Mato Grosso
Detran-MT inaugura posto de atendimento na Vila Operária em Rondonópolis

Foto: Assessoria
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) inaugurou, nesta segunda-feira (17.01), um Posto de Atendimento na Vila Operária, em Rondonópolis. A unidade vai disponibilizar todos os serviços de Habilitação e Veículos, incluindo a vistoria veicular.
A implantação do posto era uma demanda aguardada pela população da Vila Operária, uma das maiores regiões de Rondonópolis, que abrange cerca de 100 bairros e concentra pelo menos 50% da frota total do município. Atualmente Rondonópolis conta com aproximadamente 200 mil veículos.
O presidente da Comunidade da Vila Operária, Camargo Pires, comemorou a inauguração da nova unidade. “A implantação da unidade é um pedido antigo de toda população aqui da região. Temos aqui pelo menos 100 mil habitantes e mais de 70 mil veículos somente aqui na região. As pessoas precisavam deslocar-se a uma distância de quase oito quilômetros para ter acesso aos serviços do Detran, através da 2ª Ciretran. E agora, com a implantação do novo posto, os moradores da região terão acesso mais rápido aos serviços do órgão”, falou.
Presente na inauguração, o Secretário Municipal de Transporte e Trânsito de Rondonópolis, Lindomar Alves da Silva, enfatizou a importância da nova unidade. “É o Detran mais próximo do cidadão, descentralizando seus serviços, fazendo com que o cidadão tenha próximo a sua casa o atedimento do órgão, não precisando mais percorrer quilômetros para resolver sua habilitação ou fazer uma vistoria em seu veículo. Agora ele terá esse acesso aos serviços dentro da região em que ele mora, reduzindo gastos com deslocamento. Agradecemos ao Governo do Estado e ao Detran por trazer essa grande conquista para essa região, que tem um fragmento importante da frota do nosso município”, ressaltou Lindomar.
O chefe do Posto de Atendimento do Detran e da 2ª Ciretran, Carlos Antônio Nazário, destacou os esforços empenhados pelo Detran para a implantação da nova unidade em Rondonópolis. “Agora o morador da região da Vila Operária não precisa mais cruzar a cidade, de uma ponta a outra, para obter atendimento do Detran. A instalação dessa unidade vai desafogar o atendimento da 2ª Ciretran, descentralizando os serviços, proporcionando mais comodidade ao cidadão”.
O deputado estadual Thiago Silva, também comemorou a nova unidade. “Há muitos anos vínhamos trabalhando para a implantação de uma unidade do Detran aqui na região, que concentra grande volume da frota de Rondonópolis. Foi um longo trabalho junto ao Governo do Estado, Detran, Casa Civil, para que pudéssemos abrir essa unidade da Autarquia aqui, que era um grande anseio da população da Vila Operária. Nossa função como agente público é melhorar a vida do cidadão. Quero agradecer a toda equipe do Detran que se empenhou para a realização desse sonho, mostrando que realmente está preocupada em melhorar e ampliar o atendimento do Detran no Estado de Mato Grosso”, enfatizou o deputado.
“O Governo de Mato Grosso junto com o Detran está ampliando ao máximo os postos de atendimento da Autarquia em todo Estado, para facilitar o atendimento ao cidadão. A Vila Operária é uma região populosa que precisava de um atendimento mais próximo do Detran. Agora a população local contará com uma unidade completa, com todos os serviços prestados pelo órgão”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
Atendimento
O horário de atendimento na unidade será das 8h às 16h mediante agendamento prévio, que deve ser pelo site do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br).
Além do Posto de Atendimento na Vila Operária, Rondonópolis também conta com outras unidades do Detran como a 2ª Ciretran, o Posto de Atendimento de Vistoria Pesada e posto de atendimento no Ganha Tempo.
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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