Mato Grosso
Artesanato mato-grossense se destaca em feira nacional e movimenta R$ 249 mil

O artesanato de Mato Grosso teve presença marcante na 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada de 9 a 20 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Ao todo, 991 peças foram comercializadas no estande do Estado, gerando um faturamento de R$249 mil.
Entre os principais destaques da edição, está o núcleo de produção de artesanato do povo indígena Waurá, do Alto Xingu, que alcançou vendas superiores a R$90 mil. Também representaram o Estado a Associação das Redeiras de Limpo Grande, Tece Arte, de Várzea Grande, e três artesãos individuais.
O estande mato-grossense reuniu obras que evidenciam a diversidade cultural, os saberes tradicionais e a conexão com a natureza. Os itens comercializados, com preços entre R$10 e R$15 mil, incluíram peças feitas com cerâmica, fibras naturais, madeira, sementes, bordados e biojoias.
Ao todo, 78 artesãos participaram da feira de forma direta ou indireta, reforçando a relevância do setor artesanal para a geração de renda e fortalecimento da identidade cultural de Mato Grosso.
A participação mato-grossense foi articulada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que coordenou a seleção dos artesãos e garantiu o suporte necessário para a logística de exposição.
Também com o apoio da secretaria, o artesanato de Mato Grosso participou neste ano da 19ª edição do Salão do Artesanato, realizada em São Paulo, e da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), em Cuiabá, onde movimentaram, juntos, mais de R$ 215 mil. As feiras contribuíram para ampliar a visibilidade do artesanato local e fortalecer a geração de renda por meio da valorização da cultura regional.
A coordenadora de artesanato da Sedec, Lourdes Sampaio, ressalta que a presença das peças de Mato Grosso em feiras do setor são importantes não apenas para a valorização da arte manual, mas também para a divulgação do Estado enquanto atrativo turístico.
“Participar dessa feira é uma oportunidade singular para nossos artesãos, pois além de comercializarem suas peças, eles representam e compartilham a riqueza da identidade cultural mato-grossense com um público amplo e diversificado”, disse.
Agenda nacional e vitrine local
A próxima oportunidade para o público conhecer o artesanato produzido em Mato Grosso será no 9º Salão Nacional do Turismo, que acontece de 21 a 23 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo. No mês de setembro, entre os dias 09 e 14, os artesãos do Estado também marcarão presença na 7ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Cultura, a Fenacce, em Fortaleza.
Além disso, a Loja do Artesanato de Mato Grosso, inaugurada em 05 de julho e localizada no piso L2 do Shopping Estação, segue ativa expondo cerca de 600 peças produzidas por 35 artesãos de 14 municípios mato-grossenses.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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