Política MT
Agricultura baseada em processos é solução para produzir sem agrotóxicos
Foto: Flávio André / Assessoria de Gabinete
Os riscos da intoxicação por agrotóxicos e as alternativas para plantio sem veneno foram debatidos em mesa redonda no Seminário de Educação do Vale do Arinos (Seva), realizado no campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Juara (696 km de Cuiabá). Um dos debatedores, deputado estadual Lúdio Cabral (PT) contou as dificuldades na votação de projetos de lei para regular e reduzir o uso de agrotóxicos no estado.
“A realidade que temos hoje não é produto do acaso, é produto dos interesses que nos governam, e do que está por trás do próprio Estado”, disse Lúdio, lembrando que o governador quer extinguir o órgão responsável pela assistência técnica à agricultura familiar, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). A mesa redonda foi realizada na quinta-feira (5) e teve como tema Educação, Meio Ambiente e Saúde do Trabalhador.
Lúdio Cabral citou que soja e algodão juntos correspondem a 35% do PIB, mas contribuem com apenas 3% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado. A soja tem um faturamento de R$ 48 milhões por ano em Mato Grosso, dos quais R$ 35 milhões são exportados e, portanto, livres de pagar imposto, em função da Lei Kandir.
“Esse modelo baseado no latifúndio, na concentração da propriedade da terra, na monocultura e na exportação de produtos primários concentra renda e riqueza, o que faz o nosso estado ser rico com uma população empobrecida”, analisou Lúdio.
Juara é um dos 30 municípios de Mato Grosso que forneceram dados ao Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde. Na análise, foram detectados 27 agrotóxicos na água, conforme o Mapa dos Agrotóxicos elaborado em reportagem investigativa da Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye.
A nutricionista e doutoranda em Saúde Coletiva, Márcia Montanari, pesquisadora do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), citou os riscos de ser direta e indiretamente exposto aos agrotóxicos. “Trabalhadores rurais, famílias que residem próximas a lavouras e comunidades no entorno estão sujeitas à exposição direta aos agrotóxicos. Mas todos nós estamos expostos indiretamente”, observou.
O Neast pesquisa a relação entre agrotóxicos e diversas doenças. “O câncer em crianças e jovens de até 19 anos é o mais suscetível a condições ambientais. Quando começa aumentar o número de casos nessa faixa etária é porque há fatores ambientais influenciando o desenvolvimento do câncer”, citou Márcia.
O engenheiro agrônomo Rogério Leschewitz, que trabalha na Empaer, demonstrou experiências com agroecologia na agricultura familiar, que utiliza os processos da natureza como base e é uma alternativa ao modelo de produção com alto uso de agrotóxicos e baseado na compra de insumos.
“Não precisamos de insumos externos para produzir porque sabemos os processos da natureza. Os sistemas agroflorestais são o futuro da agricultura familiar. Você mistura árvores, frutas, hortaliças, flores, o que você quiser, respeitando a técnica humana. Técnicas e tecnologias existem. Por que não aplicar?”
O agrônomo destacou que existe demanda de mercado para vender a produção sem agrotóxicos. “A agricultura orgânica demorou 10 anos para ter um crescimento de 30%. Só no ano passado, porém, ela cresceu 25%, e neste ano a previsão é que cresça 27%. É um crescimento exponencial. Não é mais um nicho de mercado”, observou.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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