Política MT
Comissão da AL e Bustamante discutem os impasses para nomeações em concurso público da área de segurança pública
Legislação federal vigente e situação orçamentária foram uma das condições apresentadas pelo secretário da Sesp-MT

Delegado Claudinei conduziu a reunião extraordinária com a presença do secretário Bustamante- Foto: Assessoria
O secretário Alexandre Bustamante da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), na manhã desta quarta-feira (17), atendeu a convocação do deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Delegado Claudinei (PSL), para esclarecimentos sobre ordens judiciais e a falta de nomeação dos aprovados em concurso público. Essa demanda atende a solicitação feita pelo parlamentar por meio do requerimento de n.º 217/2020 e protocolada na Casa de Leis.
Inicialmente, Delegado Claudinei agradeceu o atendimento por parte de Bustamante e parabenizou a nomeação dos novos delegados de polícia na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), ocorrida nesta quinta-feira (16). O parlamentar reconheceu a decisão tomada pelo governo estadual em atender a instituição com o aumento do efetivo de pessoal. “É importantíssima essa nomeação. Mas, a gente espera que em breve tenhamos novas convocações, além destes 27 novos empossados, para atender os municípios do interior que são carentes por falta destes profissionais”, posiciona.
Nomeação
Uma das indagações apresentadas no requerimento pela Comissão de Segurança Pública da Casa de Leis foi a situação quanto a convocação dos aprovados em concursos públicos para atender a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso.
Em referência ao cadastro de reserva para o cargo de agentes de segurança para o Sistema Socioeducativo, Bustamante explica que acredita que todos os aprovados tenham ciência que já existem decisões tomadas pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que são bem específicas. “O candidato aprovado em concurso público no formato de cadastro de reserva é mero detentor de expectativa de direito à nomeação. Mas, não quer dizer que o Estado não vai nomear”, esclarece o secretário.
Alexandre explica que não foi possível a nomeação dos aprovados ano passado, devido ao estado de Mato Grosso ter passado por uma situação de calamidade financeira. “Estamos fazendo toda uma reengenharia tanto do Sistema prisional como do socioeducativo, no que diz respeito a nomeação dos servidores aprovados. Se eu não tenho orçamento disponível, eu não posso nomear. A nomeação é um ato privativo de uma pessoa, o governador do Estado. O que fazemos como Secretaria são projeções, estratégias e indicações para que sejam nomeados os servidores. Se o Estado não tivesse interesse, não fazia a prorrogação do concurso”, pontua.
Sistema Socioeducativo
Um dos fatos a serem elucidados são os prédios do sistema socioeducativo que estavam previstos a serem construídos em nove municípios, sendo que em outubro de 2018, com acordo judicial – essa situação não foi resolvida – em que há um bloqueio judicial de mais de R$ 30 milhões para o devido atendimento.
Os servidores já nomeados no Sistema Socioeducativo, Bustamante esclareceu que atendem as necessidades da instituição. Tanto que o governo estadual já realizou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público (MPMT), Defensoria Pública e Poder Judiciário de Mato Grosso para que sejam construídas novas unidades que atenderão os municípios mato-grossenses de Tangará da Serra, Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis. “Depois de construídas, vamos fazer a avaliação para ver a necessidade ou não de contratação. O Estado não tem a obrigatoriedade de nomeação. Havendo a necessidade, vai nomear”, enfatiza Bustamante.
“Essa demanda tem mais de 15 anos no Estado e já foi objeto de bloqueio. Hoje, vamos fazer as unidades em quatro municípios. O valor médio e orçado de cada unidade seria de uma média de sete milhões de reais. O projeto da Secretaria é da modalidade pré-moldado para que a obra seja feita de forma bem rápida”, finaliza o secretário sobre a construção dos prédios para atender o Sistema Socioeducativo.
Delegado Claudinei aproveitou a justificativa do secretário para saber se ele estava ciente quanto a decisão judicial da 5° Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, em 10 de junho de 2020. “Nós tivemos uma liminar deferida, para a nomeação de agentes de segurança do último concurso do Sistema Socioeducativo que pediram a suspensão dos contratos precários que estão celebrados e, consequentemente, faça a nomeação dos aprovados no certame. O juiz deferiu em parte. A tutela é de urgência”, expõe o presidente da Comissão.
Ele acrescentou que a liminar determina ao requerido, no caso o estado de Mato Grosso, que deixe de efetuar novas contratações temporárias, em detrimento aos classificados em concurso público e faça a nomeação dos mesmos, na medida das necessidades da administração pública, para que possam no ato de aptos, após procedimento admissional, serem empossados nos cargos.
Bustamante em contrapartida posicionou que não recebeu a intimação desta decisão. “Tenho que ser intimado desta decisão. O oficial de justiça ainda não chegou até a mim. Não discuto decisão judicial. Mesmo que no futuro tenha recurso da PGE (Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso), a gente vai nomear. É só chegar à determinação e encaminho para a PGE para cumprir”, dispõe o secretário.
Outros assuntos discutidos foram sobre a homologação do concurso da polícia penal e de profissionais de nível superior para atender o Sistema Penitenciário para dezembro de 2020. Segundo Bustamante não há previsão de contratação e, sim, uma parceria público-privada que ainda vai passar por um estudo. “O TAC prevê a possibilidade de contratação de terceirizados. Há possiblidade de parceria público-privada. Ainda vou montar uma comissão com a presença de servidores para verificar se é viável fazer essa estrutura economicamente ao Estado. No sistema prisional, a polícia penal faria o seu papel propriamente dito”, diz Alexandre.
Em relação à Politec, o secretário esclarece que cargos de papiloscopista é um cargo vigente. Em relação aos outros cargos, já se encontra em andamento um planejamento para realizar concurso. “Só peço o empenho da Comissão para que disponibilize orçamento suficiente para que a gente possa nomear estes servidores. A questão de orçamento é responsabilidade da Assembleia, ela que faz a organização para que o Estado utilize”, explica Bustamante.
Legislação Federal
O presidente da República Jair Bolsonaro sancionou a Lei Complementar de n° 173, de 27 de maio de 2020, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento a Covid-19, em que a União repassará um auxílio financeiro aos Estados, Distrito Federal e municípios para mitigar os efeitos financeiros para o combate ao novo coronavírus. Para o estado de Mato Grosso ficou estipulado a transferência pelo programa de cerca de R$ 1,3 bilhão.
Uma das regras impostas por essa lei vigente é que a nomeação em concurso público ocorrerá desde que seja feita reposição de cargos que não acarretem aumento de despesas ou decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios. Também, fica suspenso os prazos de validade dos concursos públicos já homologados em todo território nacional até o termino da vigência do estado de calamidade pública estabelecido pela União.
“Saiu um acordo entre o governo federal e os Estados, em que o governo federal indicou aos estados que quiserem receber o recurso federal, não nomeie ninguém. Isso, a gente tem que fazer com que abra uma exceção para área de segurança. Se não vamos passar até dezembro do ano que vem sem a possiblidade de nomear ninguém. E todos os concursos em razão deste acordo da legislação federal estão suspensos até o prazo de vigência. Temos que trabalhar junto com os parlamentares federais para que a gente tenha essa exceção”, enfatiza Bustamante.
Em relação as normas estabelecidas pela Casa de Leis devido à Covid-19, o local da reunião extraordinária ocorreu no plenário de deliberações Renê Barbour – por meio de videoconferência. Participaram também da ocasião, os representantes dos aprovados dos concursos públicos do Sistema Socioeducativo, Politec, Detran e Polícia Penal, respectivamente, Rodrigo Pereira de Arruda Rodrigues, Idejair Macencio Conceição, Eliane da Fonseca Maia e Marco Aurélio Gonçalves da Silva Teixeira.
Junto ao Delegado Claudinei, marcaram presença os outros integrantes da Comissão de Segurança Pública que são o vice-presidente Sílvio Fávero (PSL), membro titular Elizeu Nascimento (DC) e o suplente João Batista (PROS).
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Vereadora de Rondonópolis apresenta moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao STF

Foto: Assessoria
A vereadora Kalynka Meirelles (PL) protocolou na Câmara Municipal de Rondonópolis a Moção de Repúdio nº 0001/2026, manifestando posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o texto, a manifestação tem como base posicionamentos atribuídos ao indicado em temas considerados sensíveis, relacionados à interrupção da gravidez em estágio avançado. A moção ressalta a defesa da vida, da dignidade humana e dos princípios constitucionais.
A proposição, registrada sob o Protocolo Legislativo nº 1673/2026, será apreciada pelos vereadores em plenário. Caso aprovada, a moção formaliza o posicionamento institucional do Legislativo municipal sobre o tema.
O assunto pode gerar debate entre os parlamentares, diante da relevância nacional da indicação e das diferentes interpretações sobre questões jurídicas e sociais envolvidas.
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Pressão por votação da dosimetria reacende debate sobre presos do 8 de janeiro e papel do Senado

Uma agenda travada no Congresso Nacional voltou ao centro do debate político após a visita do influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Vinicius Santana à Câmara dos Deputados, acompanhado dos advogados Jeffrey Chiquini e Hélio Júnior. O grupo cobra do presidente do Senado a inclusão em pauta da análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Durante a agenda em Brasília, Vinicius afirmou que o acordo construído anteriormente não foi cumprido. “Nos tiraram a anistia e nos enganaram através da dosimetria”, declarou. Ao seu lado, o advogado Jeffrey Chiquini reforçou a crítica ao processo político que envolveu o tema: “Enganaram que teria a dosimetria. Na verdade, toda a direita foi enganada”.
O projeto em questão trata da individualização das penas aplicadas aos condenados pelos atos de depredação nas sedes dos Três Poderes, em Brasília. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas acabou sendo vetada pelo presidente da República, o que exige nova deliberação do Legislativo para eventual derrubada do veto.
Segundo Chiquini, a principal cobrança atual recai sobre a condução da pauta no Senado. “O povo tem o direito de exigir respeito e a gente precisa se levantar. Nós precisamos nos levantar pelos presos políticos”, disse. Ele também apresentou números sobre o cenário jurídico envolvendo os investigados e condenados: “São quase 2 mil processos. […] A última avaliação que fizemos aponta 179 presos espalhados no Brasil inteiro e mais de 800 condenações”.
A crítica central do grupo é de que a análise do veto estaria sendo postergada. De acordo com Chiquini, isso ocorre porque a matéria precisa ser votada na primeira sessão do Congresso após sua convocação. “O presidente do Senado não marca a sessão para não ter que analisar a derrubada do veto. Porque se ele marcar, tem que colocar em votação”, afirmou.
Vinicius Santana também destacou que a aprovação da dosimetria foi vista, por parte de setores da direita, como uma alternativa à anistia, diante da situação dos investigados. “Aceitamos a dosimetria por não aguentar mais ver pessoas sofrendo dentro da prisão”, declarou. Segundo ele, a ausência de deliberação mantém indefinições jurídicas e políticas sobre o tema.
O debate sobre os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro continua sendo um dos pontos de maior polarização no cenário nacional. De um lado, há a defesa de punições rigorosas aos envolvidos; de outro, grupos políticos e jurídicos questionam a proporcionalidade das penas e cobram revisão dos processos.
A eventual análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria depende da convocação de sessão conjunta do Congresso Nacional, ainda sem data definida até o momento. Enquanto isso, a mobilização de parlamentares, advogados e influenciadores mantém o tema em evidência, pressionando por uma definição política e jurídica s
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Várzea Grande recebe unidade de saúde reformada para o Capão Grande

Na manhã desta quinta-feira (9), Varzea Grande recebeu a reforma completa da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria José Pedrosa, localizada no bairro Capão Grande. A entrega foi feita pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL) e do vereador Charles da Educação (União) e contou também com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde, vereadores, servidores públicos e moradores da comunidade.
A obra recebeu investimento total de R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil destinados por meio de emenda parlamentar do deputado Wilson Santos e R$ 200 mil de contrapartida da prefeitura. Durante a entrega, o deputado destacou a importância da parceria institucional para garantir melhorias à população e anunciou novos investimentos para o município em 2026, com a destinação de R$ 1 milhão para a saúde e R$ 3,5 milhões para a educação, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento da cidade.
“Uma gestão que começa a inaugurar obras é um novo ciclo. A Flávia vem mudando conceitos e paradigmas em Várzea Grande, na busca do melhor para a população – independentemente de partido. Não mede esforços para alcançar os resultados esperados e devolver a qualidade nos serviços de saúde para os moradores”, disse o deputado.
Wilson Santos aproveitou a oportunidade para anunciar mais emendas parlamentares para o município este ano de 2026, com R$ 1 milhão para a saúde e R$ 3,5 milhões para a educação. A prefeita municipal agradeceu os recursos. “Essa obra teve duração de quatro meses e meio e cumprimos o prazo. Estamos aplicando os recursos corretamente e entregando para o que é do povo. Agradeço à ele e ao vereador Charles que intermediou essa emenda para saúde. Essa unidade é de acolhimento, uma construção nova e acredito que a população do Capão Grande está ganhando um presente”, disse Moretti.
A UBS atende cerca de oito mil moradores da região e passou por uma readequação completa, incluindo ampliação e melhorias estruturais, como troca de telhado, reparos em infiltrações, substituição de pisos e revestimentos, renovação de portas e janelas, reconstrução dos banheiros, pintura geral e implantação de acessibilidade.
A nova secretária Municipal de Saúde, Valéria Nogueira, parabenizou a determinação de Flávia Moretti para ter a unidade de saúde reforma, a atuação da equipe de saúde como, também, a ex-secretária da pasta, Deisi Bacalon, que esteve à frente desta obra para que hoje pudesse atender toda a população com serviços e estrutura de qualidade.
O vereador Charles da Educação disse que a reforma é uma demanda da comunidade. “Nosso papel vai além de fiscalizar e cobrar. Temos que estar presente e dentro das comunidades e ouvir as demandas. E foi através das nossas andanças que a gente encontrou os moradores que pediram para irmos nesta unidade e ver os problemas existentes. E assim, fomos à Assembleia Legislativa e o deputado Wilson Santos prontamente se dispôs em ajudar”, declarou.
Durante o lançamento da nova unidade, foi feito uma visita pelas autoridades públicas – em todos os espaços da estrutura – que depararam com uma recepção ampla, salas para coleta de exames, vacinas, curativos, atendimento odontológico e multiprofissional, além de farmácia, lavanderia, escovódromo e cozinha.
Medicamentos – Além desta emenda, Wilson Santos também destinou no ano de 2025 mais R$ 500 mil para custeio e manutenção de estoques de medicamentos nas unidades básicas de saúde do município. A iniciativa reforça o seu compromisso com a saúde preventiva e no fortalecimento da rede pública de atendimento primário, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: ALMT – MT
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