Mato Grosso
Chef de Cuiabá vence reality Fecha a Conta no Mais Você
O chef de Cuiabá Hugo Rodas, responsável pelos restaurantes Seu Majó, foi o grande vencedor do reality Fecha a Conta, edição Arroz, do programa Mais Você. A final foi realizada na manhã desta segunda-feira (20) e foi transmitida ao vivo.
Para garantir o prêmio de R$ 10.990 que levou do programa, Hugo Rodas teve que preparar uma refeição completa: o risoto de sua preferência para o prato principal e uma sobremesa feita com arroz também. O tempo de prova foi de uma hora e dez minutos.
O risoto escolhido por Hugo foi feito com arraia, crosta de castanhas-de-caju, bacon e redução de laranja. O arroz escolhido foi o arbóreo. Já para a sobremesa, o chef do Seu Majó fez um caramelo salgado e usou framboesa e manjericão. O arroz doce arbóreo foi cozido com fava de baunilha. O prato caiu na graça dos jurados.
Depois da avaliação de Bruno Katz e Ana Luiza Trajano, que são fixos do Fecha a Conta Arroz, e do jurado convidado Nello Garaventa, Hugo foi declarado o vencedor da competição.
Vale lembrar que todos os competidores receberam R$ 20 mil para comprar os ingredientes, mas precisavam economizar, já que o prêmio para o vencedor é o valor que restou da competição.
Para Hugo, a vitória representa uma superação. Não foi fácil chegar à final e foi preciso suar a camisa. Além de precisar de criatividade para surpreender os jurados, ainda tinha que correr contra o tempo. Porém, ele mostrou que é possível inovar com um prato que é a paixão do brasileiro: o arroz.
O chef até tentou se organizar e se programar, fazendo uma lista de possíveis pratos criados por ele e que poderiam ser preparados durante o reality, mas no fim das contas, acabou não fazendo nenhum deles. “Imagina você criar esse prato com a Ana Maria falando, o Louro José do lado, a câmera na sua frente e apenas 3 minutos para fazer compras? Quando você termina, pensa: poxa, eu poderia ter feito outra coisa. Gera uma insegurança, mas graças a Deus deu tudo certo”, relata Hugo.
Hugo aproveitou para agradecer a torcida e o carinho que recebeu da população de Cuiabá que acompanhou a disputa e transmitiu energias positivas, principalmente nas redes sociais com a hashtag #teamhugo. O apoio da família e amigos também foi fundamental.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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