Mato Grosso
Atletas serão surpreendidos por novos obstáculos na 4ª edição da ‘Rotam Extreme’
Não há mais vagas para a ‘Rotam Extreme’, prova que neste ano será realizada em 07 de julho, em Cuiabá. Em sua 4ª edição, a corrida de obstáculos do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel, unidade especializada da Polícia Militar, já é considerada uma das mais importantes de Mato Grosso.
Para os 1.500 atletas inscritos estão reservadas muitas surpresas, começando pela renovação da lista de obstáculos. Entre as novidades está um paredão de cordas. Assim como nas edições anteriores, serão dezenas de obstáculos naturais e construídos em um percurso de 5km.
Várias razões levam atletas amadores e profissionais a essa competição. Testar a capacidade física, superar os próprios limites ou simplesmente interagir em família ou com os amigos, entre outras.
Em um encontro no Parque Tia Nair, o tenente Thiago Satiro Albino e o soldado Thiago Barbosa de Souza motivaram as atletas do ‘Squad65 Runners’, um dos muitos grupos de inscritos. A brincadeira incluiu simular largada da corrida, “pagar” flexões e, claro, lembrar que além da incentivar a prática esportiva para melhoria da saúde e qualidade de vida, a Rotam Extreme’ tem uma boa causa.
A renda do evento é revertida para manutenção e estruturação dos projetos sociais ‘Jiu Jitsu Rotam’ e ‘Escolinha de Futebol’, que juntos atendem mais de 200 crianças e adolescentes. Nessas duas ações sociais os policiais trabalham como voluntários na prevenção às drogas e violência, cidadania e já estão revelando talentos no tatame e nos gramados.
Este mês, sete atletas conquistaram medalhas no jiu jitsu em competição de nacional, realizada em São Paulo. E cinco da escolinha de futebol estão em processo de seleção para equipes de base de times nacionais.

A interação com as atletas incluiu brincadeiras, como “pagar” flexões(foto: cabo Wddsmayk – PMMT)
Motivada
Aos 41 anos, Karen Cristina Arrais é o retrato da disposição. Ela se orgulha, com razão, da própria história, ao contar que começou a participar de provas no momento em que planejava perder peso e testar seu condicionamento físico. Anos depois, além de eliminar 15 quilos passou a ganhar posições. Na edição do ano passado, a 3ª, concluiu o percurso de 5km em 39,56 minutos e ficou na terceira posição em sua faixa etária.
Para Leiliane Nascimento não bastou participar da corrida. Ela quis mostrar a outros membros da família que era possível transpor os obstáculos por mais difíceis que pudessem parecer. Ano passado, em sua segunda participação, levou o primo, Cristiano Araújo. Este ano, Leiliane e o primo terão a companhia de Paulo Roberto, 14 anos, filho dela.
Tanto Karen como Leiliane disseram que não é uma corrida fácil. “Nos divertimos muito e o tempo todo é um incentivando e até ajuda o outro. Ao final temos a certeza de que somos capazes de superar nossos próprios limites” descreve Leiliane.
Já a jornalista gaúcha Luiza Menezes, 29 anos, recém-chegada a Cuiabá, ex-atleta de natação, participará pela primeira vez, segundo ela, na condição de curiosa. “Estou indo para conhecer e me divertir, sem compromisso com tempo e posição”, diz. Luiza escolheu a ‘Rotam Extreme’ para estrear nas corridas.

Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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