Mato Grosso
Aproximação abre novas possibilidades a acadêmicos de Direito
Júlia Bezerra Marques, de 19 anos, aluna do segundo ano do curso de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), visitou o Ministério Público de Mato Grosso no ano passado, durante a Semana do Calouro, e resolveu voltar em 2022. “Toda vez que a gente vem aqui é um ensinamento novo, não adianta vir só uma vez. Abre muitas portas para nos auxiliar na decisão de qual profissão seguir. Estando aqui, humanizamos a figura do promotor de Justiça e é muito bom esse contato. Foi uma manhã inspiradora e motivacional”, contou.
Para Nicole Decker, de 18 anos, que está iniciando o curso, o evento foi enriquecedor e abriu novas possibilidades. “Não sabia nada sobre o Ministério Público e agora estou cogitando essa carreira, por trabalhar com o cidadão e ajudar as pessoas de forma mais direta”, pontuou. Em nome dos cerca que 50 alunos que estiveram presentes, o vice-presidente do Centro Acadêmico do curso, Gabriel Montagna, agradeceu à instituição. “Acredito que essa experiência que temos na Semana do Calouro é muito importante para ajudar na tomada de decisão de qual profissional queremos ser. E os senhores nos deram verdadeiras aulas hoje, que serão muito úteis nessa decisão. Só temos a agradecer”, observou.
A aula desta terça-feira (23) foi diferente. Os acadêmicos do curso de Direito foram recebidos na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, por integrantes da instituição, que tiveram a missão de explicar as atribuições e a missão constitucional do Ministério Público. Além do conhecimento adquirido com a experiência, os alunos foram presenteados com o livro Processo penal convencional e fundamentos das obrigações positivas do Estado em matéria penal, oferecido pela Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT) em parceria com o MPMT. A visita foi articulada pelo promotor de Justiça do Núcleo de Defesa da Vida, Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, que também é professor doutor da UFMT.
Entusiasta da sinergia entre o Ministério Público e a academia, Antônio Sérgio Cordeiro Piedade falou sobre o papel fundamental do movimento estudantil para a redemocratização do Brasil e enfatizou a importância de os estudantes terem a dimensão do que é uma universidade pública. “A Faculdade de Direito é a casa do saber democrático, a casa da pluralidade, a casa do debate democrático. Então, tenham a dimensão de que aquele que flerta com o arbítrio e com a ruptura institucional, merece o nosso repúdio. Viva a democracia, viva o Estado Democrático de Direito”, afirmou.
Sobre o papel do Ministério Público, o promotor de Justiça destacou que o constituinte de 1988 foi extremamente sábio ao criar uma instituição (MP) que, como disse o ministro José Celso de Mello Filho, não serve a governos, a pessoas ou a grupos ideológicos. “O Ministério Público não se curva à onipotência do poder, não importa a elevadíssima posição que autoridades possam ostentar na hierarquia da República. O Ministério Público não é aquele que acusa, é aquele que defende o património público, os direitos humanos, os direitos fundamentais, o meio ambiente, o consumidor, a criança e adolescente, o idoso, a orfandade, o luto, a madrastaria da vida e, sobretudo, a vítima”, enfatizou.
Em nome do procurador-geral de Justiça, o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Deosdete Cruz Junior, deu as boas-vindas e provocou nos acadêmicos o desejo de conhecer um pouco mais sobre o Ministério Público, para que a visita tenha utilidade prática. Orientou que leiam dos artigos 127 a 129 da Constituição Federal, que fazem 84 referências ao Ministério Público, as leis orgânicas Nacional (Lei nº 8.625/1993) e Estadual (Lei Complementar nº 27/1993) e as leis especiais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei dos Juizados Especiais, de Ação Civil Pública, entre outras.
“Nosso intento é realmente que vocês conheçam um pouco mais sobre a instituição, que mais e mais acadêmicos venham ao Ministério Público com o grande propósito de tornar as aspirações da Constituinte de 1988 uma realidade concreta. Reduzir desigualdades, combater o crime em todas as suas modalidades, defender os interesses difusos e coletivos na área de infância e juventude, meio ambiente, consumidor, proteção de pessoas com deficiência, evitar e punir atos de corrupção são apenas algumas das formas de atuação do Ministério Público. Enquanto esses objetivos cravados na Constituição não forem atingidos, nós membros do Ministério Público teremos muito a fazer”, finalizou Deosdete Cruz Junior.
Em nome da Faculdade de Direito, o professor diretor Carlos Eduardo Silva e Souza agradeceu pela acolhida. “Essa é uma instituição de importância gigantesca, porque cuida de valores essenciais da nossa sociedade. E ter um pouco do tempo desses integrantes destinado a acolher os alunos e explicar como o Ministério Público atua, é uma grande oportunidade. Quero, mais uma vez, agradecer ao MPMT por abrir as suas portas e nos receber de forma tão calorosa”, disse. Ao relembrar que foi estagiário no Ministério Público de Mato Grosso, reforçou ter “muita admiração e respeito pela instituição, pela sua representatividade e pelas importantes funções que desempenha para nossa sociedade”.
Também foram expositores os promotores de Justiça Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Wesley Sanches Lacerda, Caio Márcio Loureiro e César Danilo Ribeiro de Novais, e o diretor-adjunto da Faculdade de Direito da UFMT, professor Welder Queiroz dos Santos. O evento contou com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.
Fonte: MP MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:14Reunião entre organização da Cavalgada da Exposul e Juvam renova ações de conduta para a 38ª edição
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:40CONSEMMA aprova até R$ 60 mil por mês para custear horas delegadas dos Bombeiros no combate às queimadas em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:10Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje
-
Mato Grosso21/07/2026 - 19:29Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:46Sistema Fiemt realiza nos próximos dias várias ações em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 17:50Associados da CDL terão capacitações exclusivas antes do Liquidaqui








