Política MT
Audiência pública debate desafios da cultura no estado
Foto: Helder Faria
Os desafios do setor da cultura em Mato Grosso foram debatidos em audiência pública na Assembleia Legislativa na tarde de quinta-feira (23). A discussão foi requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT) e reuniu gestores municipais, representantes da Secretaria Estadual de Cultura, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e dos conselhos de cultura, além de artistas e produtores de áreas como audiovisual, teatro, artes plásticas, artesanato, música e museus.
O maestro da Orquestra Sinfônica da UFMT, Fabrício Carvalho, disse no encontro que o estado é rico em cultura, porém faltam recursos para manter o setor. “Temos de discutir fórmulas práticas de fazer com que a sociedade tenha acesso aos bens culturais, já que cultura Mato Grosso tem muito. Um estado híbrido como o nosso tem muita cultura”, sustentou Carvalho. “Precisamos de uma lei do mecenato. O dinheiro está no mercado e a Secretaria de Cultura deve fazer essa intermediação”, defendeu o maestro.
A elaboração de uma lei para incentivar o setor privado a investir em cultura no estado também foi apontada como prioridade pelo vice-presidente do Conselho Estadual da Cultura, Luciano Carneiro Alves. Em sua fala, ele ainda criticou o não cumprimento da Lei Estadual nº 10.379/2016, sobre o Fundo Estadual de Política Cultura.
“Ano após ano um calote tem sido dado. A expectativa que tivemos na aprovação da lei até hoje está frustrada”, denunciou. “O contingenciamento na cultura chega a 70, 80%. É um valor irrisório e que poderia dinamizar a vida de muita gente que espera esses recursos”, completou o representante do conselho.
Aos presentes, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec, admitiu o problema com repasses ao fundo. Ele explicou que hoje o orçamento do fundo é de R$ 28 milhões, enquanto, de acordo com a lei, o orçamento deveria ser de R$ 53 milhões, já levando em conta o contingenciamento de 30% feito pelo governo. “Nós não podemos abrir mão do restante do dinheiro e acredito que ele vai ser destinado”, garantiu o titular da pasta.
Allan Kardec também comunicou que esteve trabalhando numa proposta de lei de mecenato e que ela deve ser apresentada à Assembleia até o começo de junho. “Hoje temos a lei praticamente finalizada. Nós vamos mexer nos incentivos [para buscar recursos]. Hoje o estado tem quatro bilhões de reais de renúncia”, explicou. O secretário disse ainda que trabalha para lançar três editais. Um para todas as áreas da cultura, um exclusivo para municípios que têm fundo de cultura e um edital para literatura. Segundo Kardec, o fomento deve sair a partir do próximo semestre, uma vez que a secretaria ainda tem muitas dívidas a pagar, incluindo de governos passados.
A gestora cultural e diretora do Museu de Arte Sacra, Viviene Lozi, destacou a necessidade de melhorar a gestão dos museus. “Através de termo de colaboração com o governo do estado no modelo de gestão compartilhada, nós estamos com dois museus. Esse formato é muito importante porque, além de ajudar a gestão pública, também permite a instituição a buscar outros recursos”, explicou. Ela lembra que o Museu de Arte de Cuiabá e o Museu Histórico de Mato Grosso estão fechados e defende que o modelo seja adotado logo para que esses espaços possam reabrir.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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