Mato Grosso
Ações do Dia do Campo Limpo beneficiam mais de 1200 famílias em Mato Grosso

Foto: Assessoria
Com ações sociais em 14 cidades de várias regiões de Mato Grosso foi comemorado a 16ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo, entre os dias 15 e 20 de agosto, uma iniciativa do Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários do Estado de Mato Grosso (Cearpa MT) e suas associadas, com atendimento de 1256 famílias. Neste ano, devido à condição de pandemia, todas as atividades presenciais foram substituídas por ações virtuais e por trabalhos solidários nestas localidades.
Para a executiva do Cearpa Mato Grosso, Erika Segóvia, este ano, mais do que nunca, mostrou a união do setor com o movimento solidário de ajudar o próximo, com doações cestas básicas, kits de higiene pessoal, produtos de limpeza, álcool em gel e 400 litros de leite. “As ações do setor da distribuição de insumos agropecuários do Mato Grosso, vai além da sustentabilidade do campo e neste ano realizamos ações sociais em todos os municípios e região em que o Cearpa está presente. Tivemos envolvimento de todo o setor da distribuição, dos gestores e funcionários das unidades de recebimento de embalagens vazias, todos com um único objetivo, o bem estar social e isso foi muito gratificante”, disse.

Foto: Assessoria
O presidente do Cearpa Mato Grosso, Amarildo Perin, destaca a importância do trabalho sustentável desenvolvido pelas associações e valoriza os demais integrantes do sistema. “Durante todo o decorrer do ano, o Cearpa faz um grande trabalho em parceria com os produtores rurais e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), com a o recebimento e destinação das embalagens vazias de defensivos agrícolas. Paralelamente, realizamos eventos de conscientização e educação ambiental, sempre junto à comunidade. Este ano não foi diferente, especialmente no momento que estamos passando, de enfrentamento à pandemia do COVID 19, permanecemos junto à comunidade, prestando todo apoio aos que mais precisam”, finalizou.
Ao todo foram 17 instituições contempladas, nos municípios de Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Campos de Júlio, Diamantino, Ipiranga do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sapezal, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Tapurah.
A secretária de Assistência Social e primeira-dama do município de Sorriso, Jucélia Ferro agradeceu a ação solidária em prol do mais necessitado. “É com muita gratidão que recebemos estas doações do Cearpa, o que reforça que a produtividade do campo, os cuidados com o meio ambiente e com o bem-estar da comunidade são a chave para o desenvolvimento sustentável”, falou.
O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008 e anualmente a celebração é realizada pelas unidades de recebimento de embalagens vazias.
Sobre o Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (canais da distribuição de insumos, agricultores e fabricantes, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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