Mato Grosso
Batalhão Fazendário recebe nova frota para reforçar operações integradas de fiscalização
A Secretaria de Fazenda (Sefaz) renovou a frota de veículos utilizados pelo 27º Batalhão Fazendário (BPMFaz), com a entrega de 15 caminhonetes Mitsubishi, modelo L200 Triton. As novas viaturas reforçarão as ações de fiscalização em rodovias e postos fiscais, garantindo a segurança das operações, aumentando a difusão de risco fiscal e o combate à sonegação de impostos.
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, destaca que a parceria com a Policia Militar sempre existiu e que a criação do Batalhão Fazendário trouxe mais segurança às operações de fiscalização tanto para os motoristas, quanto para os fiscais.
“Além de garantir a segurança, o Batalhão Fazendário está aqui para ajudar nas informações para a constituição do crédito tributário quando, eventualmente, se deparar com uma situação que esteja havendo sonegação fiscal. A Polícia Militar é uma força que está representada em todo estado e o apoio da instituição no combate à sonegação e na difusão do risco fiscal é muito importante”, afirma o secretário.
De acordo com o comandante do 27º BPMFaz, Ten Cel PM Waldir Félix, a renovação da frota com veículos mais apropriados traz segurança e autonomia, fortalecendo as atividades desenvolvidas pelos policiais. “É um anseio antigo que o Batalhão Fazendário pudesse ter um veículo adequado ao serviço policial. A gente entende que, a partir de agora, vai ser potencializado ainda mais as operações integradas entre a Polícia Militar, através do Batalhão Fazendário, e a Secretaria de Fazenda”.
O comandante explica, ainda, que a unidade atua de forma integrada nos postos fiscais e em operações de fiscalização volantes, que são realizadas nas rodovias e regiões de fronteira. Além disso, o Batalhão Fazendário é autorizado a abordar os veículos e coletar informações, por meio do documento Notícia de Fato Tributário (NFT), para registro de possíveis irregularidades fiscais e tributárias ocorridas no trânsito de mercadorias.
“Hoje nós trabalhamos nessas três frentes garantindo 100% da atuação e segurança na fiscalização, para o fiscal e para o motorista. A presença da Polícia Militar acaba inibindo, também, o crime como um todo”, ressalta o Ten Cel PM Waldir Félix.
O Batalhão Fazendário é um órgão integrante da Polícia Militar de Mato Grosso, vinculado administrativo e operacionalmente à Unidade Militar de Operações Conjuntas da Secretaria de Fazenda. Atualmente, a unidade conta com uma tropa de 26 policiais que trabalham diretamente com as equipes de fiscalização da Sefaz.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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