Mato Grosso
Campanha de vacinação contra Influenza e Sarampo inicia na segunda-feira (11) em MT
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) inicia na próxima segunda-feira (11.04) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e Sarampo. Para a primeira fase das campanhas, Mato Grosso recebeu e distribuiu 397.800 doses das vacinas.
As campanhas nacionais iniciaram nesta segunda-feira (04.04), no entanto, conforme explica a superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES-MT, Alessandra Cristina de Moraes, houve a necessidade de adequação do Estado a nova data de início da campanha devido a entrega gradativa dos imunizantes por parte do Ministério da Saúde.
“Mantivemos a data de término das campanhas de acordo com a prevista pelas diretrizes nacional, que é o dia 03 de junho e também o dia D da vacinação, marcado para 30 de abril (sábado), mas foi necessária adequar à data de início devido ao envio irregular dos imunizantes”, acrescenta a gestora.
Alessandra ressalta ainda que a campanha de vacinação contra a influenza coincidirá com a continuidade de realização da vacinação contra a Covid-19. “Assim, é importante que seja priorizada a administração da vacina Covid-19 para as crianças de cinco a 11 anos de idade contempladas no grupo prioritário para a influenza e que ainda não foram vacinadas contra o coronavírus. Nestas situações, deve-se agendar a vacina influenza, respeitando o intervalo mínimo de 15 dias entre as vacinas”, pontua.
O Estado recebeu, até o momento, o total de 234.800 doses da vacina contra Influenza e 163.000 doses da vacina tríplice viral, que será utilizada na campanha do sarampo (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola).
Vacina contra a Influenza
A meta do Estado de Mato Grosso para a vacinação contra influenza é de 1.104.012 pessoas do público-alvo. A meta preconizada é de vacinar, no mínimo, 90% de cada um dos grupos prioritários.
A campanha de vacinação contra influenza será executada em duas etapas, sendo a primeira, que começará no dia 11.04 e vai até o dia 02 de maio, para o seguinte público: trabalhadores da saúde e idosos com mais de 60 anos.
Já na segunda etapa, que terá início no dia 03 de maio e término no dia 03 de junho, será a vez do seguinte público alvo: crianças de seis meses a cinco anos de idade; professores; puérperas; gestantes; pessoas com comorbidades e deficiência permanente; indígenas; forças de segurança, salvamento e forças armadas; trabalhadores do transporte coletivo e caminhoneiros; população privada de liberdade e adolescentes em medidas sócio educativo e funcionários do sistema prisional.
Vacina contra o sarampo
Na campanha contra o Sarampo, serão vacinadas de forma indiscriminada as crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade (04 anos, 11 meses e 29 dias) e os trabalhadores da saúde. A meta do Estado é de 255.438 crianças e 77.636 trabalhadores da saúde. A meta preconizada é de vacinar, no mínimo, 95% das crianças. Para os trabalhadores da saúde não haverá meta de cobertura vacinal.
“Alertamos para o fato de que não há contraindicação da vacina tríplice viral em pessoas que tenham alergia ao ovo. No entanto, por precaução, recomenda aos pais que tenham filhos com história de anafilaxia (alergia grave) ao ovo para que observem o ambiente de aplicação da vacina, para que o mesmo tenha condições adequadas de atendimento de urgências/emergências”, pontua Alessandra.
O que é o sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa, aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças menores de um ano de idade. A estratégia de vacinação contra o sarampo com a vacina tríplice viral, foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1992, com o propósito de controlar surtos de sarampo, reduzir internações, complicações e óbitos. A vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação ativa do vírus do sarampo no país, minimizar a carga da doença, proteger a população, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde em decorrência de mais esse agravo.
O que é a influenza
A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade. A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com o propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo. A vacinação contra a influenza permitirá, ao longo de 2022, prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença e óbitos, minimizar a carga da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários, que podem ser confundidos com os da covid-19, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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