Mato Grosso
Corpo de Bombeiros resgata vítimas em andaime e telhado em ocorrências registradas em Alta Floresta e Sinop

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou dois resgates em altura em ocorrências registradas nesta quarta-feira (4.3), em Alta Floresta, e na terça-feira (3), em Sinop. As vítimas estavam em locais elevados e precisaram ser retiradas com o uso de técnicas de salvamento.
Em Alta Floresta (791 km de Cuiabá), os bombeiros resgataram, na manhã desta quarta-feira (4), um trabalhador da construção civil de 31 anos que sentiu fortes dores nas costas enquanto trabalhava em uma casa em construção, no bairro Jardim Universitário.
A ocorrência foi registrada por volta das 08h40, quando a Central de Operações de Bombeiros da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada para atender ao chamado.
Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que o trabalhador se encontrava a aproximadamente seis metros de altura, sobre um andaime da obra. Ele estava consciente e orientado, relatando intensa dor na região lombar e impossibilitado de se locomover.
Diante da situação, a equipe realizou os procedimentos de atendimento pré-hospitalar. A vítima foi imobilizada em prancha rígida e acondicionada em maca tipo cesto, com todas as fixações de segurança necessárias.
Para efetuar o resgate, os bombeiros militares montaram um sistema de salvamento com cabos, mosquetões, escada extensível e um freio oito, equipamento usado para controlar a descida em operações com cordas. A descida ocorreu com a técnica conhecida como escada trilho.
Após a retirada da vítima do plano elevado, o homem foi encaminhado à Unidade de Resgate e conduzido ao pronto-socorro para atendimento médico.
Em Sinop
O CBMMT socorreu, na tarde de terça-feira (3), um homem que ficou retido sobre o telhado de uma residência no bairro Jardim Paraíso II, em Sinop (a 502 km de Cuiabá).
O 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM) foi acionado por volta das 17h20 para atender a uma ocorrência de queda ao mesmo nível, na qual a vítima permaneceu sobre o telhado do imóvel.
No local, os militares constataram que o homem apresentava ferimento no joelho, com suspeita de fratura. Para garantir a segurança da operação, a equipe imobilizou a vítima e utilizou uma maca envelope para retirá-la do telhado.
Após o resgate, o homem foi encaminhado a uma unidade hospitalar. Não há informações das circunstâncias do acidente.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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