Mato Grosso
Corpo de Bombeiros inicia operação para reforçar segurança e prevenção de acidentes durante o Carnaval

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, na noite desta quinta-feira (12.2), a Operação Carnaval 2026, com foco na prevenção de acidentes, na vistoria dos locais de eventos e no atendimento emergencial a possíveis ocorrências. A ação tem como objetivo proteger foliões e a população, reduzir os riscos associados à grande concentração de pessoas e garantir que os festejos ocorram com mais tranquilidade e segurança.
A operação conta com 226 bombeiros militares e 64 viaturas, distribuídos entre equipes de prevenção, presença nos principais pontos de festa e nos locais com maior fluxo de foliões, além das equipes nas unidades operacionais. As ações da operação acontecem diretamente em 25 municípios, mas a corporação segue atendendo as ocorrências em todo o Estado.
Segundo o diretor Operacional, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, o período de Carnaval costuma registrar um aumento significativo de pessoas em locais públicos e grande movimentação nas rodovias. Para minimizar os riscos, o Corpo de Bombeiros Militar vai atuar de forma preventiva, reforçando a fiscalização, intensificando as vistorias das medidas de segurança nos locais de eventos, além de reforçar a pronta resposta às ocorrências.
“A operação conta com ações estratégicas e operacionais que visam reduzir os riscos associados aos festejos carnavalescos. O CBMMT reforça a importância da colaboração da população e estamos orientando os foliões a respeitarem as sinalizações, adotarem medidas preventivas e evitarem condutas de risco, garantindo um Carnaval seguro e saudável para todos”, afirmou.
A operação abrange especificamente ações de prevenção e combate a incêndios, salvamento, atendimento pré-hospitalar às vítimas, vistoria dos preventivos dos locais de eventos, assim como intervenções imediatas em situações de risco durante os festejos de Carnaval, eventos religiosos e em pontos com maior probabilidade de ocorrências.
As ações contemplam os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Rondonópolis, Primavera do Leste, Jaciara, Campo Verde, Alto Araguaia, Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças, Nova Xavantina, Confresa, Cáceres, Pontes e Lacerda, Comodoro, Tangará da Serra, Juína, Juara, Campo Novo do Parecis, Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte.
Nesses 25 municípios, as equipes atuarão de forma integrada, posicionados de forma estratégica para garantir maior eficiência nas ações e melhor cobertura das áreas com maior demanda durante o período festivo. A Operação Carnaval 2026 se encerra na Quarta-feira de Cinzas (18).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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