Política MT
CCJR realiza sua última reunião ordinária da 18ª Legislatura
Foto: HELDER FARIA / ALMT
Deputados estaduais devem votar o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2019, que se encontra sob análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, em reunião extraordinária, nas dependências do plenário. O processo todo está previsto para acontecer até quinta-feira (31/1) , prazo para o encerramento da atual legislatura, e assim já remetê-lo (PLOA 2019) à votação, uma vez que nesta sexta-feira (1/2) a Assembleia Legislativa dá posse aos parlamentares componentes da 19ª Legislatura.
A peça orçamentária recebeu 223 emendas, sendo 203 acatadas e 20 rejeitadas. A matéria estava na pauta da última reunião ordinária da CCJR que ocorreu na tarde de hoje (28), mas foi retirada de pauta. O presidente da CCJR, deputado Max Russi disse que, como chegaram muitas emendas alguns parlamentares querem analisar melhor o relatório final. Segundo ele, as duas comissões terminativas, a de Constituição e Justiça e a de Fiscalização e a de Fiscalização e Orçamento devem se reunir e emitir um parecer conjunto.
Quanto ao relatório final da CPI dos Fundos, o Projeto de Resolução 2/2019, também ficou para apreciação posterior. A matéria está sob relatoria da deputada reeleita Janaína Riva (MDB), que acompanhou os trabalhos feitos pelos deputados Allan Kardec e Nininho junto ao texto e, após isso, emitirá o relatório. A CPI foi designada para apurar e investigar a arrecadação dos recursos oriundos das contribuições do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), Lei nº 7.263/2000, referente ao Fethab "Adicional" (Artigo 14-K) e ao Fethab "Combustível (Capítulo III), bem como a aplicação dos referidos recursos e investigar os recursos oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação(Fundeb), e sua distribuição, na forma da legislação vigente e recomenda à adoção de providências.
A CCJR aprovou um projeto de autoria do deputado Wilson Santos (PL 739/2015) dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de sistemas de alarme e monitoramento em todas as barragens e represas existentes em Mato Grosso. A medida pode, por exemplo, evitar tragédias como a que ocorreu na sexta-feira (25), em Brumadinho, em Minas Gerais, quando uma barragem rompeu deixando centenas de vítimas. Em Mato Grosso existem 67 barragens cadastradas e vistoriadas, sendo que destas, somente uma, a Barragem Br Ismael, localizada em Poconé, se encontra interditada por conta de irregularidades. Santos lembrou que “ essa medida proposta pode evitar tragédias “. A matéria está em consonância com a preocupação do governo mato-grossense, que anunciou ontem (28), um acordo com a Agência Nacional de Mineração em Mato Grosso, para intensificação da fiscalização de barragens no estado.
Também foi aprovado pela CCJR parecer contrário em PL 373/2017, de autoria do deputado Sebastião Rezende (PSC) que dispõe sobre a obrigatoriedade de todas as maternidades de Mato Grosso disponibilizarem pulseiras antissequestros para recém-nascidos e dá outras providências; PL 471/2016, de José Domingos Fraga, que dispõe sobre a criação de Núcleos de Terapia Ocupacional dentro das escolas públicas de ensino do Estado de Mato Grosso. Esta foi a última reunião ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da legislatura que se finda em 31 de janeiro.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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