Mato Grosso
Cadastro na Matrícula Web começa nesta terça-feira (04.12) no site da Seduc
Começou nesta terça-feira (04.12) o período de cadastro no portal da Matrícula Web. O processo é indicado para pais e/ou responsáveis que desejam matricular novos estudantes na rede pública de ensino ou transferi-los de unidade.
Efetuar o cadastro, nesse momento, não significa garantir a matrícula em nenhuma escola do estado. Trata-se do primeiro passo para a efetivação do processo, que só é finalizado em janeiro.
“É importante que a comunidade entenda que esse é o início de todo o processo. O cadastro é a apenas uma forma de estar conectado com o sistema da Seduc, de gerar um login e senha que serão utilizados no dia da matrícula”, lembrou a técnica da Gestão Escolar da Seduc, Josinete Silva Ferraz.
Por isso, os interessados devem acessar o site http://www.seduc.mt.gov.br, clicar no banner da Matrícula Web e completar o cadastro com as informações necessárias sobre o usuário.
Calendário de matrículas
Finalizado o primeiro momento, em janeiro começam as matrículas. Essa fase que foi separada em três etapas, sendo elas: matrículas nas creches; escolas de Cuiabá e, por fim, matrículas nas escolas de Várzea Grande e do interior do Estado.
Com o login e senha em mãos, para os pais e/ou responsáveis devem acessar novamente a página da Matrícula Web, nos dias 07 e 08 de janeiro, para matricular estudantes nas creches estaduais.
Nos dias 10 e 11 de janeiro, a matrícula e/ou transferência é somente para as escolas de Cuiabá.
Por fim, a última etapa ocorre nos dias 15 e 16 de janeiro, para matrícula e/ou transferência nas escolas estaduais de Várzea Grande e do interior do Estado.
Número de vagas e confirmação
Um dia antes da abertura das matrículas será divulgada, no sistema da Seduc e também no mural das escolas, a quantidade de vagas que estarão disponíveis para novos alunos nas unidades.
Após selecionar a escola desejada no sistema, será expedido o comprovante de solicitação de matrícula, que deverá ser apresentado na escola, confirmando assim, a matrícula.
Informações: 0800-65-1717
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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