Mato Grosso
Com 89% da obra executada, Centro Logístico será referência estadual em gestão de estoques de medicamentos

As obras do Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (Celad), em Cuiabá, estão próximas de serem concluídas. A obra já está com 89% de execução, e a previsão é de que o empreendimento seja entregue à população ainda em 2025, conforme o cronograma da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
Com o total de 20.429,30 m² de área construída, o local está sendo projetado para se tornar a principal unidade estadual de armazenamento e distribuição de medicamentos e compostos para os 142 municípios de Mato Grosso. Além disso, o local atenderá às demandas logísticas das Secretarias de Estado de Educação e de Planejamento.
O investimento previsto pelo Governo do Estado para a obra é de aproximadamente R$ 73 milhões. Até agora, foram executados os serviços de concretagem, que servirá de base para estrutura, seguido da montagem da estrutura e seu fechamento. Também foram construídos o bloco administrativo e a cabine de energia.
As próximas etapas a serem concluídas são a concretagem do pátio e iluminação externa, acabamentos do setor administrativo, a parte elétrica de alta tensão e os serviços de alarme e detecção de incêndio.
Atualmente, as obras estão concentradas em atividades para garantir padrões modernos de armazenamento e segurança, como o fechamento com isopainel, tratamento de juntas de piso, concretagem do pavimento externo, cabeamento elétrico e pintura epóxi.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou a importância do Celad para a eficiência da Rede Estadual de Saúde.
“A finalização do Celad não só vai aprimorar a logística e a distribuição de medicamentos, como também garantirá que todo o processo de armazenamento esteja em conformidade com as normas, assegurando a segurança e a eficácia na entrega dos insumos fundamentais para a saúde da população”, declarou.
Já a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, destacou que a previsão de entrega da obra é para 2025.
“As obras do Celad estão entrando em fase de finalização e o nosso cronograma prevê a conclusão ainda em 2025. O nosso objetivo é disponibilizar uma estrutura ampla e moderna para garantir o armazenamento seguro dos itens relacionados à assistência farmacêutica da SES”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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