Política MT
Comissão de Saúde recebe demandas sobre Tratamento Fora de Domicílio
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Vânia Barbosa mora em Várzea Grande e precisa levar o filho, Samuel, para tratamentos de saúde em Brasília (DF). Hoje com quinze anos, o jovem tem alcançado progressos que, de acordo com os pais, seriam impossíveis sem o trabalho de reabilitação desenvolvido num hospital brasiliense. Vânia foi uma das mães ouvidas pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), durante audiência pública realizada na segunda-feira (20) para debater o Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Esse tipo de tratamento é destinado aos pacientes com doenças não tratáveis no município de origem ou quando todas as alternativas existentes no município ou no estado se esgotam, forçando a busca por atendimentos em outros lugares para garantir a recuperação parcial ou total do paciente. Sendo assim, o TFD fornece ajuda de custo para pacientes e acompanhantes, concedendo transporte e diárias para custear alimentação e hospedagem.
O problema é que, apesar do processo de solicitação da ajuda de custo estar descrito num manual de normatização produzido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o repasse dos valores não tem acontecido no prazo estimado, o que aumenta os desafios para as famílias dos pacientes. “O dinheiro chega com muito atraso. Em alguns casos, recebemos meses depois da viagem. É angustiante sair de casa, ir para outro estado sem dinheiro. Às vezes, temos que contar com a solidariedade de pessoas que nos hospedam de graça ou dão descontos em pousadas e hotéis”, explicou Vânia.
Atualmente, o valor da ajuda de custo em Mato Grosso é de R$ 200 (com hospedagem), sendo R$ 24,75 oriundos do Ministério da Saúde e o restante é complementado pela SES. De acordo com o presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. João (MDB), a primeira audiência para discutir o TFD foi realizada em abril de 2023 e, desde então, alguns avanços aconteceram. “O aumento no valor da diária foi uma das conquistas. O que precisamos agora é dar efetividade aos processos estabelecidos no Manual, para que essas pessoas tenham dignidade em seus tratamentos”, disse o parlamentar.
Para Carol Meireles, presidente do Grupo Mães do TFD de Mato Grosso, a Comissão de Saúde da ALMT tem colaborado de forma significativa para melhorar as questões burocráticas com as quais os pacientes precisam lidar. Segundo ela, a partir das cobranças realizadas em outras audiências públicas, a SES incluiu o grupo de mães nas etapas de elaboração do novo Manual de Normatização.
A reunião teve a participação do promotor de Justiça Milton Mattos, representante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), que se prontificou a conduzir novas conversas com a SES para cobrar solução para as demandas dos pacientes. O deputado Lúdio Cabral (PT), membro da Comissão de Saúde, destacou a importância de novas audiências públicas com a presença de técnicos da SES e membros do Ministério Público. “Hoje não tivemos a participação da Secretaria de Estado de Saúde. Vamos promover novas reuniões para saber as dificuldades da pasta, propor soluções e avançar ainda mais nos tratamentos fora de domicílio”, destacou Lúdio.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Carlos Mesquita, esteve presente na audiência pública. De acordo com ele, a demora nos processos de pagamento das ajudas de custo é favorecida pelo número limitado de servidores atuando no setor responsável. Carlos defendeu a ampliação do número de profissionais e lembrou que a Secretaria ficou mais de 20 anos sem concurso público.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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