamações, está a área “Turismo/Viagens”, seguida por “Saúde”, com nove. Em décimo colocado ficou “Alimentos”, com dois registros.
As categorias “Água, energia e gás”, “Educação” e “Habitação” não tiveram registro no mês de abril na plataforma www.consumidor.gov.br .
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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