Política MT
Comissão de Educação aprova 27 matérias em reunião ordinária
A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso apreciou 27 matérias – sendo 26 Projetos de Lei e um Projeto de Resolução – durante reunião ordinária realizada na tarde desta quarta-feira (10). Deste total, 23 projetos foram aprovados com pareceres favoráveis e quatro tiveram pedidos de vista acatados pelos deputados (PLs 293/19, 551/19, 464/19 e 394/19).
Participaram da reunião o presidente da comissão, deputado estadual Thiago Silva (MDB), o vice-presidente, Valdir Barranco (PT), e os deputados Wilson Santos (PSDB) e Dr. João (MDB).
Entre as matérias aprovadas com pareceres favoráveis, está o PL 553/19, apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que dispõe sobre a instituição de Programa de Prevenção às doenças ocupacionais do educador da Rede Estadual de Ensino e dá providências.
Segundo o parlamentar, é grande o número de professores licenciados devido à ocorrência desse tipo de doença. “Há muitos casos de professores com problemas de coluna, porque ficam muito tempo em pé, com alergias, problemas de voz, câncer nas cordas vocais e síndrome de Burnout, que é quando o indivíduo desenvolve fobia a ambientes com muitas pessoas”, afirmou.
Também foi aprovado o PL 389/19, de autoria do deputado Dr. João (MDB), que estabelece regras, condições e prazos para substituição dos contêineres utilizados como salas de aula na rede estadual de ensino por prédios de alvenaria.
Conforme texto do projeto, o Poder Executivo deverá proceder à substituição de 30% das escolas de lata em até dois anos, de 65% em até três anos e de 100% em até quatro anos. Na ocasião, o deputado Wilson Santos apresentou uma emenda com objetivo de autorizar a utilização de contêineres por um período máximo de seis meses – após finalizado o prazo de quatro anos determinado no projeto -, tendo sua proposta aprovada.
Audiência pública – Os deputados também aprovaram requerimento para realização de audiência pública no dia 26 de agosto, às 14h, para debater a importância da neurociência na educação e a inserção dessa disciplina na grade curricular nos cursos de educação do estado de Mato Grosso.
Visita técnica – A Comissão de Educação fará visita técnica à Escola Estadual Padre Firmo Pinto Duarte Filho, localizada em Cuiabá, na próxima terça-feira (16), às 9h. Segundo Thiago Silva, a escola funciona em contêineres, assim como diversas unidades no estado. “Os professores procuraram a comissão e nós vamos in loco verificar as condições atuais desses contêineres para que possamos cobrar do Governo do Estado agilidade nas obras de reforma e ampliação da escola”, anunciou.
Greve da Educação – Mais uma vez a reunião da Comissão de Educação contou com a presença de profissionais da educação que estão em greve desde o dia 27 de maio. O deputado Thiago Silva (MDB) afirmou que a comissão tem feito o seu trabalho para que governo e grevistas cheguem a um entendimento e a greve seja encerrada.
“Já nos reunimos com o chefe da Casa Civil, protocolamos um documento reforçando a pauta encaminhada pelo Sintep e o presidente Botelho fez um compromisso de se reunir ainda essa semana com o governador para chegar a um entendimento. Precisamos intensificar essa discussão para que possamos realmente ter um encaminhamento. É inadmissível que essa greve continue e o governo não tenha nenhum encaminhamento”, declarou.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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