Mato Grosso
Com apoio do Governo de MT, Expoagro 2025 deve movimentar R$ 20 milhões e atrair 300 mil pessoas

Com expectativa de movimentar cerca de R$ 20 milhões em negócios e atividades econômicas, a 57ª edição da Expoagro, a maior feira agropecuária, industrial e comercial de Mato Grosso, deve receber mais de 300 mil visitantes e consolidar Mato Grosso como Estado do agronegócio brasileiro.
O evento será realizado de 10 a 20 de julho, no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, e a expectativa é que a quantidade de público supere os 280 mil registrados no ano passado.
A feira contará com apoio institucional do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que terá estande próprio e participação no congresso técnico, além de iniciativas voltadas à difusão de novas tecnologias e fortalecimento das cadeias produtivas.
“A Expoagro é a maior vitrine do agronegócio de Mato Grosso, reunindo o que há de mais moderno em produção sustentável, genética animal, agroindústria e inovação. O governo está sempre ao lado de quem produz, apoiando iniciativas como essa que unem entretenimento, informação técnica e oportunidades de negócios”, afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, durante o lançamento da programação da feira, na noite de quinta-feira (10.4).
O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, destaca que esta será uma edição marcada por novidades, recordes e ações sociais.
“Vamos ter shows de alto nível, mais de 2 mil empregos gerados direta ou indiretamente, uma programação técnica com a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) e as federações, além da meta de arrecadar 30 toneladas de alimentos para doação”, disse.
Programação
A programação inclui quatro dias de rodeio com premiações recordes, vitrine de animais, minicursos, exposição comercial, parque de diversões e praça gastronômica, além de grandes shows nacionais como Ana Castela, Maiara & Maraísa, Léo Santana, Ferrugem, Zé Neto & Cristiano e outros. A venda de ingressos começa no dia 15 de abril.
No campo técnico, o Fórum dos Setores Produtivos abordará o tema “Agro e Clima”, com 14 palestras promovidas em parceria com a UFMT e o projeto Conect Zoo Agro. O evento reafirma a conexão entre ciência, mercado e sustentabilidade.
A cerimônia oficial de abertura será realizada no dia 11 de julho, às 18h. A entrada será gratuita em sete dos dez dias de programação, reforçando o caráter inclusivo da feira, que combina negócios, formação profissional e entretenimento de massa.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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