Mato Grosso
Atletas de Mato Grosso competem neste sábado (3.5) em evento realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro

Mato Grosso sedia no próximo sábado (3.5), a partir das 8h, o Meeting Paralímpico, que abrange competições de atletas com deficiência do alto rendimento e da iniciação esportiva. Idealizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o evento conta com a parceria da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) para sua realização no Estado.
Com provas de atletismo e natação, as atividades ficarão concentradas no Centro Olímpico de Treinamento (COT) e na Piscina da Universidade Federal do Mato Grosso, em Cuiabá. Haverá disputas com atletas de alto rendimento e também competições escolares, que servem como seletivas para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares.
A programação contempla também as Paralimpíadas Universitárias, as Paralimpíadas Militares e as disputas Intercentros, estas últimas voltadas para crianças de 7 a 10 anos, dos Centros de Referência Paralímpicos no Estado. Ao todo, 140 esportistas se inscreveram para o evento.
Na seletiva estadual das Paralimpíadas Escolares, estão inscritos 63 estudantes, na faixa etária de 11 a 17 anos. Os jovens esportistas representam os municípios de Alto Garças, Alta Floresta, Cáceres, Cuiabá, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Paranatinga, Rondonópolis, Sorriso e Várzea Grande.
Em paralelo ao Meeting, a capital mato-grossense recebe ainda o Fórum Regional de Atletas Paralímpicos, que visa preparar os participantes para atuação em representações do segmento. Também promovido pelo CPB, o encontro ocorre de 3 a 5 de maio, no auditório da Arena Pantanal.
O Meeting Paralímpico é realizado desde 2021 pelo CPB com o objetivo de desenvolver o paradesporto em todo o território nacional. Entre abril e agosto deste ano, o evento irá passar por todos os estados e pelo Distrito Federal. Neste sábado (3), a programação ocorre também em Curitiba (PR).
Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Cuiabá ou Curitiba podem enviar um e-mail para [email protected] com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e o veículo pelo qual irão cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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