Política MT
Audiência pública irá debater criação de comitê de prevenção ao suicídio
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
A Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, nesta quarta-feira (4), requerimento para a realização de audiência pública com o objetivo de debater a criação do Comitê Estadual de Promoção à Vida e Prevenção ao Suicídio e à Automutilação. A audiência acontecerá no dia 30 de setembro, às 9h, no auditório Licínio Monteiro.
“Estamos no mês de setembro, em que focamos o combate ao suicídio. É importante chamar a sociedade para essa discussão e a Assembleia Legislativa é o espaço adequado para isso. A problemática do suicídio acaba aparecendo na mídia quando há algum caso de grande repercussão, mas as pessoas não veem os casos que acontecem rotineiramente. É necessário que se abra essa discussão”, destacou o presidente da comissão, deputado estadual João Batista (PROS).
Delegacia da Mulher – Na ocasião, o parlamentar também entregou aos demais membros da comissão informações enviadas pela Polícia Judiciária Civil (PJC) acerca da situação das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDM-MT).
No documento, enviado em resposta a um requerimento apresentado por João Batista, a PJC presta contas dos avanços e deficiências registrados em unidades de Cuiabá e municípios do interior. Entre os principais problemas, o o presidente da comissão citou a inexistência de uma unidade que em regime de plantão 24h.
“Com relação ao plantão da Delegacia da Mulher, que foi fechado em Cuiabá, a resposta que recebemos é que está sendo feito um estudo para que seja reaberto. Não é possível que uma mulher vítima de violência seja conduzida a uma delegacia normal, junto com todo tipo de criminoso. A Delegacia da Mulher precisa funcionar 24h, até porque temos informações que a maior parte das agressões acontece à noite e aos finais de semana”, disse.
O deputado Delegado Claudinei (PSL) reforçou a necessidade de funcionamento da delegacia em regime de plantão, porém destacou a falta de efetivo como um fator que dificulta o atendimento da demanda por parte da Polícia Civil.
“Hoje precisaria de, no mínimo, cinco delegados só pra revezar no plantão da delegacia, 5 escrivães e, no mínimo, mais 15 investigadores, só pra atendimento dessa delegacia, fora os profissionais da área de saúde, como assistentes sociais e psicólogos. Sabemos da dificuldade financeira do estado, mas é necessário prestar um atendimento diferenciado às mulheres vítimas de violência. Essa demanda é um sonho nosso como delegado de polícia e de toda a população”, afirmou.
Segundo João Batista, a comissão irá analisar as informações enviadas pela PJC e cobrar as devidas providências junto aos poderes constituídos. O deputado informou ainda que as informações também serão encaminhadas à Câmara Setorial Temática (CST) criada para debater propostas de leis e políticas públicas de efetivação de direitos às mulheres de Mato Grosso, da qual a Assembleia Legislativa é integrante.
Projetos de lei – Durante a reunião foram aprovados pareceres favoráveis a 16 projetos de lei e um projeto de resolução relacionados a Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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