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Mato Grosso

Diretoria da APDM é empossada e empoderamento feminino é tema

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A nova diretoria da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM-MT) tomou posse, nesta quarta-feira (13), na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá. A instituição será presidida pela primeira-dama de Santo Antônio do Leverger, Tayane Augusta Araújo de Andrade, e terá como presidente de honra a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

Defensora da Associação, como entidade fundamental para o fortalecimento de ações voltadas para a assistência social nos municípios mato-grossenses, Virginia afirmou se sentir lisonjeada com o convite e disse que trabalhará para o fortalecimento da associação. “Acredito muito no papel das primeiras-damas frente aos temas sociais, principalmente junto a pessoas em grande vulnerabilidade social. Fico honrada com o convite e me comprometo a trabalhar em conjunto com a diretoria da APDM”, disse.

Tayane, por sua vez, aproveitou o discurso de posse para falar da importância do empoderamento feminino. “A Organização das Nações Unidas (ONU) fala sobre a importância de empoderar mulheres, delas liderarem e promoverem o desenvolvimento em seus meios, e nada melhor que mostrar isso ocorrendo na prática, aqui neste evento. É preciso ressaltar que nossa entidade é forte e importante, relevante socialmente e para todo Mato Grosso. Quando acreditarem que nada muda, olhem à sua volta. Estamos liderando cada vez mais”, destacou.

A presidente também agradeceu o comprometimento de Virginia e da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho, junto à associação. “A presença de ambas fortalece ainda mais a APDM e demonstra a diferença desse novo governo. São pessoas que realmente se importam. Temos uma primeira-dama disposta a nos ouvir, que veio aqui, saber das necessidades da assistência social, e uma secretária que sempre está de portas abertas para nos atender. A associação agradece imensamente a disponibilidade do Estado. Nos sentimos confiantes e com expectativas para os próximos dois anos”, completou Tayane.

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Proposta é expandir programas e alcançar mais pessoas em vulnerabilidade social no Estado

(Foto: Caroline De Vita | Secom-MT)

Para a secretária Rosamaria Carvalho, a posse da APDM foi a primeira grande articulação envolvendo os municípios mato-grossenses. “É importante nos fazermos presentes, mostrar que estamos a postos para ouvi-los. Essa, certamente, é nossa primeira articulação com os 141 municípios e são exatamente as primeiras-damas municipais que estão diante dos problemas postos no dia a dia de cada cidade. Sabemos que os problemas são diversos e as demandas muitas, mas estamos aqui para acolhê-los”, afirmou a titular.

A diretoria

Além de Tayane Augusta Araújo de Andrade como presidente, a diretoria executiva da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso é composta, ainda, por Marli Natalina Noca, que será secretária geral e é lotada como secretária de Assistência Social de Barra do Bugres; Luciana Cristina dos Santos, que será tesoureira e é primeira-dama de Jaciara; Flávia Luiza Coelho Lannes Omar, que será primeira suplente e é secretária de Assistência Social de Várzea Grande; e Patrícia Passador Pavei, primeira-dama de Feliz Natal e segunda suplente. Ainda compõem esta nova gestão como conselheiras fiscais Nelsa Gonçalves Cardoso, que é secretária de Assistência Social do de Campos de Júlio; Maria Giovana Rodrigues Kuhn, primeira-dama de Terra Nova do Norte e Irene Souza Peruzzo, primeira-dama de Juína.

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CIB

Além do evento de posse da APDM, nesta quarta-feira (13), na Fiemt, na quinta-feira (15), haverá, no mesmo local, a primeira Reunião Ordinária da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Dentre temas a serem debatidos no evento, estão o calendário e regimento interno do CIB neste ano, o relatório do último ano, as câmaras técnicas e cofinanciamento 2018 dos serviços da Assistência Social.

Sobre o cofinanciamento, a secretária da Setasc aproveitou o evento da APDM para anunciar às primeiras-damas e gestores que o Governo do Estado irá quitar o valor atrasado, em cinco parcelas.

Governo do Estado busca articulação na área social junto aos 141 municípios neste primeiro contato com as primeiras-damas

(Foto: Caroline De Vita | Secom-MT)

Mato Grosso

BNDES registra R$ 442,5 milhões em financiamentos aprovados para renovação de frota de caminhões e de ônibus em Mato Grosso

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Em todo país, foram R$ 20 bilhões aprovados, volume corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha
Em Mato Grosso, foram realizadas 390 operações, atendendo 51 municípios

Foto- Divulgação

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 442,5 milhões em financiamentos aprovados em Mato Grosso do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito voltada à renovação da frota de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros. Desse montante, R$ 435,5 milhões foram para frotistas; e R$ 7 milhões para autônomos. No estado, foram realizadas 390 operações, atendendo 51 municípios.

Em todo o país, o volume de financiamentos aprovados chegou a R$ 20 bilhões, o que corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha (R$ 21 bilhões). O BNDES Mais Mobilidade financia a aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

“O BNDES tem respondido com rapidez à demanda de modernização da frota de caminhões e ônibus. Chegamos a aprovar quase 1.400 operações por dia, atendendo frotistas e motoristas autônomos de todo país com condições de crédito facilitadas. Essa linha permite a troca de veículos antigos por uma frota mais segura e menos poluente, reduzindo o custo logístico e impulsionando a indústria nacional”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

No Brasil, a linha soma mais de 19 mil operações com um tíquete médio de R$ 1 milhão por operação. O programa atende transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Até agora, foram atendidos 1.966 municípios de todas as regiões do país.

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A maior parte dos recursos foi destinada aos frotistas, com R$ 19,1 bilhões, em cerca de 17,2 mil operações. Deste total, R$ 2 bilhões foram para aquisição de ônibus. Também foram aprovados R$ 900 milhões para autônomos, em 2,1 mil operações.  Os financiamentos estão sendo realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES, que atendem 94% do território nacional.

O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026.

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Mato Grosso

Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana

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Foto-Assessoria

Mais de 600 cobertores foram entregues a famílias em situação de vulnerabilidade social por meio dos recursos arrecadados pelo projeto Feijoada Solidária, promovido pela Loja Maçônica João Bismark, de Várzea Grande. As entregas ocorreram entre os meses de maio e julho de 2026 e contemplaram 11 instituições que desenvolvem trabalhos sociais na Baixada Cuiabana.

Os cobertores chegaram a comunidades e organizações que prestam assistência contínua a crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para amenizar os impactos das baixas temperaturas durante o período mais frio do ano.

Foram beneficiadas as seguintes instituições: Projeto Águia Ajudando Vidas, Projeto Vida Nova, Casa de Apoio Nova Aliança, Centro Espírita Benedito da Cura, Centro Espírita Lar de Amor, Grupo Amigos do Terço, Associação Madre Teresa de Calcutá (Cenprhe), Obras Sociais Menino Chico, Sociedade São Vicente de Paulo (Vicentinos), Comunidade Eliane Gomes e Projeto Ana Caridade por Amor.

A campanha foi viabilizada graças ao envolvimento da comunidade e contou ainda com recursos destinados pela Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT), além da arrecadação obtida por meio da venda de rifas solidárias.

Segundo o Venerável Mestre da Loja Maçônica João Bismark, Fábio Ferreira, os recursos arrecadados pela Feijoada Solidária — que neste ano chega à sua 7ª edição — retornam à comunidade em forma de cuidado e acolhimento. “Nosso compromisso é transformar a generosidade de quem participa das ações em ajuda concreta para as famílias que mais precisam. Com o apoio dos voluntários, patrocinadores e de toda a sociedade, seguimos empenhados nessa missão.”

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Neste ano, a 7ª Feijoada Solidária será realizada no dia 16 de agosto, no Centro Pastoral Padre Aldacir Carniel (Cepac), em Várzea Grande. Os ingressos já estão à venda por R$ 80, e os participantes poderão desfrutar de uma feijoada completa, além de apresentação musical da cantora Flavinha.

Os convites podem ser adquiridos pelo WhatsApp (65) 99603-6998. Crianças de até 10 anos não pagam, e haverá opção de retirada de marmitas no local.

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Mato Grosso

Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher

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Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

 

Por Alexandre Guimarães

A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que, embora os homicídios de mulheres tenham diminuído, os feminicídios aumentaram 4% em 2025 no país.

Também cresceram os registros de tentativa de feminicídio (6%), violência psicológica (17%), descumprimento de medidas protetivas (17%) e perseguição (30%).

Em Mato Grosso, os indicadores continuam preocupantes. Em 2025, o estado registrou taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a terceira maior do Brasil, atrás apenas do Acre (3,2) e de Rondônia (2,9).

A violência psicológica apresentou um dos maiores crescimentos. Foram 3.720 casos registrados, aumento de 70,3% em relação a 2024. Com isso, Mato Grosso passou a ter a segunda maior taxa do país, com 192,3 ocorrências por 100 mil mulheres.

Os casos de perseguição (stalking) também aumentaram. Em 2025, foram registrados 2.970 boletins de ocorrência, alta de 31,6% em comparação com o ano anterior.

Outro dado que chama atenção é que Sinop ficou em terceiro lugar entre os municípios brasileiros (com mais de 100 mil habitantes) com as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável.

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Segundo o levantamento, a maior parte das vítimas de violência de gênero no Brasil tinha entre 18 e 44 anos. Além disso, 93,3% das vítimas de estupro e 85,6% das vítimas de estupro de vulnerável eram mulheres.

No mesmo ano, 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero, o maior percentual desde que o feminicídio passou a integrar a legislação penal brasileira.

“Por trás de cada número existe uma história interrompida, uma família marcada pelo sofrimento e uma mulher que teve sua liberdade restringida, sua dignidade violada e, muitas vezes, a própria vida ameaçada. Em inúmeros casos, a violência acontece dentro do ambiente que deveria representar acolhimento e segurança: o lar. As pessoas agressoras costumam ser pessoas próximas, o que torna ainda mais difícil romper o ciclo da violência”, afirma a defensora pública Rosana Leite.

Para a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), os registros de violência demonstram que, apesar dos avanços na legislação, ainda há um longo caminho para garantir às mulheres o direito de viver sem violência.

“Os elevados índices de violência contra as mulheres constituem uma das mais graves e persistentes violações dos direitos humanos de nosso tempo. Embora a sociedade brasileira tenha avançado na construção de um sólido arcabouço jurídico de proteção, ainda estamos distantes de assegurar a todas as mulheres uma vida livre da violência”, destaca.

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Como a Defensoria pode ajudar – A DPEMT presta assistência jurídica gratuita às pessoas em situação de vulnerabilidade e atua para garantir proteção às mulheres vítimas de violência.

O atendimento inclui orientação jurídica, pedidos de medidas protetivas de urgência, acompanhamento de processos de divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia, dissolução de união estável e outras demandas relacionadas à violência doméstica e familiar.

Além da atuação judicial, servidores e defensores públicos trabalham em conjunto com a rede de proteção para encaminhar as vítimas aos serviços de assistência social, saúde e acolhimento, sempre que necessário.

“O papel da Defensoria Pública é assegurar orientação, defesa e acesso à Justiça. O enfrentamento da violência contra a mulher depende também da participação da sociedade, das famílias, das escolas e das comunidades, na construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na rejeição de qualquer forma de violência”, ressalta Rosana.

Atendimento gratuito – Mulheres em situação de violência podem procurar qualquer unidade da Defensoria em Mato Grosso ou entrar em contato pelo WhatsApp oficial do órgão: (65) 99963-4454.

Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncia na Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.

A defensora reforça que buscar ajuda logo nos primeiros sinais pode evitar que a violência se agrave: “A violência doméstica não precisa chegar ao extremo para ser enfrentada. Ameaças, perseguições, violência psicológica, patrimonial, moral, sexual ou física exigem atenção e proteção. Quanto mais cedo a vítima buscar ajuda, maiores são as chances de interromper o ciclo da violência e preservar sua segurança, autonomia e direitos”.

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Rosana Leite também destaca que o enfrentamento da violência exige ações permanentes do poder público e da sociedade.

“Cada denúncia acolhida, cada medida protetiva cumprida e cada mulher amparada representam um passo concreto na construção de uma sociedade mais justa. Uma democracia somente se realiza plenamente quando todas as mulheres podem viver sem medo, exercer sua liberdade e desenvolver seus projetos de vida com dignidade, segurança e respeito”, conclui.

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