Política MT
Deputado Barranco não acredita em saída de MT da Amazônia Legal
Foto: PEDRO LUIS VELASCO DE BARROS
O deputado estadual Valdir Barranco (PT), durante entrevista realizada em uma emissora de rádio em Cuiabá, se posicionou contra os projetos em tramitação na Câmara Federal que visam a retirada de Mato Grosso da área da Amazônia Legal – proposto pelo deputado federal Juarez Costa (MDB). As medidas propõem a possibilidade de exploração em terras indígenas
O parlamentar classificou as matérias como “eleitoreiras” e mostrou que compartilha da opinião da correligionária, a deputada federal professora Rosa Neide, que é crítica de ambas as pautas. Para Barranco, os dois projetos não devem passar pela Câmara
“Acredito que não serão aprovados. O Brasil e o mundo estão muito atentos a essas aberrações que podem convencer determinado setor, mas o conjunto congressista, acredito que não. E haverá uma pressão da comunidade internacional muito grande. Se o Brasil já não está com uma boa imagem, vai ficar ainda pior”, afirmou.
Ao defender a proposta que retira o estado do bioma amazônico, Juarez Costa afirmou, em resumo, que o intuito da matéria é dar permissão ao Estado para produzir mais sem prejuízo ao meio ambiente.
“Eu sou biólogo. Isso é impossível, e nós sabemos que isso é jogar para a plateia. Não se retira um estado de um bioma simplesmente por lei. Tem todo um estudo geográfico, estudo de biodiversidade, que caracteriza a fauna e a flora daquele local. Projeto eleitoreiro”, disparou o deputado.
Já o avanço da segunda pauta, que regulamenta a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em reservas indígenas e chegou a ser abertamente defendida pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), foi vista por Barranco como uma jogada do presidente Jair Bolsonaro para colocar as mãos nas terras indígenas.
“Esse é outro absurdo. É uma tentativa do Governo Federal de agradar alguns setores e de se apropriar dos minérios que estão nas terras indígenas. O objetivo dele é se apropriar não só dos minérios, mas da terra como um todo”, criticou.
A matéria ficou parada na Câmara dos Deputados desde 2020 e no início deste mês, apesar de protestos de ambientalistas e povos indígenas, teve a tramitação com urgência aprovada pelos deputados federais.
Segundo Barranco, o descongelamento da matéria se deu graças a uma manobra do presidente diante da guerra na Ucrânia e o prejuízo na importação de fertilizantes para o Brasil. Isso porque o mesmo já defendeu o projeto, em reiterados discursos, para exploração de potássio – minério mais requisitado para produção de fertilizantes –, apesar de estudos revelarem que as maiores reservas desse minério não estão dentro de terras indígenas.
“A desculpa dos fertilizantes é a saída que ele encontrou para tentar aprovar em tempo, que é o principal objetivo dele, de se apropriar não só dos minérios, mas da terra como um todo. É um jogo sujo e baixo porque comprovadamente nós temos outras reservas de fertilizantes que não estão em terras indígenas e não estão sendo explorados também”, criticou Barranco.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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