Mato Grosso
“Articulação do vice-governador foi fundamental para cooperativa agroindustrial vir para Água Boa”, destaca prefeito

O prefeito de Água Boa, Mariano Kolankiewicz Filho, afirmou que a articulação do vice-governador Otaviano Pivetta viabilizou a instalação de uma cooperativa agroindustrial no município. A declaração foi feita durante a cerimônia de inauguração, realizada nesta segunda-feira (20.1), no município (a 525 km de Cuiabá).
“O que vemos hoje é fruto de muito trabalho e dedicação, especialmente do vice-governador Otaviano Pivetta, que há pouco mais de dois anos esteve conosco, ouvindo nossas necessidades e apresentando as potencialidades de Mato Grosso para a Cocamar. Estamos muito otimistas com o impacto que esse projeto trará não apenas para o desenvolvimento econômico, mas para todas as áreas do nosso município e do nosso Estado”, afirmou o prefeito.
A nova unidade da Cocamar Cooperativa Agroindustrial ocupa 20 hectares e conta com uma moderna infraestrutura para o armazenamento e comercialização de grãos com capacidade para até 110 mil toneladas. A unidade também se dedicará ao recebimento e comercialização de gergelim, um produto de grande potencial na região. Para isso, foram instaladas novas moegas, silos e equipamentos que trarão mais eficiência e qualidade ao processo.
“Essa inauguração só foi possível graças ao esforço conjunto de todos, e em especial ao vice-governador Otaviano Pivetta. Sua dedicação ao desenvolvimento de Mato Grosso foi essencial para que a Cocamar chegasse a Água Boa, e temos a certeza de que essa parceria só trará frutos positivos para todos nós”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço.
Em seu discurso, o vice-governador Otaviano Pivetta enfatizou a importância das parcerias entre o Estado e os municípios para o progresso contínuo de Mato Grosso.
“Nós temos a capacidade de investir no futuro de Mato Grosso. Se mantivermos esse ritmo de trabalho, conseguiremos investir R$ 60 milhões nos próximos 10 anos, com o objetivo de melhorar cada vez mais a infraestrutura, educação e saúde do nosso Estado. O nosso objetivo é que, em 10 anos, Mato Grosso seja o Estado com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil”, afirmou Otaviano Pivetta.
Ainda em agenda no município, o vice-governador participou da inauguração da Escola Municipal de Educação Infantil Izabel Favaretto Zandoná e se reuniu com autoridades locais para ouvir pedidos e viabilizar a construção de um novo Batalhão da Polícia Militar e de um quartel do Corpo de Bombeiros na cidade.
O evento contou com a presença do deputado estadual Dr. Eugênio, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda; do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain; do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau Souza Junior; e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Flávio Gledson.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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